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Full text of "Amstrad Magazine 04"

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REVISTADOS UTILIZADORES AMSTRAD 


PCW 9512: 

NOVO DESIGN PARA OMA 
MÁQUINA DE ESCREVER 
REVOLUCIONARIA 


NÓS PODEMOS CONHECER 
OS VOSSOS DADOS CONFIDENCIAIS 













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REVISTA DOS UTILIZADORES AMSTRAD | 


NOTICIAS . 2 

CAPA 

□ NOVO DESIGN PARA UMA MÁQUINA 

DE ESCREVER REVOLUCIONÁRIA. 8 

DOSSIER 

□ 0 QUE E A I.A.?. 11 

ENTREVISTAS 

□ "EXISTE EM PORTUGAL UM GRANDE 

POTENCIAL NA ÁREA DA I.A." . 20 

□ "DESENVOLVER SOFTWARE 

À MEDIDA DO UTILIZADOR"' . 28 

PROFISSIONAL 

□ MANUTENÇÃO DE IMPRESSORAS .. 22 

■ SABOTAGEM INFORMÁTICA. 25 

MERCADOS 

□ OS CLONES DE SOFTWARE . 26 

□ MORREU O PC, 

VIVAM OS COMPATÍVEIS . 27 

HARDWARE 

□ MAIS MEMÓRIA PARA O PCI512.... 30 

AGENDA . 33 

PROFISSIONAL 

□ SEGURANÇA INFORMÁTICA. 34 

□ O NOSSO DOS DO DIA-A-DIA . 36 

□ O SOFTWARE RESIDENTE . 39 

□ O INTERFACE RS232 . 42 

□ A EMULAÇÃO DE UM TERMINAL 

VT100 COM UM PCW . 58 

TRUQUES PC . 47 

JOGOS PC . 52 

TRUOUESCPC . 53 

COMPRO/VENDO/TROCO . 57 

CLUBE DOS LEITORES . 60 


PROPRIEDADE: PUBLINFOR. Publicações e Comércio de Artigos de 
Informática, S.A. — Centro de Escritórios das Laranjeiras — Urbanização 
das Laranjeiras — Praça Nuno Rodrigues dos Santos, 7-2 8 Piso - Sala 13 - 
1600 LISBOA Telf: 7269011 Telex 62752 Simose P Fax: 7269985 

— DIRECÇÃO: Fernando Prata — COLABORADORES: Eng. Mário Leite, 
Dr. Maria de Lurdes Leite, António Torres Martins, António Cardoso 

— PRODUÇÃO GRÁFICA: SOCEDITE, Lda. — Av. da República, 47-1 8 
Dt 8 1000 LISBOA Tels: 767326/767339/768911 /760809 Telex: 65016 
CEBRO P Fax:732056 — PUBLICIDADE: SOCEDITE. Lda. 

— Rua Alfredo Roque Gameiro, 21 - I 8 Dt 8 — Telfs: 762732/767326/767339 

— ASSINATURAS: PUBLINFOR — TIRAGEM: 11500 exemplares 

— PRECO DE CAPA: 350$00 — DISTRIBUIÇÃO: ELECTROLIBER 

— N 9 PES. COLECT. 970657668 — N 9 REG. D.G.C.S. 112959 

— DEPÓSITO LEGAL N 9 20669/88 


EditoriaL 


Inteligência Artificial: 
um complemento ou uma “prótese” 

Hoje. inexplicávelmente, fazemos coisas mais estúpidas do que 
alguma vez pensámos fazer, e não deixamos de nos considerar 
inteligentes. Destruímos o mundo com coisas “banais” como a 
poluição, as experiências nucleares, e os residuos atómicos, e 
continuamos a pensar que somos inteligentes. Mas será que esta¬ 
mos a ser inteligentes? A duvida tem-se colocado muitas vezes por 
brincadeita, mas se pensarmos durante alguns momentos chega¬ 
mos mesmo a considerá-la uma duvida real. 

Relacionado com este assunto, um dia quando abrimos um livro 
sobre I.A. com o intuito de alargarmos o horizonte dos nossos 
conhecimentos deparámos com um extrato que considerámos 
excelente e que a partir desse momento não mais deixámos de citar 
sempre que julgamos conveniente. Assim, em determinado ponto 
dessa obra, cujo nome não vem ao caso, lia-se o seguinte: 

“Os homens sempre pensaram que eram mais inteligentes do que 
os golfinhos por terem realizado tanta coisa - a roda, Nova Yorque, 
guerras e muito mais -, enquanto os golfinhos tudo o que fizeram foi 
brincar despreocupadamente na água. Mas, por outro lado. os 
golfinhos sempre acreditaram que eram mais inteligentes do que os 
homens - precisamente pelas mesmas razões." 

Esta “meia duzia” de linhas ilustra de uma forma precisa aquilo 
que tentámos dizer em todas as outras que as antecederam, 
contudo, sobre a Inteligência Artificial, muito mais se pode ficar a 
saber neste numero da AM. que inclui um dossier sobre o assunto 
em causa como tema base. 

Mas não falaremos só de I.A. ao longo das 64 páginas deste 
número. Outros assuntos de tão grande importância como este 
serão tratados nas secções habituais, procurando responder á 
necessidade de informação por parte do maior número possível de 
utilizadores. 

De lamentar neste número da AM apenas temos a falta da secção 
CORREIO DOS LEITORES, que por diversas razões ainda relacio¬ 
nadas com o atraso do número anterior não chegou a tempo de ser 
publicada, ficando aqui, no entanto, desde já a promessa de que todo 
o correio recebido será tratado na AM do próximo mês. Por agora 
resta-nos informar os leitores que todos os pequenos “problemas" 
que nos tem afectado resultaram da tentativa de melhorar a AM. o 
que, apesar de tudo, pensamos estar a conseguir. No seguimento 
destes objectivos, e como novidade, anunciamos desde já mais um 
aumento de páginas no próximo número embora, desta vez, este não 
seja acompanhado pelo desagradável aumento de preço antes 
verificado. Teremos, assim, na AMSTRAD MAGAZINE No. 5 mais 
páginas pelo mesmo dinheiro. 

• Como ultimas palavras, não vamos deixar de remeter para a 
nossa secção de NOTÍCIAS todos os leitores que nos pediram 
informações sobre as facilidades possíveis na aquisição de equipa¬ 
mento Amstrad, que aí poderão encontrar respostas adequadas. 

Os restantes leitores, sem serem remetidos para uma secção em 
especial, podem folhear a revista lê-la, relê-la, trelê-la e.... eventual¬ 
mente ajudar a fazê-la. 

Onde estão, por exemplo, os vossos truques e programas? 



AMSTRAD MAGAZINE 1 











































NOTÍCIAS 


Gbase, uma base 
de dados GEM 


Trata-se da primeira base 
de dados que utiliza o ambi¬ 
ente operativo GEM. Àparte 
de um cómodo acesso à in¬ 
formação, com ecrãs gráfi¬ 
cos de alta qualidade, Gbase 
é uma base de dados relacio¬ 
nal, com um máximo de 5 
ficheiros relacionados entre 
si, até 55 campos por registo, 
sendo 15 dentre eles chave, 
2048 caracteres de limite em 
cada registo e até 32000 
registos em cada ficheiro. 
Até 5 máscaras de ecrã e 


impressora por cada ficheiro 
permitem imprimir os dados 
de várias maneiras. 

Um produto interessante, 
sobretudo pela sua facilida¬ 
de de utilização. Permite 
também intercambiar fichei¬ 
ros com outras aplicações, 
via formato DIF, o qual pode 
ser lido por inúmeros utilitᬠ
rios, ou imprimir os ficheiros 
em disco para serem de 
seguida importados por ou¬ 
tras aplicações GEM. 


Clipper, mais rapidez 
para o Dbase III 


O Clipper é um interessan¬ 
te produto para utilizadores 
que realizem aplicações à 
medida sobre Dbase III ou III 
Plus. Trata-se de um compi¬ 
lador que toma os progra¬ 
mas em Dbase III e os con¬ 
verte em código máquina. 
Uma característica interes¬ 
sante é que o utilizador não 
precisa de dispor do Dbase 
lllparapodercorreraaplica- 


ção (nem sequer a versão 
runtime). Além disso, pro¬ 
porciona mais rapidez (de 2 a 
20 vezes) e protecção que o 
programa fonte. 

Podem ainda ser-lhe liga¬ 
dos programas em lingua¬ 
gem C ou em Assembler, 
dispondo ainda de um de- 
bugger para ajuda no desen¬ 
volvimento. 


/-\ 


A EXP0VIDE0S0M 


A Socedite levou a efeito na semana de 4 a 7 de 
Maio a 2 .- Expovideosom, no Forum Picoas. 

Para além dos sempres atraentes espectáculos 
de Raios Laser, houve oportunidade de observar 
as últimas novidades em audio e video. 

Os computadores AMSTRAD, também marca¬ 
ram presença, através da Arménio’s Informática, 
que no seu stand apresentou a solução para 
gestão de videoclubes, o programa VIDEOGEST 
concebido pela TSI - Tecnologias e Soluções In¬ 
formáticas, Lda. 

s_> 


0 GEM dentro 
dum chip?! 


( ' ^ 

As necessidades de ambientes gráficos de baixo cus¬ 
to, requeridos pelos programas de autoedição e pelas 
exigências dos utilizadores de uma manipulação mais 
fácil, estão cada vez mais próximas. A Digital Research 
apresentou o GEM-786, uma versão do ambiente grᬠ
fico conhecido por todos. Esta versão foi concebida 
para funcionar com o processador gráfico 82786, o que 
faz com que os PC’s que disponham deste chip na sua 
carta gráfica possam executar o GEM até 20 vezes mais 
depressa do qúe até agora tem sido possível. 

O 82786 fica, assim, encarregado das tarefas pesa¬ 
das: desenho de linhas, enchimentos com redes gráfi¬ 
cas, operações lógicas no ecrã, manipulação de fontes 
de caracteres e movimentos de blocos. Está-se à 
espera que num prazo não muito longo se construa um 
coprocessador GEM num só chip. 

___ ) 

ooooooooooooooooo 

A AMSTRAD VAI LANÇAR 
UM COMPATÍVEL PS/2? 


A notícia passeou há dias 
pela redacção, cheia de 
novidade, e nós não demorᬠ
mos em procurar o seu fun¬ 
damento. 

Mais uma vez, contactᬠ
mos a AMSTRAD (Inglater¬ 
ra), e conseguimos aceder a 
Malcom Miller, responsável 
pelo sector comercial. Numa 
curta conversa, Miller afir¬ 
mou não ter qualquer infor¬ 
mação para nos fornecer 
para além das que poderiam 
ser dadas pelo representan¬ 
te da marca em Portugal — a 
Cominfor. 

Na ausência do director 
desta empresa, e “em busca 
da notícia perdida”, conse¬ 
guimos um contacto com 
fontes bem informadas que 
nos garantiram estar previs¬ 


to o lançamento de uma nova 
máquina no próximo mês de 
Setembro: não um 80386, e 
muito menos um compatível 
PS/2, mas um compatível 
AT, reforçado em termos de 
caracaterísticas e comercia¬ 
lizado a “preço AMSTRAD”. 

A mesma fonte viria tam¬ 
bém a garantir-nos ser um 
facto o aparecimento de 
produtos AMSTRAD- 
FIDELITY, para complemen¬ 
to da gama audio/video já no 
mercado. 

Ainda no domínio das 
novidades, foi-nos igual¬ 
mente referido estar tudo 
preparado para a disponibili¬ 
dade em Portugal da Cam- 
corder AMSTRAD no mês de 
Outubro, a um preço inferior 
aos 150 mil escudos. 


OOOOOOOOOOOOOOOOO 


2 AMSTRAD MAGAZINE 

















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AMSTRAD ATACA AMIGA 


IMPRESSORAS JAPONESAS 
VÃO CUSTAR MAIS CARO 


A Comissão Europeia impôs, no passado mês de Maio, leis 
anti-dumping visando as impressoras de matriz que entram 
nos países da CEE, importadas do Japão. Trata-se de uma 
das medidas aduaneiras mais rígidas até hoje decretadas 
pelas autoridades de Bruxelas. 

Este direito vai ser aplicado provisoriamente mas, fontes 
bem informadas, estão crentes que passe a definitivo num 
espaço de tempo que não deve exceder os 6 meses. 

As impressoras de agulhas japonesas viram a sua penetra¬ 
ção no mercado comum europeu crescer substancialmente 
de 800 000 unidades em 1983 para 1 milhão e 40 mil unidades 
em 1986, a que correspondem quotas de mercado de 49% e 
73% respectivamente. 

A taxa de direito a ser aplicada é de 33,4% do preço líquido 
a incidir sobre todas as impressoras de matriz da origem 
citada, à excepção das que sejam produção das seguintes 
empresas, que veêm a taxa anti-dumping reduzida: 


EMPRESA % 

Alps Electrical Co Ltd . 7,4 

Copal Co Ptd. 18,6 

Japan Business Computer Co Ltd . 22,4 

Nakajima Industry Ltd. 12,3 

Oki Electric Industry Co Ltd . 9,2 

Shinwa Digital Industry Co Ltd . 10,5 

Star Micronies Co Ltd . 13,6 

Tokio Electric Co Ltd. 1,8 


Como é do conhecimento geral, as impressoras AMSTRAD 
são fabricadas na unidade de Hong-Kong desta empresa e 
consequentemente, não são abrangidas por esta medida e 
daí não se conhecerem previsões de aumento. 

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/*\ /ê\ /è\ /è\ /é\ 


E VOCÊ, CONHECE A 



O rumor de que a 
AMSTRAD irá lançar um 
novo computador baseado 
no microprocessador Moto¬ 
rola 68000, ainda em 1988, a 
um preço muito competitivo, 
continua a circular. 

Segundo fontes inglesas, 
tratar-se-ía de substituir o 
CPC 6128 por um equipa¬ 
mento com o mesmo design 
do PC 1512 mas compatível 
Amiga. A possibilidade de 
ser uma máquina muito dife¬ 
rente mantem-se, no entan¬ 
to, face ao hábito “Sugaria- 
no” de iançar os seus produ¬ 
tos sem anúncio prévio, o 
que nos torna difícil a tentati¬ 
va de descortinar a politica 
da companhia, e desvendar 
os seus segredos de uma 
forma mais objectiva. 

Com as vendas do CPC a 
baixar, ainda em consequên¬ 
cia do lançamento do 
SPECTRUM +3, o CPC 6128 
deve ter sido o último compu¬ 
tador doméstico a ser lança¬ 


do sob a marca AMSTRAD. 
A companhia aceitou mesmo 
que, nesta área, tudo o que 
aparecer tenha simplesmen¬ 
te a marca SPECTRUM. A 
hipótese de um “Amiga” a 
baixo preço (SPECTRUM 
+4?) parece-nos, contudo, 
bastante provável como uma 
boa cobertura da AMSTRAD' 
numa faixa de mercado em 
que os outros construtores 
se mostram mais fortes. 

Com efeito, os PC 1512 e 
1640 não podem actualmen- 
te rivalizar com os Atari ST e 
os Commodore Amiga ao 
nível das suas performances 
musicais, gráficas e lúdicas, 
justificando-se assim, o lan¬ 
çamento de uma máquina 
deste tipo, para que a 
AMSTRAD continue a man¬ 
ter uma presença importante 
no mercado dos computado¬ 
res domésticos. 

Ou será que a AMSTRAD 
vai mesmo abandonar este 
segmento de mercado? 


Philips New Media Systems 



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VIDEO WRITER 


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HARD DISCS, HARD CARDS 
DE 20 A 350 MEGAB. 



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VISEU: Rua Direita, 79-1 s Telf: 22 564 
PORTIMÃO: Rua D. Carlos I Telf: 83 653 
SETÚBAL: Largo da Misericórdia, 28 Telf: 31 432 


AMSTRAD MAGAZINE 3 




































NOTÍCIAS 


A AMSTRAD VAI PARA 0 CEU 



Como referimos no nos¬ 
so número de Junho, a 
AMSTRAD anunciou ir lan- 
çar-se no mercado de televi¬ 
são via satélite com uma 
antena AMSTRAD FIDELI- 
TY de 60 cm de diâmetro e 
respectivo receptor a um 
preço base próximo dos 50 
mil escudos. 

As previsões no que res¬ 
peita à produção destas an¬ 
tenas apontam para as 100 
000 unidades por mês, num 
total de um milhão de unida¬ 
des a serem comercializa¬ 
das em 1989. As primeiras 
entregas serão efectuadas 
em Inglaterra a meados do 
mês de Fevereiro. 

O anúncio foi efectuado 
numa conferência de im¬ 
prensa com a presença de 
Rupert Murdoch, magnata 
australiano, naturalizado ci¬ 
dadão dos USA e proprietᬠ
rio do Sky television News 
International, 20 th Century 
Fox, entre muitos outros 
empreendimentos no ramo 
da comunicação social. 

Com recurso ao satélite 
ASTRA, cujo lançamento 
está planeado para o próxi¬ 
mo dia 4 de Novembro, a 
SKY TELEVISION porá no ar 
vários canais: Sky Channel, 
Sky News, Sky Movies e Sky 
Radio, em funcionamento já 
há algum tempo e prepara- 
se para ocupar outros, no¬ 
meadamente, um serviço 
noticioso permanente, um 
canal de filmes e outro de 
desportos. Por outro lado, 
são já candidatos para o 
ASTRA: Music Channel, Pri- 
mière, Film Channel, Scre- 
ensports, Super Channel e 
Children’s Channel. 

O produto a ser lançado 
pela AMSTRAD FIDELITY 
terá um preço mínimo de 
cerca de 50 contos, mas os 
modelos com controle remo¬ 
to e outras performances 
adicionais podem atingir em 
Inglaterra, os 70 mil escu¬ 
dos. 

O equipamento 

AMSTRAD FIDELITY em 


referência, cuja dimensão 
não ultrapassa o de um guar¬ 
da-chuva aberto, vem assim 
ater um preço de cerca de 1/ 
5 do que é praticado para 
antenas similares. Os custos 
de montagem acompanham 
óbviamente a mesma pro¬ 
porção. 

A AMSTRAD está a estu¬ 
dar, desde já, a integração 
destes receptores de sinal 
de satélite em conjuntos 
compactos com tele-video. 
Isto faz-nos admitir que, por 
um preço inferior a 200 mil 
escudos, o consumidor po¬ 
derá vir a adquirir, no próxi¬ 
mo ano, antena receptor 
satélite, aparelho de TV e 
video. Hoje em dia, em Ingla¬ 
terra, este conjunto teria um 
preço superior aos 500 mil 
escudos. 

COMO FUNCIONA O SRX 
100 

SRX 100 é a referência 


comercial para a package 
constituída por um receptor 
de dimensões similares a um 
video e por uma antena para¬ 
bólica de 60 cm de diâmetro. 

A estação emissora de TV 
envia um sinal para um re- 
transmissor na Terra que, 
por sua vez, o reenvia para o 
satélite ASTRA em órbita a 
cerca de 35 000 Km da Terra. 

O ASTRA faz chegar o 
sinal PAL à antena parabóli¬ 
ca colocada em casa do 
espectador, que pode selec- 
cionar através do receptor 
colocado, por exemplo, so- 
breoaparelhodeTV, umdos 
dezasseis canais suporta¬ 
dos pelo ASTRA. 

É natural que, no nosso 
país, a dimensão da antena 
parabólica não seja o dos 60 
cm de diâmetro que temos 
vindo a referir. O nosso posi¬ 
cionamento em relação ao 
feixe cónico emitido pelo 
satélite pode originar a su- 
cessividade de antenas de 


maior diâmetro, o que, aliás, 
já se passa em relação aos 
outros satélites que são 
captados em Portugal. 

O receptor fica ligado por 
um cabo com ficha standard 
ao aparelho de TV na nor¬ 
mal tomada de antena RF IN. 


O SATÉLITE ASTRA 

Propriedade da compa¬ 
nhia de satélites luxembur- 
guesa Société Europieenne 
des Satellites, o ASTRA tem 
o seu lançamento para o 
próximo mês de Novembro 
no segundo vôo do foguetão 
Ariane. No seu primeiro Vôo, 
o Ariane foi lançado da Gui¬ 
ana Francesa, no passado 
dia 14 de Junho, com o ob- 
jectivo de pôr em órbita 2 
satélites e foi bem sucedido. 

O ASTRA tem capacidade 
para reemitir 16 canais, 
substancialmente mais que 
os congéneres, já no ar, que 


4 AMSTRAD MAGAZINE 








não ultrapassam os 5 ou 6 
canais. Prepara-se, assim, 
nos dias bem próximos, uma 
verdadeira revolução no 
mundo das transmissões de 
TV via satélite. Mas, se o 
ASTRA falha na sua missão 
de retransmitir eficazmente, 
a revolução ficará por certo 
adiada por mais um ano. 


OS PROGRAMAS 

Para já, o ASTRA tem já 
quatro canais tomados pela 
SKY TELEVISION de Rupert 
Murdoch: Sky Channel A 
com um conjunto de progra¬ 
mas variados especialmente 
dedicados ao entretimento 
familiar; Sky News tem pro¬ 
gramação de 18 horas por 
dia nos 7 dias da semana e 
transmite ininterruptamente 
notícias de todo o mundo; 
Eurosport que transmite 
consecutivamente aconteci¬ 
mentos desportivos ocorri¬ 
dos nas mais diversas partes 
do nosso planeta; Sky Movie 
que exibirá filmes desde an¬ 
tigos ao últimos êxitos de 
Hollywood. Estes programas 
começaram a ir para o ar no 
decurso do mês de Feverei¬ 
ro. 

Para as restantes posi¬ 
ções existem já vários candi¬ 
datos e quem sabe se entre 
eles não surgirão também os 
populares programas da TV 
britânica BBC 2 e Channel 4. 
É já conhecido o empenho e 
encorajamento que o Gover¬ 
no de Margaret Tatcher tem 
dado à televisão por satélite. 

No momento actual e 
segundo o Instituto Europeu 
da Comunicação, são os 
seguintes os programas de 
TV via satélite com maior 
audiência : Sky Channel (11 
milhões de lares), Super 
Channel (10 milhões de la¬ 
res), TV 5 (7 milhões), Worl- 
dnet, 3-Sat, Sat-1 (3 milhões 
cada). 


JA PODE COMPRAR 0 SEU 
COMPUTADOR AMSTRAD 
A PRESTAÇÕES 




No número 2 da AM noti¬ 
ciámos que a Cominfor iria 
lançar o CREDI-AMSTRAD. 
Hoje já podemos informar os 
nossos leitores com mais 
detalhe sobre essa forma de 
aquisição, já disponível em 
todos os revendedores da 
marca. 

Segundo nos foi informa¬ 
do as condições mais dilata¬ 
das são as que a lei prevê 
para este tipo de bens, ou 
seja 30% de entrada e 18 
prestações mensais. A taxa 
de juro segundo a mesma 
fonte, é de 21,5% ao ano, o 
que nos permite analisar 
alguns exemplos. 

Suponhamos que é um 
utilizador individual mas que 
quer comprar uma configu¬ 
ração forte, ou seja, um 1640 


EGA com 20 MB em disco e 
uma impressora larga, a 
DMP 4000. Recorrendo ao 
CREDI-AMSTRAD pagará 
de entrada 152 400 escudos 
e 18 prestações de 22 967 
escudos. 

Se for um pouco mais, 
modesto e se se contentar 
com um PC 1512 a disquetes 
monocromático e uma im¬ 
pressora estreita, DMP 
3160, o sistema terá normal¬ 
mente um preço de 250 
contos que lhe poderá custar 
uma entrada de 75000 escu¬ 
dos e ficará a pagar uma 
renda de 11 300 escudos por 
um período de 18 meses. 

Se as necessidades não 
forem de carácter profissio¬ 
nal e der preferência a um 
computador de jogos por 


exemplo, um SPECTRUM 
+2, dará uma entrada de 11 
700 escudos e pagará 18 
prestações de 1 760 escu¬ 
dos. 

Finalmente, se o equipa¬ 
mento a adquirir for para a 
sua empresa e as suas ne¬ 
cessidades tenderem para 
um multiposto com 3 postos 
de trabalho monocromático, 
disco de 40 MB e impressora 
larga, recorrendo ao CREDI- 
AMSTRAD, poderá pagar o 
conjunto no valor base de 
947 contos, com uma entra¬ 
da de 284 100 escudos e 1 £ 
prestações mensais de 42 
815 escudos. 


O CREDI-AMSTRAD JÁ 
ESTÁ NA RUA! 




J ú 7- ■'.s=mÍÉ 

CONFIGURAÇÃO 

PREÇO 

ENTRADA 

N.2 

1 

VALOR 


BASE 

INCIAL 

PRESTAÇÕE 

ES PRESTAÇÃO 

PC 1640 20HD EGA + 

508 000 

152 400 

18 

22 967 

+ DMP 4000 

Esc 

Esc 


Esc 

PC 1512 DD Mono + 

250 000 

75 000 

18 

11 300 

+ DMP 3160 

Esc 

Esc 


Esc 

SEPCTRUM +2 

39 000 

11 700 

18 

1 760 


Esc 

Esc 


Esc 

MULTI-POSTO PC 1512 

947 000 

284 100 

18 

42 815 

40HD Mono + 2 PC 

Esc 

Esc 


Esc 

1512 SD Mono + DMP 4000 

,1^07777 

lj|l|l^|||HtW'l f jOTt4 




AMSTRAD MAGAZINE 5 




































































































































NOTÍCIAS 


PORTALEGRE TODO O TERRENO 



Mais de 700 Km, mais de 
200 concorrentes, mais de 
500 participantes na organi¬ 
zação e quase 24 horas de 
prova são alguns dos núme¬ 
ros da Maratona de Portale¬ 


gre. 

Já tudo se disse sobre 
esta prova de todo o terreno 
organizada pelo clube Aven¬ 
tura mas pouco se falou de 
como a informática colabo¬ 


rou para o êxito deste acon¬ 
tecimento automobilístico. 

Um sistema multiposto 
AMSTRADfuncionandocom 
o sistema operativo Prolo- 
gue e um programa desen¬ 
volvido especificamente pa¬ 
ra o efeito pela SOPSI e 
constituído por um PC 1512 
com disco de 20 Megabytes 
onde estavam ligados 3 ou¬ 
tros AMSTRAD PC foram a 
base do tratamento de dados 
desta prova. Dois dos com¬ 
putadores estavam dedica¬ 
dos à introdução dos dados 
que eram recebidos a todo o 
momento, via rádio, dos di¬ 
versos controles de passa¬ 
gem. 

Um dos outros PC's per¬ 
mitiria a emissão constante 


de listagens com as posições 
actualizadas nos vários con¬ 
troles. 

Um quarto PC colocado 
na sala de imprensa e ligado 
ao central por um cabo de 
mais de 60 metros permitia a 
visualização das classifica¬ 
ções no momento, e a con¬ 
sulta da posição de qualquer 
concorrente. 

Co mo já vem sendo hábito 
nas provas todo o terreno, 
todo o equipamento informᬠ
tico mais as seis televisões e 
seis gravadores de video que 
permitiam acompanhar a 
prova em diferido encontra- 
vam-se no Camião-Salão 
AMSTRAD. 

Até à próxima no Guadia¬ 
na. 


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6 AMSTRAD MAGAZINE 


















CAPA 


NOVO DESIGN PARI 
DE ESCREVER REVI 



S EGUINDO a sua linha habitual de 
mercado, a Amstrad está conti¬ 
nuamente a trabalhar no desen¬ 
volvimento de novos produtos. O PCW 
9512 é um dos últimos avanços tecno¬ 
lógicos apresentados pela Amstrad no 
domínio dos processadores de texto. 

Esta máquina, como o seu nome 
indica, pertence à família dos PCW, 
processadores de texto que fizeram, e 
continuam a fazer, grande sucesso no 
nosso país, e pode considerar-se uma 
máquina de escrever ainda mais revolu¬ 
cionária do que os modelos PCW ante¬ 
riores. 

Em moldes muito simples, o 9512 
inclui todas as capacidades dos mode¬ 
los anteriores desta linha, expoencia- 
das, e simplificadas, para além de algu¬ 
mas características muito próprias que 
o tornam de longe o melhor equipamen¬ 
to do mercado para processamento de 
texto. 

Vejamos então algumas das suas 
principais características. 

PRIMEIROS ASPECTOS 

A imagem exterior do PCW 9512 
mudou sensivelmente adoptando uma 
linha mais moderna. A unidade central 
de processamento continua integrada 
na caixa do monitor, se bem que a 
unidade de discos apareça por debaixo 
do ecrã. Por seu lado, o teclado sofreu 
uma remodelação tanto no que diz res¬ 
peito a forma, como no que toca a 
disposição das teclas. As teclas de 
função, por exemplo, passaram para o 
lado esquerdo, tal como algumas teclas 
de controlo do processador de textos. 
Este teclado é moderno, cómodo e 
ergonómico, permitindo um fácil manu¬ 
seamento, e transição do mundo das 
máquinas de escrever mecânicas (ou 
eléctricas), possibilitando, por exemplo, 
a acentuação de todos os caracteres (e 
não só das vogais) talvez como resulta¬ 
do da procura de uma emulação perfei¬ 
ta da máquina de escrever (o único 


caracter que não se consegue acentuar 
é o “Ç”, quer maiúsculo, quer minúsculo, 
que depois dessa operação perde a 
cedilha tornado-se um “C” normal). 

Mas, apesar de todos estes factos, a 
grande novidade é sem dúvida a impres¬ 
sora, já que se trata de uma impressora 
de margarida de carreto largo que per¬ 
mite 132 caracteres por linha com letra 
PICA 10 (disponível na margarida que 
complementa o equipamento). 

IMPRESSORA 

Da mesma forma que nas impresso¬ 
ras dos anteriores PCW, a ROM, o 
buffer, etc., encontram-se na placa 
central, alimentando-se da mesma fon¬ 
te que integra o monitor sendo portanto 
impossível utilizar a impressora com 
outro computador. Este facto, se por um 
lado se pode considerar uma desvanta¬ 
gem, não deixa de ter, por outro lado, 
algumas vantagens. Entre estas a mais 
importante talvez seja a possibilidade de 
interromper a impressão em qualquer 
ponto do texto com a precisão de uma 


única linha. 

Comercializada com um trator de 
papel amovível, esta impressora permi¬ 
te a utilização indiscriminada de folhas 
soltas e papel contínuo, e inclui uma 
margarida com letra tipo PICA lOsubs- 
tituível por qualquer outra com um tipo 
de letra diferente. 

Dadas as limitações próprias da 
margarida não podemos dispôr de to¬ 
dos os tipos de letras disponíveis nos 
PCW anteriores, se bem que ganhe¬ 
mos bastante em termos de qualidade. 
Em qualquer caso, o interface Centro¬ 
nics incorporado na unidade central 
torna possível a conexão de uma im¬ 
pressora matricial de pontos (DMP 
2000, DMP 3000 ou similares), e o 
trabalhar como se fosse um PCW da 
série 8000. 

UNIDADE DE DISQUETES 

A unidade de disquetes é de 3", dupla 
face e dupla densidade, conseguindo 
uma capacidade de armazenamento 
de 720 KB formatados, tanto como que 


8 AMSTRAD MAGAZINE 












\ UMA MAQUINA 
DLUCIONÁRIA 



a segunda drive do 8512 consegue co¬ 
locar nestes pequenos discos magnéti¬ 
cos. Por um lado uma boa escolha em 
termos de formato, uma vez que propor¬ 
ciona a todos os utilizadores de equipa¬ 
mento desta linha um fácil aproveita¬ 
mento de todos os trabalhos já efectu- 
ados, esta opção pode também mos- 
trár-se como pouco lógica num momen¬ 
to em que quase todos os equipamen¬ 
tos surgem acompanhados por drives 
de 3,5". 

MONITOR 

O anterior monitor de fósforo verde 
foi substituído por um monitor monocro¬ 
mático em preto e branco, com a mes¬ 
ma resolução (90 colunas por 32 li¬ 
nhas). Este monitor, que apenas peca 
por estar “colado” aquilo que sem ele se 
poderia designar por unidade central, 
impedindo a sua adaptação as diferen¬ 
tes condições de trabalho do utilizador, 
e esteticamente semelhante ao monitor 
dos computadores pessoais do mesmo 
construtor. No lado direito, lá se encon¬ 
tram os dois potenciómetros para ajuste 
da intensidade luminosa e do contraste, 
assim como, na traseira, não falta o 
“costumeiro” botão para ligar e desligar 
a unidade, acompanhado pelos poten¬ 
ciómetros para controlar o V-HOLD e o 
H-HOLD. 

O LocoScript 2 

Processador de texto que desde as 
primeiras versões do PCW começou a 
comprovar a sua qualidade como ferra¬ 
menta de trabalho para um mercado 
específico, o LocoScript surge na sua 
versão 2.16 como “package” base do 
9512, incluindo o LocoMail e o Loco- 
Spell. 

Pela primeira vez comercializado 
numa versão em língua portuguesa 
este LocoScript pode formatar, copiar, 
verificar discos, e escolher o número de 
cópias a imprimir, caracterizando-se 


ainda pela velocidade superior com que 
perfaz todas as outras tarefas comuns 
às versões que lhe são anteriores. 

Concebido sob o lema da simplicida¬ 
de de operação, funcionalidade, e po¬ 
tência em processamento de texto, o 
LocoScript, de momento, só nos faz 
lamentar a falta do dicionário em portu¬ 
guês, embora mesmo aqui tenhamos, 
desde já, boas razões para estarmos 
satisfeitos. Assim, podemos acrescen¬ 
tar que, segundo as últimas informa¬ 
ções que nos chegaram, os acordos 
para a concepção e comercialização do 
dicionário português para este proces¬ 
sador de texto já estão firmados, sendo 
agora umaquestão de semanas, ou, no 
pior dos casos, de alguns meses, até 
queo LocoSpelI lusitanoestejadisponí- 
vel. 

CONCLUSÀO 

Este PCW 9512 aparece-nos como 
uma máquina avançada muitoprofissio- 
nal e vocacionada para uma utilização 
como máquina de escrever, com a 


excelente qualidade de impressão pro¬ 
porcionada pela impressora de marga¬ 
rida. 

A tornar esta solução de automatiza¬ 
ção de escritório mais agradável temos, 
para além do preço que, de acordo com 
os últimos dados que possuímos, em 
Portugal não deve exceder os 165 mil 
escudos, o facto da máquina em causa 
possuir o manual de utilização em por¬ 
tuguês e de incluir um teclado AZERTY 
tal como a maior parte das máquinas de 
escrever. 

Apesar de deixar desde já muitos 
leitores anciosos pela possibilidade de 
o poderem utilizar, o PCW 9512 só 
estará disponível no nosso país em 
meados de Setembro. Até lá, as boas 
alternativas na área do processamento 
de texto continuam, no entanto, a pas¬ 
sar pelos anteriores membros da mes¬ 
ma família PCW. 

Hoje, cada vez menos pessoas utili¬ 
zam as máquinas de escrever. 

Amanhã, poucas pessoas se vão 
lembrar que alguma vez elas existiram. 

a 


AMSTRAD MAGAZINE 9 

















beremiz 


E você quem vai fazer do autosketch 
um instrumento de profissionais 


U/igarvcgsicmaA, Jj/iclíícoa, 'f tuxog/iamaA, PlapaA 7 < 


pogeá/icoA, CcuitciA de Naoegaçao, DeAign de I 
•~ü jj>JVLQ/i e.A, deAenhoA de. Auiquitectuea, ILilaVi 

i - - acoe A / é.cnicuA, Diag/iamaA de. 

\ r "—■- fíonta gem, La cata A 


JPIuAÍCOÍA, CüAÍOeò 
/ de Pasia&ÁnA, deA 
Je.nh.oA de Lngenhcui 
lha Ltectaiónica, Lk 
henhoA de Lagenhaot 
lia Química, DeAenh 
OA de Lagenhaeia PI 
kcânica, DeAenhoA de. 
engenhania AeeoeApa 
ciat, O/iganig/iamaA, 
nanico A, T tuxogcamaA, 
'apaA 7opog/iájfU.coA,C 


taA de. Navegaçao, 


eAign de. Inteaiio/ieA, D 
I e.AenhoA de. Aequite.ctu 
j n.a, ItuAtaiaçoe.A 1 é.cni 
caA, diag/iamaA de Piont 
agem, í.AcataA Píuaícoía, 
CaaitoeA de. P 
aoiatLén a, d 
TjL v e.Ae.nhoA 
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0 QUE E 

A INTELIGÊNCIA 
ARTIFICIAL? 


A Inteligência Artificial 
possui um inegável interesse 
para todos os utilizadores de 
informática. Embora não 
exista um consenso geral 
sobre como e quando, todos 
os especialistas parecem 
estar de acordo que o futuro 
da informática vai passar 
pela Inteligência Artificial. 
Sendo assim, para nos irmos 
preparando, nada melhor do 
que ler este artigo. 



AMSTRAD MAGAZINE 11 
















D ESDE o aparecimento dos primei¬ 
ros computadores, que os ho¬ 
mens têm tido a obsessão pela 
possibilidade de um dia estas máquinas 
virem ater inteligência, pensaredesen- 
volver ideias por si mesmas. O tema 
tornou-se popular em diversos livros e 
filmes. Um exemplo bem conhecido é o 
do famoso filme “2001 -Odisseia no 
Espaço”, em que um avançado compu¬ 
tador enlouquece e mata a tripulação de 
uma nave espacial. 

Contudo, a realidade está bem longe 
do que estas películas nos mostram. 
Como sabem todos aqueles que já 
programaram , a capacidade dedutiva 
do computador depende basicamente 
das regras que tinham sido programa¬ 
das - como fórmulas - pelo criador do 
programa, sendo a máquina incapaz de 
automodificar o programa na maioria 
dos casos. Devido a esta limitação, os 
computadores que foram desenhados 
como sistemas de ajuda à inteligência 
humana, ficam-lhe sempre limitados e 
incapazes de aprender e corrigir erros. 
Um exemplo típico desta situação é a 
maioria dos programas de xadrêz que 
são comercializados. Muitas vezes são 
chamados, de uma forma errada, “inte¬ 
ligência artificial”, mas a sua habilidade 
de jogo depende unicamente do modo 
como foi concebido o seu programa e 
das tácticas que foram programadas. 
Quando se descobre uma falha, ela 
permanecerá sempre, sendo o sistema 
incapaz de uma auto-correção. As 
possibilidades que existiriam se se 
pudessem desenhar sistemas capazes 
de aprender e de se autoregularem de 
forma idêntica ao cérebro humano, 
seriam imensas, pois seriam capazes 
de emular grande parte da capacidade 
racional humana, sem as suas falhas e 
imprecisões. Poder-se-ia avançar enor¬ 
memente em campos como as mate¬ 
máticas, a física e a biologia, áreas onde 
a inteligência humana tem grandes 
problemas actualmente, devido à enor¬ 
me complexidade das fórmulas que são 
manipuladas. Em outros campos me¬ 
nos científicos, também seria possível a 
sua utilização, como por exemplo, ao 
nível dos auxiliares de decisão nas 
áreas das finanças, saúde, inclusivé 
sentimentalmente, e em muitas outras 
tarefas. Estas perspectivas fizeram 
com que investigadores de todo o 
mundo se dedicassem a investigar a 
possibilidade de desenhar programas 
com capacidades de aprendizagem, 
dando origem ao ramo científico da 
Inteligência Artificial. 


DEFINIÇÃO DE 
INTELIGÊNCIA 

Até agora temos falado de inteligên¬ 
cia, mas sem chegar a definir em que 
consiste. Isso não é fácil. A capacidade 
da mente humana de analisar os seus 
próprios processos é muito limitada e só 
agora se está a começar a entender 
parte do seu funcionamento. 

Como primeira aproximação, pode 
dizer-se que um ente inteligente - donde 
a palavra ente pode representar um 
programa, uma máquina ou qualquer 
animal, entre os quais o ser humano - é 
aquele capaz de aprender a partir de 
observações e de erros, e de modificar 
os seus actos em função do que foi 
aprendido. Esta definição, embora sim¬ 
ples, permite a compreensão quase 
imediata do que são sistemas “inteli¬ 
gentes". 

Um dos primeiros programas feitos 
para computadores pessoais jogava ‘às 
personagens’ com um rudimentar tipo 
de inteligência, segundo o que atrás 
definimos. Neste jogo, que consistia em 
que um dos jogadores tentava adivinhar 
a pessoa em que o outro estava a 
pensar, fazendo perguntas a que se só 
se podia responder sim ou não (até 
descobrir de quem se tratava), o progra¬ 
ma possuia uma árvore de decisão, tal 
como se mostra na figurai. Em cada nó 
da árvore havia uma pergunta que 


deveria ter uma resposta sim ou não. 
Por exemplo, no nó A o programa tinha 
a pergunta “Estás vivo?”. Ao responder 
sim, o programa passaria à perguntado 
nó B, que poderia ser “europeu?”. Ima¬ 
ginando que a resposta seria não, se- 
guir-se-ia o nó C em que se tentaria 
averiguar em que época viveu “ É deste 
século?” e assim sucessivamente. 
Quando se termina a descida pela árvo¬ 
re, chega-se ao nome de uma pessoa 
que é aquela que o computador está a 
“pensar”. Por exemplo, deduz-se que é 
um homem, vivo, desportista, portu¬ 
guês (poderia ser “Futre”) pelo que se 
desceria pelo lado esquerdo da árvore. 
Quando se responde que sim, a máqui¬ 
na deixa a árvore tal como está. Mas, se 
responder que não, pergunta o nome 
da pessoa pensada (por exemplo, Car¬ 
los Lopes) que se diferencia da que 
tinha sido referida (joga futebol?). Ten¬ 
do em conta as duas hipóteses e acres¬ 
centando mais um nó à arvore, como 
mostra a figura 2. 

Permite deste modo que, da próxima 
vez, seja averiguada a hipótese de ser 
praticante de atletismo. 

Este programa é inteligente segundo 
a definição atrás proposta, mas só se 
torna útil para “jogar às pessoas”, não 
se podendo considerar que se trate de 
um programa realmente inteligente. À 
definição prévia deveria acrecentar-se 
mais uma cláusula na qual fosse indica- 


12 AMSTRAD MAGAZINE 




























da que a capacidade de aprendizagem 
deve ser genérica e não limitada a um 
tema específico. Neste caso, talvez a 
definição seja demasiado extensa, in¬ 
clusivamente para as próprias pessoas 
que tenham limitações de aprendiza¬ 
gem, sendo impossível aprender e 
dominar todas as áreas do conhecimen¬ 
to humano. 

A melhor definição que se deu até ao 
momento daquilo que poderia conside¬ 
rar uma máquina “inteligente” remonta 
aos anos “cinquenta”. Um sistema ou 
um computador seriam inteligentes, 
quando uma pessoa que tenta uma 
conversação normal com a máquina 
(oralmente ou através de terminal) não 
é capaz de a distinguir de uma conver¬ 
sação mantida com uma pessoa, atra¬ 
vés do mesmo sistema. 

DESENHAR UM SISTEMA 
INTELIGENTE 

O desenho de um sistema com a 
capacidade necessária para passar o 
teste (ou, o que é a mesma coisa, capaz 
de igualar a versatilidade e capacidade 
de dedução do cérebro humano) é algo 
que na actualidade se encontra pratica¬ 
mente fora das possibilidades da técni¬ 
ca existente. Terão de passar cinco a 
dez anos até que se possa dispor de 
computadores com a potência suficien¬ 
te para comportar esse sistema. E a 
principal dificuldade tem a ver com o 
desenho dos programas. 

Contudo, os investigadores de IA não 
conseguiram ainda definir o conjunto de 
ideias e regras básicas em que se deve 
basear um sistema inteligente. A princi¬ 
pal dificuldade consiste em desenhar 
um método de armazenamento de in¬ 
formação suficientemente versátil para 
que inclua toda toda a informação per¬ 
tinente e seja capaz de manipulá-la de 
uma forma eficaz e rápida. Actualmen- 
te, os desenhos orientam-se em três 
áreas principais, existindo uma grande 
luta entre os seus respectivos defenso¬ 
res . Estas três áreas são: os “sistemas 
periciais” (expert systems), os “siste¬ 
mas indutivos” e as “redes de neurô¬ 
nios”. 

SISTEMAS PERICIAIS 

Um grupo de investigadores, enca¬ 
beçados por John McCarthy, da SRI 
International, defende que a base de 
todo o raciocínio deve ser a lógica, e que 
todo o sistema de raciocínio se pode 
construir empregando uma álgebra de 
Boole (que é o nome do sistema lógico 
utilizado universalmente em todos os 
computadores). Um exemplo dum sis¬ 


tema deste tipo seria o programa de 
personagens que foi referido atrás. 
Nele, todo o conhecimento se armaze¬ 
na em cadeias de carácteres e tomadas 
de decisão do tipo sim/não, facilmente 
codificáveis. Este tipo de programas, 
chamados “sistemas periciais”, é o ideal 
para implementar sistemas baseados 
em regras claras de decisão. 

A sua programação faz-se através da 
definição de uma série de regras do tipo 
“sim” (condição) “então" (decisão) en¬ 
cadeadas, nas quais a decisão tomada 
quando é cumprida a condição é outra 
regra do mesmo tipo, e assim sucèssi- 
vamente até se chegar a um resultado 
com uma certeza absoluta. O percurso 
parte de um estado em que não se 
possui nenhuma informação e, através 
dos dados que se recebem, percorre-se 
a árvore até chegar a um ramo terminal 
em que foi tomada a decisão. Os dados 
recebidos devem estar inicialmente 
segundo uma determinada ordem para 
estar de acordo com as tomadas de 
decisão da árvore, ainda que isto se 
possa obviar, como se refere mais à 
frente. 

Outro exemplo clássico de “sistema 
pericial” são os programas de diagnós¬ 
tico de doenças. Neste caso o computa¬ 
dor efectua uma série de perguntas que 
lhe permitirão deduzir a doença ou 
possíveis doenças. O sistema básico é 
similar ao caso do programa que deter¬ 
minava as personagens, mas mais ela¬ 
borado. A estrutura usada para armaze¬ 
nar a informação baseia-se também 
numa árvore. Não uma só, mas várias, 
ligando a mesma informação. Isso per¬ 
mite a existência de respostas do tipo 
“não sei”, em cujo caso se segue a 
exploração a partir de outra árvore (o 


sistema pode inclusivamente recorrer 
a diversas árvores de decisão existen¬ 
tes simultâneamente, e em função das 
respostas, seguir o caminho marcado 
por uma ou por outra). Uma outra alter¬ 
nativa é ter uma só árvore, mas dispor 
em cada nó de uma saída do tipo “não 
sei". Para eliminar redundâncias e 
facilitar os cálculos, algumas das rami¬ 
ficações tornam-se coincidentes se 
diversos sintomas conduzem ao mes¬ 
mo diagnóstico. Os sistemas comerci¬ 
ais desenvolvidos actualmente, segun¬ 
do este princípio, dispõem também de 
um registo das tomadas de decisão 
seguidas, de modo que se pode explicar 
porque é que se chegou a esse diagnós¬ 
tico e não a outro. 

Mas, as complicações para este sis¬ 
tema começam a surgir quando se 
analisam outros elementos do mundo 
real. Termos como “talvez”, “o que for 
melhor” ou “é indiferente" são comuns 
na conversação, mas não podem codi¬ 
ficar-se de forma directa e lógica - não 
equivalem a “não sei”, pois indicam uma 
probabilidade de certeza mas também 
de falha. Outro problema surge com as 
definições de conceitos. Quando se 
define como jovem as pessoas entre 12 
e 21 anos, então uma pessoa com 21 
anos e um mês deixa de ser jovem? 

Para obviar a estes problemas existe 
uma alternativa que se baseia em que 
cada resposta ou caminho que se siga 
tem uma probabilidade associada. A 
probabilidade total da decisão que se 
está à procura, modifica-se em função 
do caminho que se tome (por exemplo, 
por multiplicação por esta), e abando¬ 
na-se este caminho se a probabilidade 
total diminue abaixo de um certo limite. 
Como exemplo, poderiamos considerar 


AMSTRAD MAGAZINE 13 








que a probabilidade de uma resposta 
“sim” seria 0,9, a de “não” 0,1 e a de 
“talvez” 0,6. Quando se chega ao tal nó 
da probabilidade 0,85 e a probabilidade 
mínima necessária é de 0,5, a saída 
“sim" daria 0,77 e seria válida, o “talvez” 
daria 0,51 também seria válida, e como 
consequência seriam exploradas as 
duas hipóteses. Se, em contrapartida, o 
nó surge com probabilidade 0,65, a 
probabilidade da hipótese “talvez” bai¬ 
xaria de patamar e não se exploraria 
esse caminho. 

Com estas ampliações, o caso da 
definição de jovem poderia dividir-se em 
várias tomadas de decisão, com mar¬ 
gens de erro. Numa seria perguntado se 
é menor de vinte e um anos, na outra 
com menos probabilidade se é maior de 
21 anos e tem menos de 25 anos, na 
outra se tem mais de vinte e cinco e 
menos de trinta. Em cada um destes 
casos deveriam ser examinadas nos 
nós seguintes outras condições, como a 
ocupação, estado civil, etc. Podendo 
dar-se o caso de, como na vida real, 
existirem pessoas menores de vinte e 
um anos que não são consideradas 
jovens e outras com trinta anos que o 
são. 

Mas mesmo com estas ampliações, 
os sistemas periciais oferecem proble¬ 
mas que limitam a sua utilidade em 
emular sistemas de decisão da vida 
real. Em primeiro lugar, são difíceis de 
programar. Cada regra deve ser intro¬ 
duzida em separado como sendo um 
caso “SIM...ENTÃO...”, sendo este o 


único sistema de aprendizagem que 
possuem. Pelo que não podem apren¬ 
der por si mesmos, a não ser que dispo¬ 
nham de programas adicionais que 
condicionem os conhecimentos adquiri¬ 
dos desta forma. 

Outro elemento importante é, como 
diz o velho refrão, “as regras foram 
feitas para serem quebradas”. Grande 
parte das regras, para não dizer todas, 
têm excepções que é importante tratar. 
Elas ampliam enormemente o tamanho 
da tabela de regras, e o que é mais 
grave, a velocidade da tomada de deci¬ 
são. 


Devido a estes problemas e alguns 
outros adicionais, estes sistemas em¬ 
pregam-se unicamente em tomadas de 
decisão com regras muito estritas, 
como diagnósticos médicos, reparação 
de equipamentos e casos similares. Em 
contrapartida, os sistemas não tão for¬ 
mais em que as regras não são tão 
rígidas, ou pelo menos não tão conhe¬ 
cidas, estão em franca desvantagem 
em relação aos seus competidores. 

SISTEMAS INDUTIVOS 

A segunda linha seguida pelos inves¬ 
tigadores de IA é a dos métodos “indu¬ 
tivos”. No capítulo anterior vimos que os 
“sistemas periciais" aprendiam à base 
de regras que lhe eram dadas e que se 
iam usando na ordem apropriada. 
Como referimos, isto tinha o problema, 
entre outros, de limitar o método de 
busca. Na vida real as deduções nem 
sempre se podem realizar deste modo. 
As regras são poucas e não conseguem 
expressar todas as relações possíveis. 
Para mais, o tratamento de dados indi¬ 
vidualizados entre um conjunto de da¬ 
dos similares, não é questão fácil. Basta 
imaginar a árvore de decisão que seria 
necessário definir para relacionar todas 
as pessoas de Lisboa com os seus 
familiares (por cada duas pessoas rela¬ 
cionadas existiria uma ramificação). 

Estes motivos levaram outros inves¬ 
tigadores, como Marvin Minsky do MIT, 
a examinar o sistema racional da mente 
humana. O nosso cérebro normalmen¬ 
te não se dedica a fazer buscas do tipo 
“ SIM...ENTÃO...”o qual só induz dados 
com base na informação disponível, 
comprovando pontos de coincidência 
entre diversos dados aparentemente 
desconexos. O caso mais simples é o 


Figura 4 

objectos válidos incorrectos 



Os conceitos podem assemelhar-se às casas para as peças de xadrêz. Para 
considerar um dado específico como pertencente a um determinado objecto, este 
deveria poder-se encaixar na casa, ainda que sobrando alguns espaços (mas não 
demasiados). Em contrapartida, se esse dado possui qualidades pertinentes náo 
contempladas pelo conceito (peça demasiado grande) não encaixaria e não pertenceria 
a esse conceito. 


14 AMSTRAD MAGAZINE 














Figura 3 



Quando o nó A se chega 
com uma probabilidade de 
0.85. as saídas SIM e 
TALVEZ serão válidas, já 
que o produto dos seus 
índices de probabilidade 
pela dita probabilidade 
será superior a 0,5, que é 
o nível de probabilidade 
mínimo considerado. Em 
contrapartida, se a 
probabilidade com que se 
chega é 0,65. a saída de 
TALVEZ desce desse 
nível e não se considera 
válida para chegar a uma 
decisão correcta. 


dos silogismos filosóficos desenvolvi¬ 
dos por Aristóteles, que são regras filo¬ 
sóficas do tipo "os pássaros voam" ou "o 
melro é um pássaro”, que não estão 
relacionadas entre si, mas que pos¬ 
suem um elemento em comum (neste 
caso o conceito de “pássaro”) que per¬ 
mite relacioná-los e obter uma dedução 
do tipo “o melro voa”. Outro exemplo 
mais complexo seria dar uma regra de 
que todos os filhos do mesmo pai são 
irmãos e dar uma lista de pais e filhos, 
através da qual se averiguaria quais são 
os irmãos. 

Estes sistemas indutivos são, em 
princípio, tão fáceis de desenhar como 
um sistema pericial. Mas essa facilida¬ 
de desaparece rapidamente se a com¬ 
paramos com o modelo anterior. Anali¬ 
semos por exemplo as duas afirmações 
seguintes: 

O céu é azul. 

O azul é uma cor. 

A dedução imediata (e errónea) é a 
de que o céu é uma cor. Mas a dedução 
não é errónea por os silogismos não 
funcionarem, mas sim porque uma das 
frases está mal escrita. Efectivamente. 
a primeira frase deveria dizer "o céu é de 
cor azul”. Esta precisão, que é desne¬ 
cessária para nós, é totalmente neces¬ 
sária para os computadores, que não 
são capazes, por si próprios, de suben¬ 
tender o resto da mensagem que tem a 
frase. 

Para Minsky e outros investigadores 
desta linha, é imprescindível que um 
programa que se possa considerar de 
IA seja capaz de assimilar e empregar 
noções da vida real, tal como as usam 
os humanos. Para esse efeito, definiu- 
se uma estrutura denominada "concei¬ 
to" que contém os modelos e os dados 
a avaliar para poder enquadrar um dado 
que lhe chegue, do mesmo modo que o 
cérebro humano guarda um conjunto de 
dados relacionados entre si que lhe 
permitem reconhecer objectos, acções, 
etc.. 

Um exemplo de “conceito” seria a 
estrutura denominada de AUTOMÓ¬ 
VEL. que estaria definida como um 
objecto de quatro rodas, motor de 
combustão, assentos para pessoas, 
carroçaria metálica e volante. Mas sem 
que seja necessário que se cumpram 
estrictamente todas as condições. As¬ 
sim, porexemplo, seríamos capazesde 
reconhecer um automóvel ainda que lhe 
falte o volante, ou alguma roda. Ainda 
que a definição em si seja excessiva¬ 
mente simples, permite-nos ter uma 
primeira ideia do funcionamento deste 
tipo de processos. 

Para além destes “conceitos", defini¬ 
ram-se “guiões" de situações que defi¬ 
nem modos básicos de comportamento 


que são seguidos na maioria dos casos, 
e que permitiriam enquadrar determina¬ 
das acções entre uma ou diversas ac¬ 
ções possíveis. Cozinhar, seria definido 
como colocar um recipiente no fogo, 
colocar alimentos dentro, esperar al¬ 
gum tempo, e retirá-los do recipiente. 
Daqui o sistema pode deduzir que os 
alimentos se obtiveram de algum modo 
(da dispensa, frigorífico), são introduzi¬ 
dos no recipiente de uma determinada 
maneira (preparados previamente ou 
não), espera-se um tempo fixo, pas¬ 
sam-se para um prato, etc.. O que é 
mais importante é que este guião permi¬ 
te fazer o reconhecimento de situações 
similares da vida real, e assumir que a 
união de uma série de actos dispersos 
é "cozinhar". 

Esta necessidade de definir um 
ambiente básico é necessária para 
poder eliminar as ambiguidades típicas 


da linguagem. Um exemplo, é o que foi 
referido anteriormente. Outro seria 
dado pela frase “João conduzia o auto¬ 
móvel até que lhe caiu um parafuso". A 
dedução normalmente seria que teria 
realmente caído um parafuso do auto¬ 
móvel, mas um computador (ou alguém 
menos bem informado) poderia duvidar 
acerca do proprietário original do para¬ 
fuso se não dispuser do conceito de que 
os automóveis têm parafusos, as pes¬ 
soas não têm e que as máquinas (a cujo 
conjunto pertencem os automóveis) se 
deterioram. 

Este sistema, apesar das vantagens 
que tem em relação aos sistemas lógi¬ 
cos, não é considerado, nem pouco 
mais ou menos, perfeito. Por outo lado, 
existe uma dificuldade básica que re¬ 
sulta de se ter que definir externamente 
os “conceitos” e os “guiões”. Pelo me¬ 
nos, os conceitos básicos do seu univer- 



sinal inicial 1 


..JsítwM 



Método de aprendizagem 

_ num sistema de propagação 

’ _. J?:*:*;— atrás referido. O sinal inicial 

_N va j passando desde os 

neurônios de entrada até aos 
de saída. Ao chegar, o seu 
correcção' 1 valor ® comparado com o 

esperado, origina-se um erro 

.-: -. (propagação para trás) até 

T i~ aos neurônios iniciais, 

corrigindo os cálculos por 
todos os que passa. 


sinal inicial 2 


correcção 2 


_N i/Sttraa 


mm —vl 




sinal inicial 3_ 


correcção 3 


AMSTRAD MAGAZINE 15 








































































so, a partir dos quais se podem deduzir 
os outros. Esta definição é muito com¬ 
plexa, já que para poder fazê-la é ne¬ 
cessário saber qual é a base conceptual 
do cérebro humano. Algo que para já 
está longe de estar compreendido. 

Os opositores deste sistema consi¬ 
deram que os conceitos e guiões não 
possuem uma base lógica, mas antes 
que são criações “expontâneas”, cuja 
validade é pelo menos duvidosa, e que 
na verdade devem estar baseados em 
conceitos lógicos, que são realmente a 
base. 

REDES DE NEURONIOS 

O modelo mais moderno de investi¬ 
gação de IA, parte da ideia de que para 
poder funcionar de igual forma que o 
cérebro, é necessário emulá-lo ao nível 
mais básico possível. Para isto, fez-se a 
emulação de forma informática da es¬ 
trutura neuronal do cérebro, de modo 
que as estruturas de aprendizagem e 
dedução se façam de forma o mais 
similar possível. 

Em primeiro lugar, deve considerar- 
se qual é a estrutura de um computador 
actual. Salvo raras excepções, todos os 
computadores seguem uma estrutura 
definida por Von Neuman, que se ba¬ 
seia num só processador que acede aos 
dados e às instruções armazenados 
numa memória múltipla. Mas só é capaz 
de ler uma memória simultaneamente e 
executa todas as instruções de forma 
sequencial numa ordem pré-defininida 
pelo programador. 

O cérebro - em qualquer ser vivo - é 
composto de um elevado conjunto de 
neuronios (centenas de milhões). Cada 
um deles consta de várias entradas 
(sinapsis) que recebem o sinal proveni¬ 
ente de outros neurônios ou de orgãos 
receptores de sinais (olhos, ouvidos, 
nariz, etc.) através de ligações entre os 
neuronios. A soma de todas as entradas 
é processada dentro de um neuronio, 
gerando-se uma saída que pode ser 
alta ou baixa em função das entradas. 
Este sinal retransmite-se por sua vez a 
outros neurônios, que realizam um 
processo similar até chegar aos dispo¬ 
sitivos de saída (voz, braços, etc.). 

O ponto mais interessante deste 
conceito é que nenhum neurônio possui 
informação realmente valiosa, nem é 
encarregado de uma função especí¬ 
fica,visto que é o conjunto de todos que 
proporciona a capacidade de pensar. O 
caso típico é o das pessoas que devido 
a alguma enfermidade, sofreram a ex¬ 
tração de certa parte do cérebro, e que, 
pouco a pouco, foram capazes de recu¬ 
perar as faculdades que possuiam an¬ 


Figura 5. Descrição de um neurônio 
electrónico 

núcleo do neurônio 


sinal de saída 




Esquema da ligação entre 
neurônios. Repare-se que cada 
neurônio recebe um sinal por cada 
neurônio de entrada que tenha e 
que a sua saída pode enviar-se a 
um ou vários neurônios. 


tes da operação. Se a extracção é muito 
profunda, naturalmente pode perder-se 
toda a conexão a uma determinada 
área, caso em que as funções não 
poderão ser recuperadas. 

Os sistemas de redes de neurônios 
por computador tentam emular a dispo¬ 
sição do cérebro, através de programas 
ou através do desenho de computado¬ 
res multiprocessador com conexões 
entre diferentes CPlTs semelhantes às 
existentes entre os neurônios. Por ser 
este último caso bastante difícil de rea¬ 
lizar, a solução mais prática é a de 
emulação por software. É a este aspec¬ 
to que nos vamos referir a seguir. 

Os neurônios informáticos tipícos 
consistem de entradas binárias, um 
núcleo composto por uma função de 
adição e um dispensador de nível, e 
ainda saídas de inversão e não inver¬ 
são. As entradas binárias proporcionam 
a informação proveniente de outros 
neurônios ou de sensores de entrada. E 
como o seu nome indica, só admitem 
estados de 0 ou 1. A informação de 


todas as entradas chega a um núcleo, 
onde uma função somatória colocará 
cada sinal em separado, multiplicando- 
-o por um valor em função da sua impor¬ 
tância, e somando os resultados. Esta 
soma passa ao segundo circuito do 
núcleo, o disparador de nível, o qual 
compara o resultado obtido com um 
nível pré-fixado internamente, e se este 
nível é inferior ou igual, gerará 1 nas 
suas saídas, e se o nível de compara¬ 
ção é superior, é enviado para as saídas 
um 0 (invertido no caso de se tratar de 
uma saída inversora). 

No caso da simulação de rede de 
neurônios por uma linguagem de com¬ 
putador, é provável o emprego de tabe¬ 
las para cada neurônio (uma matriz de 
várias dimensões em função da forma 
como se disponham os neurônios e as 
suas entradas), que indicam o peso de 
cada entrada (o factor pelo qual ele se 
multiplica), que pode ser positivo ou 
negativo, como veremos em continua¬ 
ção. No caso de uma entrada não ser 
significativa, o seu peso é zero, pelo que 


16 AMSTRAD MAGAZINE 





























































































Figura 7 - Nos sistemas de 
redes de neurônios de 
vários níveis, os neurônios 
internos não podem ajustar- 
se de forma directa devido a 
não existir a possibilidade 
de comparar directamente 
com o resultado esperado. 

O ajuste realiza-se por 
métodos aproximativos 
como a regra de 
propagação atrás referida. 


o valor adoptado pela dita “sinapsis” não 
influenciará no resultado total. O nível 
de disparo está fixado numa variável 
individual de cada matriz. Em função da 
variável deste nível e da soma prévia 
gera-se um valor 1 ou 0, que se armaze¬ 
na como resultado para poder ser lido 
por outros neurônios para os seus cál¬ 
culos. Deve ter-se em conta que as 
operações de cada neurônio devem 
estar antes dos que dependem deles 
(na figura 6, deve calcular-se primeiro 
os neurônios situados mais à esquerda 
para que o seu valor actualizado já 
esteja disponível para cálculo nos se¬ 
guintes). 

Um exemplo de processamento de 
rede de neurônios poderia definir-se 
como um neurônio chamado de detec¬ 
tor de “automóveis”, em cuja entrada 
estivessem ligadas as linhas provenien¬ 
tes dos neurônios: detector de rodas’, 
‘detector de motor de combustão', de¬ 
tector de cabine fechada’ (para diferen- 
ciar-se das motos), ‘detector de volan¬ 
te’, ‘detector de matrícula’. Cada uma 
delas com um peso específico que seria 
mais importante para o motor (senão 
poderia ser uma carroça) e menor, por 
exemplo, para o detector de matrícula, 
já que não é imprescindível. Em qual¬ 
quer caso, a função poderia continuar 
dando resultado positivo se alguma das 
detecções falhasse, embora todas as 
outras estivessem activas. Para mais, 
poderia ligar-se a outra linha, com peso 
negativo, proveniente do neurônio 
“detector de asas” que quando as dete¬ 
ctasse fizesse subtrair a soma (é um 
avião, não um automóvel) e não se 
alcança o nível de disparo. 

Uma vez visto o funcionamento bási¬ 
co das redes de neurônios, passemos a 
estudar os sistemas de aprendizagem 
que se podem empregar. 

O mais fácil consiste em que o próprio 
programador defina todos os valores ao 
inicializar o sistema e os coloque como 
parâmetros fixos. Isto contradiz clara¬ 
mente o conceito de inteligência artifici¬ 
al que afirma que o sistema deve ser 
capaz de aprender, que com esta posi¬ 
ção é anulada. O outro sistema empre¬ 
gado é denominado “regra delta”. 

Esta regra é válida quando se dispõe 
de dois níveis de neurônios, uns ligados 
às entradas e outros às saídas. Supo¬ 
nhamos que dispomos de um neurônio 
de entrada capaz de detectar um auto¬ 
móvel; outro, uma casa, um rádio; outro 
um livro e outro qualquer objecto do 
quotidiano. E que dispormos de neurô¬ 
nios de saída que são capazes de acti¬ 
var os movimentos, abrir a porta, pôr em 
marcha , entrar e ler. Determinados 
neurônios de entrada devem activar 
alguns de saída, mas outros não. As¬ 


sim, por exemplo, abrir a porta e pôr em 
andamento activa-os através de um 
detector de automóvel e de proprieda¬ 
de. Em contrapartida, um radio tem uma 
só propriedade activa, a de pôr em 
marcha (não o de abrir a porta, já que os 
rádios não têm porta). 

A aprendizagem faz-se, se se parte 
do zero, atribuindo valores aleatórios 
(não zero) a cada um dos níveis de 
entrada de cada um dos neurônios de 
saída (supõe-se que os primeiros estão 
bem programados e reconhecem cor¬ 
rectamente as entradas). Em continua¬ 
ção, apresenta-se uma entra¬ 
da (um livro nosso, um livro que 
não é nosso), e indica-se qual 
é o valor de saída que se espe¬ 
ra possa ser gerado. Compa¬ 
ramos os resultados que são 
gerados nos neurônios de saí¬ 
da com os valores aleatórios e 
a diferença (delta nas matemᬠ
ticas, daí o nome nome do 
sistema), emprega-se para 
gerar novos níveis que por sua 
vez criem a saída respectiva. 

Depois de várias aprendiza¬ 
gens, o sistema já dispõe de 
níveis correctos e pode come¬ 
çar a fazer o reconhecimento 
para o que tinha sido progra¬ 
mado. 

Apesar desta programação, 
persiste outro problema que 
até há muito pouco tem limita¬ 
do a popularidade das redes de 
neurônios. Quando a rede dis¬ 
põe de neurônios internos que 
não estão ligados nem a uma 
saída nem a uma entrada, 
como se mostra na figura 7, 
não existe nenhuma realimen- 
tação directa que permita cal¬ 


cular o delta, tal como foi referido. Estes 
neurônios internos são imprescindíveis 
em muitos casos, já que simplificam 
enormemente o desenho da rede e 
existem determinadas combinações 
que não podem gerar-se sem eles. Isto 
representou uma dificuldade intranspo¬ 
nível até que D.E. Rumlhart do MIT, 
concorrentemente com outros investi¬ 
gadores, criou a denominada “regra da 
propagação para trás”. Neste caso o 
delta ou erro cometido num neurônio de 
saída é: 

Err=(T-0)*f(sum) 



AMSTRAD MAGAZINE 17 



















































































sendo T o resultado desejável, O o 
resultado calculado pelo nosso sistema 
e fO a derivada da função empregada 
para realizar o disparo do neurônio 
particularizado para este ponto. Esta é 
uma função especial derivável e não 
decrescente. Um erro cometido num 
neurônio interno é: 

Err=f(sum)*I(Errdep*peso) 

Isto é, o erro de um neurônio interno 
é igual à derivada da sua função de 
disparo através do somatório dos erros 
dos neurônios a que envia a sua saída 
pelos pesos que são aplicados à referi¬ 
da saída. Dito de outro modo, se a sua 
saída vai dar três neurônios, um que o 
multiplica por 3, outro por 5, outro por 2 
e seus erros respectivos são 1,6,3. O 
erro cometido é a derivada dafunção de 
disparo particularizada para esse ponto 
(3*1 +5*6+2*3). Em função do resultado 
o neurônio reajustaria os seus pesos e 
enviaria a informação resultante para 
trás. 

Graficamente o processo de cálculo 
poderia representar-se, tal como se vê 
na figura 8, num sinal (os neurônios que 
vão operando) que se desloca para 
diante desde a entrada, ao chegar à 
saída transforma-se no erro e inverte 
voltando ao princípio (os neurônios que 
corrigem os seus erros). 

Os sistemas de redes de neurônios 
demonstraram a sua potência em tare¬ 
fas tão complexas como o reconheci¬ 
mento de formas (em especial, de ca¬ 
racteres escritos à mão ou à máquina), 
de voz, jogos e diagnósticos de falhas. 
É evidente que também têm falhas, 
nomeadamente, quando a complexida¬ 
de do desenho é maior. Mas as espe¬ 
ranças depositadas nestas técnicas 
são grandes e é provável que sejam um 
dos pontos principais da investigação 
em IA do futuro. 




10 REM ************************************************************* 

20 REM * PROGRAMA DE DEMONSTRAÇÃO DE SISTEMAS PERICIAIS COM UMA * 

30 REM * ARVORE DR DECISÃO QUE DESCOBRE OS ANIMAIS * 

40 REM ************************************************************* 

50 REM 
60 REM 
70 REM 

30 REM *** DEFINIÇÕES DE MATRIZES. 100 E 0 NUMERO MÁXIMO DE 
90 REM *** PERGUNTAS ADMITIDAS. 

100 REM 
110 REM 

120 DIM PREGS (100) : REM ** AS PERGUNTAS. SE SIM E NAO VALEM -1. E UMA RESPOSTA 
130 DIM SIMU00) : REM ** PERGUNTA SEGUINTE A REALIZAR SE RESPONDE SIM 
140 DIM NAO (100) : REM ** PERGUNTA SEGUINTE A REALIZAR SE RESPONDE NAO 
150 REM 
160 REM 

170 REM *** INICIALIZAMOS TODOS OS VALORES 
180 REM 

190 FOR 1=1 TO 100: SIM<I>= -1: NAO(I)= -1: PREG$<I> = "":NEXT I 
200 REM 
210 REM 

220 REM *** INTRODUZIMOS A PRIMEIRA PERGUNTA 
230 REM 
240 REM 

250 PREGS (1>=”E UM VERTEBRADO SIM(l) =2: NAO(l) =3: REM PRIMEIRA PERGUNTA 

260 PREG$ (2)="ELEFANTE":SIM(2>=-1 : NAO (2) = -1: REM RESPOSTA SIM 

270 PREGS(3 >="SARDINHA”:SIM (3 >=-l : NAO (3) =-l:REM RESPOSTA NAO 

280 LI VRE=4 :REM PRIMEIRO ELEMENTO LIVRE DAS MATRIZES 

290 REM 

300 REM 

310 REM *** INICIO DO CICLO PRINCIPAL DO PROGRAMA. O PROGRAMA 
320 REM *** VAI FAZENDO PERGUNTAS ATE ACHAR UMA RESPOSTA. A 
330 REM *** MOSTRA. SE ESTA CORRECTA NAO FAZ NADA. SENÃO PERGUNTA 
340 REM *** QUAL ERA A CORRECTA. UMA PERGUNTA QUE A DIFERENCIE 
350 REM *** DA QUE ELE POSSUÍA E JUNTA-A A ARVORE. 

360 REM 
370 REM 

380 ACTUAL=1 : REM PERGUNTA QUE SE EFECTUA. 

390 CLS: PRINT "**********************************************************" 

400 PRINT ”* O JOGO DOS ANIMAIS. UM EXEMPLO DE SISTEMA PERICIAL *" 

410 PRINT "* (C) AMSTRAD MAGAZINE 1988 *" 

420 PRINT "**********************************************************" 

430 PRINT "INSTRUÇÕES: A maquina tenta descobrir um animal em que voce tenha" 

440 PRINT "pensado. Todas as respostas vao em maiusculas. Quando nao" 

450 PRINT "conseguir destinguir o animal ela pede-lhe uma pergunta" 

460 PRINT "que o diferencie para poder classifica-lo.":PRINT 
470 REM 
480 REM 

490 REM *** EFECTUA A PERGUNTA OU DA A RESPOSTA 
500 REM 
510 REM 

520 IF SIM(ACTUAL) O -1 THEN GOSUB 560: GOTO 520: REM PERGUNTA 
530 GOSUB 660: GOSUB 310 : REM RESPOSTA 
540 REM 
550 REM 

560 REM *** FAZ-SE A PERGUNTA. EM FUNCAO DA RESPOSTA 

570 REM *** ACTUALIZA-SE O PONTEIRO PARA A PERGUNTA ACTUAL. 

580 REM 
590 REM 

600 PRINT PREGS(ACTUAL):INPUT "RESPONDA SIM OU NAO ", AS 
610 IF AS="S" OR A$="SIM" THEN ACTUAL=SIM(ACTUAL >: RETURN 
620 IF AS="N" OR AS="NAO" THEN ACTUAL=NAO(ACTUAL ): RETURN 
630 GOTO 600 
640 REM 
650 REM 

660 REM *** DIZ-SE A RESPOSTA. SE E. VOLTAMOS ATRAS. SENÃO 
670 REM *** PEDE-SE A RESPOSTA CORRECTA. PEDE-SE A PERGUNTA QUE 
680 REM *** A DIFERENCIE DA ARMAZENADA E A CONTESTACAO PARA 
690 REM *** CADA UMA E ARMAZENA-SE TUDO. 

700 REM 
710 REM 

720 PRINT "A RESPOSTA E ";PREGS(ACTUAL):INPUT "CORRECTO ? ",AS 

730 IF A$="S" OR AS=”SIM” THEN RETURN 

740 IF AS="N" OR AS="NAO" THEN GOSUB 780: RETURN 

750 GOTO 720 

760 REM 

770 REM 

780 REM *** PROCURAR A RESPOSTA VERDADEIRA E ARMAZENA-LA 
790 REM 
800 REM 

810 INPUT " POR FAVOR. DIGA-ME A RESPOSTA VERDADEIRA ",VERDS 

820 PRINT " DIGA-ME UMA PERGUNTA QUE O DIFERENCIE DE ";PREGS(ACTUAL) 

830 INPUT NS 

840 PRINT "DIGA A RESPOSTA PARA ";VERDS 
850 INPUT "QUE SEJA SIM OU NAO ", BS 

860 IF BS <> "S" AND BS <> "SIM" AND BS <> "N" AND BS <> "NAO" GOTO 810 
870 REM 
880 REM 

890 REM *** A NOVA E A RESPOSTA SIM 
900 REM 
910 REM 

920 IF BS="S” OR BS="SIM" THEN PREGS(LIVRE+1)=VERD$:PREGS(LIVRE+2)=PREGS(ACTUAL) 
930 REM 
940 REM 

950 REM *** A NOVA RESPOSTA E NAO 
960 REM 
970 REM 

980- IF BS=”N" OR BS="NAO" THEN PREGS(LIVRE+1)=PREGS(ACTUAL):PREGS(LIVRE+2)=VERD$ 
990 PREGS (ACTUAL)=NS: S1M(ACTUAL)= LIVRE+1:NAO(ACTUAL)=LIVRE+2 
1000 LIVRE = LIVRE+2 
1010 RETURN 


18 AMSTRAD MAGAZINE 













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ENTREVISTA 


“EXISTE EM PORTUGAL UM GRANDE 
POTENCIAL NA ÁREA DE INTELIGÊNCIA 
ARTIFICIAL” 

-Afirmou Hei der Coelho 


A investigação científica em Inteligência Artificial é 
indiscutivelmente uma das áreas que mais tem 
prestigiado Portugal no estrangeiro. 

Para fazer o ponto da situação no sector ”Amstrad 
Magazine” entrevistou o Dr. Helder Coelho, um co¬ 
nhecido especialista do Laboratório Nacional de 
Engenharia Civil. 


AMSTRAD MAGAZINE - Qual é o 
“estado da arte” da Inteligência Arti¬ 
ficial em Portugal? 

Helder Coelho - O “estado da arte” 
da I.A. em Portugal é bastante avança¬ 
do, quer em relação aos países da 
Comunidade Europeia quer em relação 


aos outros países de língua portugue¬ 
sa. Fundamentalmente, existem dois 
grandes grupos: os que trabalham com 
a “ferramenta” PROLOG, portanto, com 
a programação em lógica como para¬ 
digma principal e por outro lado, as 
pessoas que trabalham com a lingua¬ 
gem LISP, isto é, a chamada programa¬ 


ção funcional. Existem duas ou três 
áreas de grande implantação, nomea¬ 
damente, a engenharia do conhecimen¬ 
to (incluindo o tema central da represen¬ 
tação do conhecimento), compreensão 
de língua natural. Depois, existem áre¬ 
as menores também com alguma ex¬ 
pressão, como aprendizagem, robóti¬ 
ca, raciocínio automático e formalismos 
lógicos. 

Existem diversos projectos em curso, 
subsidiados por diversas instituições: 
JNICT, Fundação Luso-Americana e 
por programas Europeus, quer pelo 
ESPRIT quer pelo SPRINT. 

Existem neste momento em Portugal 
12 doutores em IA (além de um inglês 
radicado entre nós), o que faz com que 
exista um potencial muito forte. De as¬ 
sinalar que alguns deles se formaram e 
defenderam as suas teses em Portugal. 
Existem também muitos especialistas 
com graus académicos noutras áreas 
que têm fortes interesses e mesmos 
projectos em Inteligência Artificial. 



PORTUGAL OCUPA POSIÇÃO 
DE PRESTÍGIO A NÍVEL 
INTERNACIONAL 

A.M. Pode afirmar-se que Portugal 
tem neste momento uma posição de 
prestígio nesta área? 

H.C. - Isso é um facto indiscutível que 
pode ser comprovado pela intervenção 
de portugueses a nível de concelhos 
editoriais de revistas internacionais. 
Pode ser também aferido pela participa¬ 
ção de portugueses na organização de 
conferências a nível internacional e pelo 
convite que empresas e universidades 
estrangeiras têm feito a investigadores 
portugueses. Tudo isto dá um sinal de 
que o nosso país, embora sendo peque¬ 
no, está, nesta área de intervenção 
científica, bem colocado, no contexto 
europeu. Isto é ainda mais significativo 
se tivermos em conta os fracos recur- 


20 AMSTRAD MAGAZINE 

















sos que o país tem do ponto de vista 
científico. A percentagem para l&D do 
PIB é francamente insuficiente - neste 
momento anda à volta de 0,5 e 0,6 %, 
segundo dados oficiais (que são discu¬ 
tíveis) - o que representa uma percen¬ 
tagem que é francamente má no con¬ 
texto europeu (que anda à volta de 2 e 
3%). 

Este volume dá um sinal sobre o 
dinheiro que vai para a l&D, acrescido 
de outro sinal que diz respeito ao 
número de investigadores - a “massa” 
crítica - que é, em minha opinião, em 
número muito reduzido. A IA tem entre 
nós uma força assinalável em compa¬ 
ração com outros sectores, mas por 
outro lado, as infraestruturas não são 
as melhores para se fazer um bom 
trabalho. Há dificuldades ainda a nível 
de equipamentos mais sofisticados. 
Finalmente, em termos de recursos 
humanos, é difícil neste momento re¬ 
crutar pessoas, nomeadamente, na¬ 
quelas instituições que estão dentro da 
Administração Central, quer Universi¬ 
dades, quer Laboratórios do Estado. 
Para além desta dificuldade há que ter 
em conta que o mercado está perfeita¬ 
mente coberto, sendo o déficit de recur¬ 
sos humanos muito grande, face à 
procura que as empresas fazem na 
área gerai de informática, em que a IA 
se insere. 

A.M. - A IA tem aparecido aos olhos 
dos informáticos tradicionais, como 
sendo algo de muito distante, com 
pouca aplicação em áreas concre¬ 
tas... 

H.C. - Recentemente a IA passou de 
uma situação onde o domínio pertencia 
às universidades e aos laboratórios de 
investigação, onde as actividades eram 
só de investigação, para outra onde há 
comercialização. Por exemplo, os siste¬ 
mas periciais (engenharia , medicina, 
economia, gestão, etc) e as aplicações 
baseadas no conhecimento. Há portan¬ 
to já um espectro elevado de aplica¬ 
ções, que levam um certo tempo a 
serem desenvolvidas e até serem 
objecto de comercialização. Existe um 
número crescente de instituições (gran¬ 
des empresas) que pretende ter produ¬ 
tos de IA, o que levou ao aparecimento 
em Potugal, há quase dois anos, de 
uma empresa de Inteligência Artificial,a 
qual tem vindo a ter uma intervenção 
importante no sector. 

A.M. - Há actualmente perigo de 
haver a saída de cérebros para o 
estrangeiro? 

H.C. - Existem neste momento dois 


casos, podendo haver proximamente 
mais casos. O futuro da IA em Portugal 
é de difícil previsão. Depende da evolu¬ 
ção da economia portuguesa, depende 
do que outros países oferecerem e 
depende das razões próprias e individu¬ 
ais de cada pessoa. 


EDIFÍCIOS inteligentes 

É MERCADO POSSÍVEL 
EM PORTUGAL 

A.M. - O que é que concretamente 
se está a fazer no LNEC em termos de 
I.A.? 

H.C. - Temos vindo a desenvolver 
uma actividade de investigação de IA 
aplicada aos edifícios inteligentes. 
Temos um projecto de investigação do 
PIDAC - Plano de Desenvolvimento da 
Administração Central, apoiado desde 
o seu início pelo JNICT. Tem como 
objectivos a médio e a longo prazo, o 
que significa passar a dispor de tecno¬ 
logia própria, que não deverá estar dis¬ 
ponível a curto prazo sob a forma de 
produto comercializável. O objectivo é, 
no entanto, transferir essa tecnologia 
para a indústria e possibilitar uma inter¬ 
venção ao nível de grandes edifícios. 
Há por vezes uma certa confusão pelo 
facto de o conceito de edifício inteligen¬ 
te poder cobrir os lares inteligentes, 
onde aparece a disciplina da domótica. 
Penso que a área dos edifícios inteli¬ 
gentes é o mercado possivel em Portu¬ 
gal, onde poderá haver uma contribui¬ 
ção forte de conhecimentos portugue¬ 
ses. 

Temos desenvolvido áreas relacio¬ 
nadas com sistemas baseados no co¬ 
nhecimento, o que coloca a tónica que 
estes sistemas manipulam conheci¬ 
mentos e são capazes de interactuar 
uns com os outros. Aliás, o tópico de 
investigação é precisamente a comuni¬ 
cação de conhecimentos entre siste¬ 
mas e a capacidade desses sistemas 
aprenderem uns com os outros. Iremos 
ter assim, ao longo do edifício, sistemas 
de informação avançados dedicados 
aos serviços do edifício (por exemplo, 
engenharia e manutenção). 

A.M. - No domínio da microinfor- 
mática, que aplicações de IA poderão 
aparecer, por exemplo, na área de 
gestão? 

H.C.- Começaram já a aparecer no 
mercado algumas aplicações de IA 
aplicadas à microinformática. No LNEC, 
tem vindo a desenvolver-se um trabalho 
muito válido no que diz respeito à gestão 
de projectos de investigação. Temos 



em curso uma tese dirigida fundamen¬ 
talmente a conceber uma “ferramenta" 
capaz de suportar o trabalho de um 
coordenador de um projecto e que 
possa igualmente apoiar e suportar 
todos os elementos do projecto, des¬ 
centralizando um pouco a microinfor¬ 
mática, não só para o líder como tam¬ 
bém para os outros elementos da equi¬ 
pa. 

A.M. - Quais têm sido as activida¬ 
des da APIA? 

H.C. -A Associação Portuguesa para 
a Inteligência Artificial é um organismo 
que congrega todos os especialistas e 
todas as pessoas interessadas no sec¬ 
tor, rondando à volta de 160 sócios. De 
referir que estão programadas duas 
iniciativas. Uma irá realizar-se de 9 a 15 
de Outubro em Mira e consiste numa 
Escola Avançada de IA dirigida sobretu¬ 
do a novos quadros que estão na fase 
inicial da sua actividade, fazendo-os 
evoluir rapidamente numa área que 
para nós é particularmente importante: 
a representação do conhecimento. A 
segunda iniciativa vai realizar-se para o 
ano em Setembro e será o chamado 
Encontro Português de Inteligência 
Artificial, que até aqui se realizava anu¬ 
almente e que passou a realizar-se de 
dois em dois anos. No âmbito da APIA 
posso anunciar que vão ser instituídos 
vários prémios - subsidiados por quatro 
das maiores empresas de informática - 
que vão cobrir não só os melhores 
trabalhos de investigação, como tam¬ 
bém as melhores aplicações industriais. 


AMSTRAD MAGAZINE 21 






PROFISSIONAL 


MANUTENÇÃO PREVENTIVA 
E REPARAÇÃO DE IMPRESSORAS 

Simples medidas de manutenção que podem evitar sérios 
problemas, e algumas técnicas de reparação que qualquer 
utilizador pode aplicar. 



P OR muito eficiente que você seja 
com um computador, o seu tra¬ 
balho ficará sempre esquecido 
se não puder imprimir os resulta¬ 
dos. Poucos de nós dão alguma aten¬ 
ção às impressoras. Esperamos ape¬ 
nas que elas trabalhem, e trabalhem 
bem, sempre que precisarmos delas. E, 
apesar de todos os abusos a que estão 
sujeitas as impressoras de escritório, é 
surpreendente a sua fiabilidade. E é 
quase certo que, quando a sua impres¬ 
sora decide subitamente deixar de fun¬ 
cionar, o faz precisamente quando você 
precisa de imprimir uma carta ou relató¬ 
rio importante. 

Quer tenha uma impressora laser, 
matricial, margarida, jacto de tinta ou 
térmica, existem algumas técnicas de 
reparação que você mesmo poderá 
executar. Mas ainda mais importante 
que a reparação é a manutenção pre¬ 
ventiva numa base regular, através da 
qual poderá minimizar os riscos de ava¬ 
rias, e garantir que a impressora produ¬ 
zirá o melhor output de que é capaz. 

MANUTENÇÃO 

PREVENTIVA 

Qualquer que seja o tipo de mecanis¬ 
mo de impressão que a sua impressora 
usa, ele é certamente constituído por 
partes mecânicas e electrónicas. Ex- 
ceptuando o caso das lasers, as partes 
mecânicas fazem a maior parte das 
operações, incluindo mover o papel 
através da impressora, posicionar a 
cábeça de impressão, e - em impresso¬ 
ras de impacto - mover a fita e produzir 
o impacto para assegurar a impressão. 
Impressoras de jacto de tinta e de trans¬ 
ferência térmica tem a maior parte dos 
componentes mecânicos em comum, 
ainda que a imagem no papel seja pro¬ 
duzida por métodos de não-impacto. 
Mesmo as impressoras laser são dispo¬ 


sitivos mecânicos complexos, incluindo 
mecanismos para mover o papel, siste¬ 
mas de posicionamento do raio laser, e 
os equivalentes aos de um fotocopiador 
para produzir a imagem no papel. 

Como qualquer técnico lhe dirá, suji¬ 
dade e poeira são os principais inimigos 
de qualquer dispositivo com partes 
móveis. E mesmo se a sua impressora 
opera num ambiente higiénicamente 
impecável, a poeira de papel será pro¬ 
duzida pela movimentação do papel 
através do mecanismo da impressora. 
Para minimizar os problemas causados 
pela poeira de papel, use sempre o tipo 
de papel recomendado pelo fabricante 
da impressora. 

Mantenha a sua impressora limpa. 

Para manter a sua impressora limpa de 
poeiras, que podem danificar os meca¬ 
nismos de movimentação do papel, 


precisa de um aspirador de boa qualida¬ 
de que possua um acessório que permi¬ 
ta aspirar em locais de difícil acesso. 
Ainda que estejam em comercialização 
aspiradores especiais para impressora, 
você não precisa necessáriamente de 
os comprar. Regra geral, deve aspirar o 
interior da sua impressora (quando é 
acessível) uma vez por semana. Esta 
simples tarefa leva menos de cinco 
minutos mas pode poupar horas de 
paragem de funcionamento e muitas 
dores de cabeça. Irá precisar igualmen¬ 
te de limpar os mecanismos de arrasto 
do papel e o rolo, periodicamente. Os 
resíduos acumulam-se nesses locais e 
podem provocar papel encalhado, en¬ 
rolado ou rasgado. Um pano macio e 
que não deixe pelos e um líquido de 
limpeza adequado para borracha e 
plástico deve então ser usado. 


22 AMSTRAD MAGAZINE 






Todas as impressoras, excepto algu¬ 
mas lasers, requerem lubrificação oca¬ 
sional. A área mais comum (e uma das 
que se sujam mais depressa) é a calha 
sobre a qual corre a cabeça de impres¬ 
são. Se estiver muito suja pode ser 
limpa com WD-40 ou 409/Fantastic. 
Limpe a calha e coloque-lhe uma leve 
camada de lubrificante recomendado 
pelo construtor. Nunca utilize um lubri¬ 
ficante não recomendado, a menos que 
se tenha informado primeiro no fabri¬ 
cante, porque um lubrificante errado 
pode trazer problemas a médio prazo. 

Para evitar que se veja metido num 
sarilho quando menos o espera, deverá 
comprar agora um guia de manutenção 
e lubrificantes - antes que se tornem 
realmente precisos. Siga as recomen¬ 
dações do fabricante em termos de 
manutenções periódicas. Se não existir 
nehum guia, lubrifique a impressora em 
cada três ou quatro meses, ou mais 
cedo em caso de uso intensivo. 

MANUTENÇÃO DAS 
CABEÇAS DE IMPRESSÃO 

Depois dos mecanismos de arrasto 
do papel são geralmente as cabeças de 
impressão que dão mais problemas. 
Dependendo de que tipo de impressora 
você tem, reparação ou substituição 
desta parte é normalmente fácil. Se tiver 
uma impressora de margarida está 
cheio de sorte: as probabilidades indi¬ 
cam que a maioria dos problemas que 
tiver com impressoras deste tipo requei¬ 
ram apenas a substituição da margari¬ 
da, o que é fácil e relativamente barato. 
Uma vez que as margaridas se gastam, 
devem ser substituídas periodicamen¬ 
te. Para assegurar uma imagem limpa e 
nítida, limpe as margaridas regularmen¬ 
te, escrevendo num papel especial de 
limpeza ou, melhor ainda, mergulhan¬ 
do-as num líquido não solvente, como o 
Freon TF. 

As cabeças de impressão de impres¬ 
soras matriciais tem menos probabilida¬ 
des de avaria, mas estas costumam ser 
mais catastróficas. Estas cabeças fa¬ 
lham normalmente quando uma das 
agulhas que lhes estão ligadas deixa de 
funcionar. Uma vez que estas agulhas 
são utilizadas para produzir os caracte¬ 
res estes aparecem com defeitos. A 
maior parte das actuais impressoras 
matriciais têm cabeças facilmente 
substituíveis. O problema é encontrar a 
cabeça de impressão adequada uma 
vez que a sua alta fiabilidade faz com 
poucos vendedores as tenham em 
stock. 

Ao contrário das margaridas, as 
cabeças de impressão matriciais não 
devem ser limpas com pano e líquido 


porque as agulhas podem ficar danifica¬ 
das. Existem no mercado papeis e fitas 
especiais para essa tarefa que podem 
ser usados se absolutamente necessᬠ
rio. 

Para tirar o máximo da sua impresso¬ 
ra de impacto, evite utilizar fitas de 
impressão velhas porque o pano pode 
rasgar-se e apanhar uma agulha, arrui¬ 
nando a cabeça. O dinheiro que você 
pouparia pela não substituição das fitas 
seria gasto (e muito mais) na reparação 
da impressora. Se possível utilize fitas 
de impressão sintéticas do tipo que 
corre uma unica vez, em vez das de 
pano: são mais caras mas a longo prazo 
são melhores para a impressora. 

Se utiliza impressoras de jacto de 
tinta, deverá saber que as cartridges de 
tinta ficam por vezes obstruídas. É 
possível limpá-las com um solvente, 
mas o melhor é substituir as cartridges 
abertas que não foram usadas durante 
algum tempo, pois a tinta tende a ficar 
mais espessa com a exposição ao ar. 



RESOLVENDO 
OS PROBLEMAS 

Se a sua impressora não trabalha, a 
primeira coisa que deve fazer é ver se 
está ligada à corrente. Se a luz indicado¬ 
ra não acender, analise o fio, a ficha e a 
tomada de corrente. Isto pode parecer 
óbvio e trivial, mas gostaríamos de ter 
um escudo por cada vez que uma pes¬ 
soa passou horas de volta de uma 
impressora para acabar por descobrir 
que tudo se devia a um mau contacto. 

Os cabos de ligação costumam ser 
geralmente iguais, podendo então ex¬ 
perimentar outro de outra impressora 
ou computador. Ligue uma luz ao cabo 


para verificar se existe corrente. Então 
observe o fusível da impressora, quer 
visualmente que com um Multímetro. 
Certifique-se que a impressora está 
desligada da corrente quando trabalhar 
no seu interior. Não confie no interruptor 
de corrente! 

Veja se todos os cabos interiores 
estão firmemente seguros. Os cabos 
podem ceder com o tempo e causar 
uma grande variedade de problemas, 
desde o completo apagamento da 
impressora até à formação de estra¬ 
nhos caracteres. 

Da mesma forma, verifique os DIP 
switches internos: mesmo que pare¬ 
çam correctamente seleccionados os 
contactos internos podem estar oxida¬ 
dos. Movendo-os para cima a para 
baixo várias vezes pode limpar a oxida¬ 
ção. 

Em seguida, assegure-se que os 
dados chegam até à impressora. Tro¬ 
que os cabos de impressão ou conecte 
uma impressora suplementar ao com¬ 
putador para ver se o software de im¬ 
pressão está a funcionar correctamen¬ 
te (normalmente verificável através do 
comando MODE num ficheiro 
AUTOEXEC.BAT). Se a sua impresso¬ 
ra suporta interfaces paralelo e série, 
experimente trocar de interfaces, quer 
na impressora quer no computador, fa¬ 
zendo a configuração no software para 
que o computador assuma os novos da¬ 
dos. Pode dar-se o caso de ter um inter¬ 
face avariado no computador ou na im¬ 
pressora. Se assim for substitua a pla¬ 
ca. 

Se nada disto resolve o seu proble¬ 
ma, experimente tirar e tornar a colocar 
os chips na placa de circuitos da impres¬ 
sora. Um chip pode ter ficado frouxo no 
socket, ou oxidado, e falhar o contacto. 

Se tiver uma impressora que utilize 
fita e os caracteres não apareçam im¬ 
pressos, a fita pode estar encalhada e, 
como resultado, os caracteres impri¬ 
mem todos no mesmo local, o que, a 
pouco e pouco, retira a tinta da fita. A 
paragem da fita pode ser causada por 
defeito na cartridge de fita ou avaria no 
motor de arrasto. 

IMPRESSORAS LASER 

Para além da limpeza preventiva e 
lubrificação, e das técnicas de repara¬ 
ção acima mencionadas, pouco mais se 
pode fazer numa impressora laser. Se 
as páginas aparecem pouco nítidas, ve¬ 
rifique o toner, pois pode estar em bai¬ 
xo. Nas laserdemecanismotipo Canon 
isto é facil de fazer, bastando ver se o 
indicador vermelho aparece no painel 
da cartridge. Se assim for mude a car¬ 
tridge. 


AMSTRAD MAGAZINE 23 





















PROFISSIONAL 


Por vezes, mesmo quando se põe 
uma cartridge nova, a impressora impri¬ 
me manchas no papel. As probabilida¬ 
des são de que o problema seja da 
cartridge e não da impressora. Substi¬ 
tua a cartridge por outra e faça com que 
o revendedor substitua a avariada. Te- 
nhaem atenção que nem sempre o indi¬ 
cador da cartridge representa o seu es¬ 
tado actual; ele reflecte unicamente a 
quantidade de páginas que passaram 
pela impressora. Se imprimir muitas 
páginas de gráficos ou se costuma pôr 
a densidade superior a 5 no selector, irá 
decrescer significativamente a vida útil 
da cartridge. Se imprimir as imagens 
muito claras acontece o contrário. 
Quando substituir uma cartridge, subs¬ 
titua igualmente o bastão de limpeza e 
limpe os fios metálicos com um cotone- 
te. Nunca deixe o pó de toner acumular- 
se na impressora. 

Outra coisa a ter em atenção em 
impressoras de mecanismo tipo Canon, 
é a correia de separação, que ajuda a 
guiar o papel através da impressora e 
tem uma estimativa de vida útil na or¬ 
dem das 30.000 folhas. Se a correia se 
parte o papel ficará encalhado na im¬ 
pressora. Uma correia extra está habi¬ 
tualmente colocada dentro da impres¬ 
sora, perto do mecanismo de limpeza 
dos fios metálicos. 

Verifique as cartridges de fontes e 
RAM; os contactos podem estar oxida¬ 
dos. Experimente instalar outra cartri¬ 
dge para ver se a primeira está avaria¬ 
da. As impressoras laser têm mecanis¬ 
mos de auto-teste que imprimem uma 
folha de teste. Se a imagem for irregu¬ 
lar. experimente abanar a cartridge de 
toner para o distribuir melhor. Muitas la- 
serstêm igualmente umateclade TEST 
ENGINE que imprime uma série de 
linhas paralelas. Se não se consegue 
impressão, ou se as linhas não são 
paralelas, é necessária a ajuda de um 
profissional. Verifique também todos os 
displays de diagnóstico que a impresso¬ 
ra tenha. Consecutivos encalhes de 
papel podem significar que o papel 
apanhou humidade; experimente utili¬ 
zar papel novo e limpar os rolos de 
borracha da impressora. Qualquer ou¬ 
tro tipo de reparação tem que ser feito 
por um técnico especializado. 

Com impressoras laser de tipo Ricoh 
pode acontecer aparecerem páginas 
impressas com uma linha branca longi¬ 
tudinal. Isso significa que um dos orifíci¬ 
os que distribui o toner se encontra 
obstruído. O fabricante dir-lhe-à por¬ 
ventura que é necessário esvaziar o 
contentor de toner, limpá-lo e pôr toner 
novo. Pois então, ao preço a que está o 
toner... Na verdade, tudo aquilo que 
precisa fazer, é limpar o orifício obstru¬ 


ído com a ponta de um lápis ou um clip. 
No pior dos casos, despeje o toner 
numa grande folha de papel lipo, limpe 
o contentor e volte a pôr o toner. 

IMPRESSORAS 

MATRICIAIS 

Mais uma vez, experimente o auto- 
teste da impressora. Se a impressão é 
irregular, isso significa que a cabeça de 
impressão está estragada ou desali¬ 
nhada. Experimente alinhar a cabeça 
com um instrumento de medida. Direc- 
cionamento e especificações estão 
normalmente no manual de manuten¬ 
ção. Muitas das cabeças de impressão 
podem ser facilmente substituídas pelo 
utilizador. 

Se o caracter aparece tremido, limpe 
e lubrifique a calha onde corre a cabeça. 
É possível que seja um problema de 
cabeçade impressão encalhada. Expe¬ 
rimente então, ou substitua, a correia 
que move a cabeça. 

Outro problema que costuma aconte¬ 
cer com estas impressoras, particular¬ 
mente as Epson, é que a mola que 
segura o papel contra o alimentador 
cede. Mais especificamente, a saliência 
que segura a mola parte-se. Se não 
quiser gastar dinheiro com a sua subs¬ 
tituição, bastará atar fortemente um 
elástico em redor. Conhecemos uma 
Epson que funciona desta maneira há 4 
anos sem quaisquer problemas. 

IMPRESSORAS 
DE MARGARIDA 

Existem três zonas básicas onde 
podem ocorrer problemas com as im¬ 
pressoras de margarida: transporte da 
cabeça, alinhamento da cabeça (os 
caracteres aparecem mais sumidos em 
cima ou em baixo) e margaridas danifi¬ 
cadas (um determinado caracter está 
sempre mais fraco ou desaparece de 
todo). Se a impressora está a produzir 
lixo em vez de palavras (por exemplo, 
dfljap , em vez de cabeça), existe prova¬ 
velmente um problema no painel de 
controle. Veja se os cabos e circuitos 
estão bem seguros. Verifique também 
se os settings da impressora não estão 
trocados e se os DIP switches não têm 
os contactos oxidados. 

IMPRESSORAS DE JACTO 
DE TINTA 

Tal como no caso das impressoras 
matriciais ou de margarida, as impres¬ 
soras de jacto de tinta podem ter proble¬ 
mas ao nível do transporte, quer no 
movimento da cabeça de impressão 


quer no fluxo do papel. Talvez o maior 
problema seja, no entanto, tinta entor¬ 
nada ou demasiado espessa. Se a 
impressora não imprime, experimente 
retirar a cartridge de tinta e limpar o 
orifício de saída de acordo com as ins¬ 
truções do fabricante. 

IMPRESSORAS TÉRMICAS 

O grande problema com as impres¬ 
soras térmicas é quase sempre a cabe¬ 
ça de impressão, que integra alguns 
elementos que se queimam ocasional¬ 
mente. Adicionalmente, uma vez que 
entra constantemente em contacto com 
o papel, a abrasão pode também ocor¬ 
rer. Antes de substituir uma cabeça de 
impressão térmica (uma tarefa normal¬ 
mente fácil), experimente substituir o 
papel por outro completamente novo. 
Por vezes, um papel estragado pode 
provocar um efeito de cabeça de im¬ 
pressão avariada. 

CONCLUSÃO 

Estes são os limites daquilo que é 
possível fazer pelo utilizador. Aquilo que 
requer conhecimentos especiais de 
electrónica ou de mecânica é melhor 
deixar para os técnicos. Mesmo que 
você pudesse fazer a reparação sozi¬ 
nho, o investimento em tempo e custo 
de componentes e ferramentas tornaria 
a reparação pouco prática. Mas a maior 
parte dos problemas das impressoras 
são relativamente simples de remediar. 

Mais importante - e como se diz no 
futebol - a melhor defesa é o ataque. No 
mundo das impressoras, isto significa 
prestar atenção à manutenção preven¬ 
tiva. O serviço de reparação é normal¬ 
mente muito caro. Os custos são tão 
elevados (mão de obra e peças) que 
muitas vezes mais vale desistir de uma 
impressora barata do que mandá-la 
arranjar. 

Se qualquer coisa correr mal, experi¬ 
mente arranjar você mesmo, mas tenha 
em mente as suas próprias limitações. 
Se costuma ter problemas na substitui¬ 
ção de uma lâmpada eléctrica fundida, 
limite-se a verificar o cabo de alimenta¬ 
ção da impressora. Se construiu o seu 
próprio computador e se sente à vonta¬ 
de, procure no interior da impressora 
por cabos e chips perdidos. 



24 AMSTRAD MAGAZINE 






PROFISSIONAL 


SABOTAGEM INFORMÁTICA — 
“OS SIMPÁTICOS MONSTRINHOS” 


Mais ou menos perigosos, consoante sejam espiões ou 
efectivos, os virus não representam mais do que 2% dos 
sinistros informáticos. Uma pequena parte da sabotagem 
material, onde se misturam, numa grande confusão, 
bombas lógicas, cavalos de tróia, cunhas, vermes e outros 
simpáticos monstrinhos. 


U MA definição que se adapta per¬ 
feitamente ao virus é a seguinte: 
“sequência de instruções intro¬ 
duzidas ilicitamente e subrepticiamente 
num programa a fim de alterar a finalida¬ 
de do seu funcionamento." 

A cunha é um Jogo de instruções 
especiais inseridas num sistema opera¬ 
tivo. Permite a um especialista do siste¬ 
ma ultrapassar os procedimentos nor¬ 
mais de segurança, nomeadamente o 
controlo de acesso a determinados 
suportes ou programas. 

A BOMBA LÓGICA é uma instrução 
que só é executada quando ocorre uma 
determinada situação. Normalmente 
tem efeito retardado. 

O VERME é um programa reexecuta- 
do cada vez que o sistema é lançado e 
permite que grandes programas funcio¬ 
nem sobre pequenos sistemas, “rou¬ 
bando” a outros recursos de memória 
externa de uma rede por exemplo. Fi¬ 
nalmente, o CAVALO DE TRÓIA permi¬ 
te inserir e executar instruções “piratas” 
a coberto duma sequência normal. 

Todos estes virus têm a característi¬ 
ca de serem reprodutíveis. Implantado 
num sistema, o virus começa por gerar 
uma cópia dele mesmo para outra loca¬ 
lização; o novo programa infectado logo 
que seja processado, vai infectar outro 
e assim sucessivamente. O processo 
pode teoricamente não ter fim e condu¬ 
zir mesmo à destruição do sistema. 

Existem duas espécies de virus: o 
virus passivo (ou ESPIÃO), que se 
contenta em registar informações 
(passwords, por exemplo) e o virus 
ACTIVO, que pode funcionar como uma 
bomba lógica. 


AUTÓPSIA 
DE UMA INFECÇÃO 

Numa grande empresa que obvia¬ 
mente quer ficar anónima um informáti¬ 
co começou a fazer chantagem. Acredi¬ 
tou-se que era “bluff” e foi posto na rua 
sem tombar um trompeto. Ao fim de 
certo tempo, o sistema informático ficou 
bloqueado. Numa tentativa para o rear- 
rancar, foi feito recurso as cópias de 
segurança. O sistema arrancou mas ao 
fim de poucas horas, estava de novo 
bloqueado e com sintomas ainda mais 
graves. O processo foi repetido depois 
de se terem modificado todos os códi¬ 
gos de acesso. Erro Fatal. O “hacker” 
tinha introduzido um virus espião que 
registou os novos códigos e cedendo- 
os ao virus activo, este provocou a 
imobilização total do sistema, num 
movimento em que já era impossível 
partir das cópias de segurança por es¬ 
tas já estarem completamente contami¬ 
nadas pelo virus. 

CLASSIFICAÇÃO 
CONSOANTE 
A GRAVIDADE 

O Clube Francês da Segurança Infor¬ 
mática classifica os problemas de sabo¬ 
tagem informática por ordem crescente 
de gravidade: 

1) A FALSIFICAÇÃO cujas conse¬ 
quências podem ser graves mas que 
são pontuais, feita a detecção é fácil 
resolver o-problema. 

2) A BÒMBA LÓGICA que pode 


provocar casos de mau funcionamento 
do sistema (sobrecarga na rede, satura¬ 
ção das entradas/saídas), mas cuja 
origem, igualmente pontual, é fácil de 
detectar e eliminar. 

3) O VIRUS com efeitos, aparente¬ 
mente similares ao da bomba lógica, 
ainda que mais destruidor, está normal¬ 
mente instalado no sistema e é bastante 
mais difícil de localizar e eliminar. 

4) A SABOTAGEM LÓGICA TOTAL 
consiste em destruir logicamente as 
cópias de segurança na medida em que 
vão sendo efectuadas e depois criar um 
incidente de exploração (com um virus 
ou com uma bomba lógica) que implique 
o carregamento das cópias de seguran¬ 
ça, neste caso, a falência do sistema é 
praticamente inevitável. 

REMÉDIOS 

As vacinas e outras atitudes profiláti¬ 
cas revelam-se muito mais eficazes do 
que os remédios propriamente ditos. 

Nos programas devem ser introduzi¬ 
dos controlos de coerência. 

A passagem de análise e programa¬ 
ção para a exploração, nomeadamente 
no que respeita a manutenção da apli¬ 
cação, deve ser rigorosamente contro¬ 
lada. 

As regras de arquivo e de transferên¬ 
cia de suportes devem ser escrupulosa¬ 
mente mantidas. 

Poderá ser interessante a existência 
de uma cópia inicial arquivada em su¬ 
porte inviolável e fora do acesso dos 
colaboradores da empresa. 

Não se podem ignorar os casos em 
que existem trocas de suportes e de 
software com terceiros. Em muitos 
casos é assim que se contagiam os 
virus. 

Por outro lado, existem já programas 
que se destinam a detectar a eventual 
presença de um virus. De eficácia muito 
relativa, estes programas fazem a 
comparação entre os tempos reais de 
execução dos programas, testam bits 
de paridade, registam determinadas 
alterações a códigos de acesso: na de¬ 
tecção de qualquer diferença, o siste¬ 
ma é interrompido de imediato. 


AMSTRAD MAGAZINE 25 








MERCADOS 


OS CLONES DE SOFTWARE 



Logo que uma package se estabele¬ 
ceu como standard começaram a apa¬ 
recer os “LIKE...”. 

Comparando com as ondas que, em 
hardware, os clones IBM PC fizeram no 
mercado, os clones de software apenas 
fizeram uma ligeira ondulação. Os ver¬ 
dadeiramente dignos desse nome, 
contam-se pelos dedos da mão e não 
parecem aumentar significativamente. 

O clone de software segue linhas 
mestras semelhantes ao seu parceiro 
de hardware. A aparência ou a apresen¬ 
tação dos ecrãs destes produtos, é 
nornalmente idêntica ao do modelo, 
mas não tão semelhante que convide ao 
levantamento de problemas de “Copy¬ 
right" neste nível superficial. Mais im¬ 
portante é a existência de uma estrutu¬ 
ra de comandos idêntica. A possibilida¬ 
de de escrever e ler ficheiros no mesmo 
formato que o original é outro requisito 
chave. 

A razão de ser do clone de software 
é a de capitalizar o sucesso de um 
produto existente. "Packages" bem 
sucedidas podem pedir altos preços, 
desde que tenham penetrado no mer¬ 
cado das grandes empresas, estas 
menos influenciadas pelo custo. Mas 
este preço elevado facilita a um poten¬ 
cial “clonista” realizar uma aplicação 
superior a um preço inferior. De qual¬ 
quer forma, é muito mais simples me¬ 
lhorar a fórmula do sucesso já existente 
que começar do nada. Mesmo assim, 
conseguir um lugar no mercado já 
dominado pelo produto de outra compa¬ 
nhia não é só estabelecer um preço 
inferior e imprimir uma lustrosa brochu¬ 
ra. A grande maioria dos utilizadores já 
fizeram um investimento substancial na 
package original, provavelmente tendo 
gasto milhares de horas de operação e 
treino no seu "staff". Para ter sucesso, o 
clone deve ter características para ser 
adaptado com um mínimo trabalho de 
adaptação. Deve ainda ter possibilida¬ 
des de pegar em todos os ficheiros de 
dados, no mais curto espaço de tempo. 

Também ajuda se a "package" pare¬ 
ce igual à original, sem ser a sua cópia 
directa. VP Planer, clone do Lotus 1 -2- 
3, é o exemplo clássico da filosofia do 
“estar próximo, mas não demasiado”. A 
sua linha de comandos é idêntica à do 1 - 
2-3, mas foi transferida do topo para a 
base, ostensivamente por razões er¬ 
gonómicas. 

A protecção do “Copyright" usada em 
aplicações de software é estranha. Foi 


utilizada para protecção de um progra¬ 
ma. mas hoje é mais aplicado em codi¬ 
ficação. na estruturação do produto, no 
seu interface com o utilizador, a primei¬ 
ra package do Mirror teve problemas 
legais só porque os displays de ecrã 
eram demasiado parecidos com os do 
Crosstalk. de que era clone. A softklone 
produtora do Mirror, foi forçada a retirá- 
-lo do mercado e veio com o Mirror II. A 
nova versão continua um clone de 
Crosstalk em termos de comandos e 
estrutura de ficheiros, mas os displays 
iniciais foram redesenhados. 

Para além da actracção do baixo 
preço, os clones invariavelmente me¬ 
lhoraram as especificações muitas 


vezes associadas a uma melhoria de 
performance. O problema aqui é que 
normalmente as funções extra têm 
pequena relevância na natureza da 
Package. VP Planner, por exemplo, 
suporta uma base tridimensional que 
muitos utilizadores têm dificuldade em 
perceber, à parte de um modelo finan¬ 
ceiro. TWIN, outro clone 1 -2-3, é forne¬ 
cido com um módulo gráfico e a função 
“Apresentações” melhorados, mas os 
utilizadores mais importantes ainda 
preferem o Harvard Presentation Gra¬ 
phics. 


Maria de Lurdes Leite 


26 AMSTRAD MAGAZINE 







MERCADOS 


A IBM abandonou o 
PC mas o seu espíri¬ 
to mantém-se vivo 
no cada vez maior 
número de clones 
que aparecem no 
mercado. 


MORREU o PC 
VIVAM OS COMPATÍVEIS 


■ 



Os clones podem, de uma forma 
simplista, dividir-se em dois grupos. No 
primeiro estão os que pertencem a 
companhias multinacionais. Os repre¬ 
sentantes e distribuidores praticam lar¬ 
gas margens e vendem aos governos, 
bancos e grandes companhias, espe¬ 
cialmente agora, quando a IBM deixou 
este mercado. Preferem o mercado das 
grandes quantidades, em detrimento do 
mercado do computador pessoal do¬ 
méstico. Em grandes negócios, é vulgar 
o fabricante intervir directamente. ultra¬ 
passando, assim, distribuidores e agen¬ 
tes. Existem uns que fazem proliferar os 
modelos, numa tentativa de serem ino¬ 
vadores, mas sempre a partir do mes¬ 
mo PC básico. Estes fabricantes não 
gostam que se chame “clones" aos seus 
PC's preferem o termo PC compatível. 

O produto em si não deve ser muito 
barato; é preciso dar ao comprador a 
ideia de que não está a comprar uma 
coisa igual a tantas outras e. para além 
disso, o mercado em questão não olha 
a economias de alguns tostões, benefi¬ 
ciando a imagem de marca; no fundo, os 
compradores não são os patrões e é- 
-Ihes mais fácil alienar responsabilida¬ 
des, quando as coisas não andam, se 
estiverem apoiados numa marca sufici¬ 
entemente conhecida. 

A segunda categoria de fabricantes 
de clones caracteriza-se por produzir 
equipamentos similares aos anteriores, 
às vezes com performances adicionais, 
mas sempre com preços francamente 
mais baixos. O seu mercado é o das 
pequenas e médias empresas, a educa¬ 
ção, as profissões liberais e todos aque¬ 
les que utilizam as máquinas em traba¬ 
lho pessoal. 

É óbvio que estes fabricantes tam¬ 
bém gostariam de entrar no mercado 
dos primeiros, mas muitas vezes, não 
lhes chega a capacidade financeira ou o 
apoio de marketing para romper as 
barreiras institucionalizadas. 

Os revendedores destes produtos 
não são os habituais dealers das gran¬ 
des marcas, havendo mesmo uma mi¬ 
gração acentuada para que as vendas 
sejam efectuadas em lojas onde com¬ 
putadores, aparelhos de TV. audio e 
video cohabitam. 


O software aplicacional existente 
para estes equipamentos é normalmen¬ 
te barato e pelas quantidades em que se 
vende , bastante experimentado. 
Casos específicos não são aqui bem 
tratados, as margens brutas consegui¬ 
das nas vendas destes produtos não 
permitem veleidades em termos da 
prestação gratuita de serviços e os 
compradores não estão preparados 
para aceitarem preços de desenvolvi¬ 
mento de software dez vezes superio¬ 
res ao do hardware que adquirem. 

Neste grupo, a AMSTRAD é líder, 
pelo menos a nível europeu. Alain 
Sugar começou com um computador 
doméstico, o CPC 464, passou para a 
gama dos PCW. especialmente voca¬ 
cionada para o tratamento de texto e 
rapidamente chegou ao clone PC 1512. 
Mas Sugar não esqueceu a meta da 
banca e grandes empresas e assim foi 
lançado o PC 1640 com superior reso¬ 
lução e compatibilidade EGA. Não se 
pode considerar que o êxito tenha sido 
retumbante, mas já foram feitos gran¬ 
des negócios em Inglaterra como é o 
caso da Open University e mais recen¬ 
temente o da British Railways. 

O último produto, já em comercializa¬ 
ção da AMSTRAD. o portátil PPC, é 
também ao jeito de Sugar, uma "Pedra¬ 
da no charco" no que respeita à sua 
forma e, como de costume, com um 


preço sem rival; mais um pilar do “efeito 
AMSTRAD". 

Uma das características que deixa os 
clones de menor nível em baixo é a da 
documentação. Normalmente é feita 
em Taiwan por alguém que só relativa¬ 
mente domina o inglês e que está muito 
longe de sentir o que é que os utilizado¬ 
res pretendem saber. 

Por outro lado é vulgar terem os 
clones performances superiores aos 
standard e é do conhecimento geral ser 
o PC/AT Standard habitualmente o últi¬ 
mo classificado de qualquer "bench- 
mark". 

Ajeito de conclusão, parece-nos que 
os compatíveis PC/AT vão dominar o 
mercado, enquanto o PS/2 deve perma¬ 
necer no grupo dos que querem liderar 
a "onda”, a menos que a IBM baixe o seu 
preço. 

No reino dos clones ficarão as multi¬ 
nacionais com tradição e os recém- 
chegados que dêm provas de estabili¬ 
dade, capacidade técnica, financeira e 
de uma nova forma especial de marke¬ 
ting, grupo este em que incluímos a 
AMSTRAD. Com o abaixamento dos 
preços da tecnologia electrónica, o 
mercado continuará a abrir e outros 
fabricantes de clones terão ainda lugar, 
normalmente a depenicar as migalhas. 

Mas, que não nos restem dúvidas, os 
clones PC vieram para ficar. 


AMSTRAD MAGAZINE 27 






















ENTREVISTA 


DESENVOLVER SOFTWARE 
À MEDIDA DO UTILIZADOR 



AM: Quando nasceu a BEREMIZ e 
quais são as suas actividades? 

Dr a Fernanda Santos: A BEREMIZ 
iniciou a sua actividade em 1985. É 
então sua aposta a microinformática 
aplicada: para as empresas profissio¬ 
nais liberais e para todos. Assim, em 
Setembro de 85 abre uma loja num dos 
locais de maior comércio do Porto: 
Cedofeita. 

Pouco tempo depois mostra aos seus 
promotores o sucesso do empreendi¬ 
mento. Através de um plano estratégico 
de desenvolvimento, a Beremiz tem vin¬ 
do a investir de modo sistemático. 

As suas actividades têm sido desen¬ 
volvidas com olhos postos nos stan- 
dards “de facto" da informática: MS- 
DOS: UNIX: Arquitecturas IBM Compa¬ 
tíveis. 

Estruturou-se nomeadamente em 
três vectores: 

— Comercial 
— Suporte 
— Desenvolvimento 

aos quais dá importância semelhante 
para o sucesso do empreendimento. 

AM: Qual a incidência da BEREMIZ 
no mercado em que se integra? 


F. S.: Podemos distinguir vários 
segmentos de mercados aos quais nos 
dirigimos: 

— Pequenas e Médias Empresas 
— Microinformática Pessoal 
— Dist. Inf. Técnica 

A nível dos dois primeiros segmentos 
a nossa perspectiva é de liderança. 

A nível do terceiro é de estarmos a 
caminhar a passos firmes para estabe¬ 
lecer uma rede de qualidade. 

AM: Que outras marcas, para além 
da AMSTRAD, comercializam? 

F. S.: Quanto a computadores: Oli¬ 
vetti e Philips. 

Quanto a outro hardware: Epson, HP, 
NEC, Summagraphics e HOUSTON. 

Estamos porém a finalizar negocia¬ 
ções que nos permitirão incluir entre 
aquelas, marcas de muito prestígio, 
sobretudo a nível de Hardware para 
concepção e desenho assistido por 
Computador. 

AM: Em que circunstâncias esco¬ 
lheu a BEREMIZ a representação da 
marca AMSTRAD e qual é a importân¬ 
cia dessa escolha nas vendas da 
BEREMIZ? 


F. S.: Beremiz optou pela comercia¬ 
lização da marca Amstrad porque esta¬ 
va certo que este produto oferecia uma 
relação preço/performance ideal para 
abrir com confiança as portas a seg¬ 
mentos de mercados muito vastos, que 
até aí não tinham tido acesso à microin¬ 
formática, já que o preço médio de um 
equipamento PC compatível se situava 
muito acima das suas possibilidades. 

Deste modo, integrado na nossa 
oferta de produtos começou logo a 
provar a importância da nossa decisão, 
atingindo em 87, 60% das unidades de 
máquinas instaladas pela Beremiz. 

AM: Que pensa dos novos produ¬ 
tos AMSTRAD, nomeadamente do 
PPC? 

F. S.: A Amstrad, dentro de uma 
política extremamente bem acolhida 
pelo mercado, lança novos produtos 
com a mesma boa relação preço/perfor¬ 
mance. 

Sobressai para nós o PPC, pelos 
mercados a que nos dirigimos. É um 
portátil de baixo custo com todos atrac- 
tivos destas máquinas: leve, fácil de 
manipular e acomodar e incorporando 
disquetes de 3,5", de maior capacidade 
e resistência relativamente às suas 
concorrentes de 5,25". 

Perfeitamente compatível, apresen¬ 
ta um atraente programa de comunica¬ 
ções que facilita todas as transferências 
de software com os seus familiares PC 
1512 e PC 1640. 

É o meu portátil preferido, levo-o para 
todo o lado. 

AM: Do software comercializado 
pela BEREMIZ há algum desenvol¬ 
vido por vós? Porquê? 

F. S.: Beremiz, como já foi dito ante¬ 
riormente, dispõe de um departamento 
de desenvolvimento de software desde 
que foi constituída. Somos uma empre¬ 
sa que procura responder cabalmente 
às necessidades dos nossos clientes, o 
que obriga a uma disponibilidade de 
desenvolvimento à medida. 

Temos já desenvolvidos uma série de 
produtos dirigidos a mercados verticali- 


28 AMSTRAD MAGAZINE 







zados, nomeadamente: 

— Gestão de Sócios (associa¬ 
ções, sindicatos, clubes) 

— Gestão de Ourivesarias 
— Gestão de vasilhame 
— Gestão de lojas de discos 
— Custeio Industrial 
— Contabilidade de custos 
— Utilitários para programas de 
gestão Infologia 

Queremo-nos afirmar cada vez mais 
como uma empresa que trata o cliente 
de uma forma personalizada. Quere¬ 
mos os nossos clientes satisfeitos. 

AM: De entre esses produtos, a AM 
sabe que a BEREMIZ comercializa 
um altamente prestigiado como é o 
AUTOCAD. Sendo um produto em 
franca expansão, quais são as ex¬ 
pectativas da BEREMIZ neste cam¬ 
po? 

F. S.: A Beremiz conseguiu a distri¬ 
buição de AutoCAD desde Fevereiro 
deste ano. É uma aposta importante 
neste produto que é o standard do 
mercado é o de conseguirmos uma 
implantação que permita a curto prazo 
situarmo-nos como líderes neste tipo de 
produtos. 

Estamos a trabalhar para que a 
médio prazo se consiga uma rede de 
agentes que nos permita cobrir o territó¬ 
rio nacional e dar resposta cabal às 
muitas solicitações dos sectores a 
quem se dirige o produto. No momento 
actual é de responder às solicitações 
dos mercados em geral. 

Apostamos numa componente de 
formação e apoio forte aos nossos cli¬ 
entes. Dispomos de cursos regulares 
de introdução e avançados — para o 
que contamos com os nossos técnicos 
especializados e a nossa priveligiada 
relação com o único ATC - Centro de 
Treino Autorizado pela AutoDESK em 
Portugal, no Porto. 

Os nossos dealers contam com todo 
o nosso apoio de forma a torná-los 
aptos a prestarem formação e suporte 
aos seus clientes. 

As escolas a todos os níveis (secun¬ 
dário, superior e de formação profissio¬ 
nal) são por nós particularmente acari¬ 
nhadas. A AutoDESK tem versões 
especiais para ensino. No momento 
actual a nossa perspectiva é a de res¬ 
ponder às solicitações de distribuição e 
dos utilizadores finais. Estamos confi¬ 
antes que só deste modo teremos su¬ 
cesso na abordagem a um mercado tão 
exigente. 

AM: Sendo um software genérico 
tem contudo características especí¬ 
ficas normalmente ligadas a determi¬ 


nadas profissões. Quais são aquelas 
que no vosso entender mais utilizam 
neste momento este software e a- 
quelas que a breve prazo mais virão 
a beneficiar com este utilitário infor¬ 
mático? 

F. S.: Efectivamente, é um produto 
de concepção e desenho assistido por 
computador dirigido a sectores que uti¬ 
lizam o desenho na sua actividade. Evi¬ 
dentemente, encontramos maior pene¬ 
tração nos sectores de: 

— Indústria metalúrgica e meta- 
lomecânica 
— Engenharia Civil 
— Engenharia Electrónica e 
Electrotécnica 
— Arquitectura 

De momento, o AutoCAD tem maior 
índice de utilização nos sectores da 
Indústria Metalúrgica e Metalomecâni- 
ca, Engenharia Electrónica e Electro¬ 
técnica, embora em todos os outros 
citados se notará a curto prazo um 
aumento crescente de utilização, que é 
exigido pela necessidade de introdução 
de novas tecnologias para que seja pos¬ 
sível a modernização e o aumento de 
produtividade destes sectores. 

AM: Quais são as etapas importan¬ 
tes da BEREMIZ actualmente? Con¬ 
cretamente como é que se tradu¬ 
zem? 

F. S.: A perspectiva da Beremiz é de 
alargar o seu âmbito de actuação. Cla¬ 
rificando as etapas que consideramos 
importantes são as seguintes: 

— Abertura de mais lojas. 

A primeira das quais será ain¬ 
da no decorrer deste ano. 

— Implementar uma filosofia de 
distribuição de hardware de 
microcomputadores pessoais 
e periféricos, assim como de 
software. 

— Implementar uma rede de dis¬ 
tribuição em soluções de infor¬ 
mática técnica de Desenho 
Assistido por Computador. 

AM: No vosso entender qual a im¬ 
portância da CEE no ramo da Infor¬ 
mática? Quais as vantagens e des¬ 
vantagens da integração? 

F. S.: Com a nossa integração na 
CEE verificou-se uma abertura de mer¬ 
cado que produziu um maior fluxo de 
novas tecnologias. Somos confronta¬ 
dos diariamente com crescentes desa¬ 
fios que nos obrigam a melhorar a 
qualidade das nossas prestações, as¬ 
sim como o aumento das dimensões 
mínimas. 


beremiz 


Cada vez mais estes factores se tor¬ 
nam vitais para a nossa permanência no 
mercado. 

A nível de utilizadores finais este 
fenómeno só pode ser bem acolhido 
porque se vê perante uma maior esco¬ 
lha e um melhoramento crescente dos 
serviços. 

É evidente que as pequenas empre¬ 
sas poderão sentir dificuldades em 
sobreviver, sobretudo quando a inte¬ 
gração for completa, mas isto é inevitᬠ
vel — não pode, para benefício de to¬ 
dos, viver-se com amadorismos. 

Aumentaram-se as oportunidades a 
nível da formação profissional, em geral 
e particularmente nestas áreas, o que 
poderá ser muito benéfico para a nossa 
jovem mão-de-obra. Resumindo, esta¬ 
mos certos que foi um passo fundamen¬ 
tal para o desenvolvimento do sector e 
de Portugal. 

AM: Qual a V/ previsão àcerca da 
evolução do sector para os próximos 
tempos? 

F. S.: Bem, as nossas perspectivas 
de evolução para os próximos tempos 
são francamente positivas. 

O mercado está em franca expansão 
e, como tal, muitas empresas afluíram 
ao sector e muitas sairão. É, portanto, 
fundamental que o nosso crescimento 
seja sustentado para que possamos 
crescer. 

AM: Quais os níveis concorrenci¬ 
ais do mercado? 

F. S.: Trata-se efectivamente de um 
mercado com níveis e concorrência 
muito feroz, mas pouco profissionaliza¬ 
da, pelo que empresas que apostam 
numa oferta completa, integrando ser¬ 
viços de suporte em função do utilizador 
e pós-venda, serão as que estão prepa¬ 
radas para sobreviver — apostando 
sempre e tendo serviços de qualidade. 
A formação interna a nível do seu pes¬ 
soal é de importância primordial para 
que o sector se torne mais profissiona¬ 
lizado. 

É um sector extremamente provoca¬ 
dor, isto no sentido positivo — com uma 
elevada taxa de aparecimento de novos 
produtos, não só a nível de hardware 
como de software, daí exigindo uma 
constante formação para se poder dar 
ao cliente que não procura unicamente 
comprar caixas, mas necessita de su¬ 
porte com um suficiente grau de satisfa¬ 
ção. 



AMSTRAD MAGAZINE 29 











HARDWARE 


MAIS MEMÓRIA 
PARA 0 PC 1512 


Uma chave de fendas e os chips de 
memória são o único material necessário 
para a ampliação 


E sabido que algumas aplicações 
profissionais requerem enormes 
quantidades de memória para 
poderem ser executadas.O Symphony. 
por exemplo, necessita de um mínimo 
de 512 Kb, enquanto que o GEM ocupa 
tanto espaço que quase não deixa lugar 
para um disco RAM. E se a isto juntar¬ 
mos o facto de os programas residentes 
serem cada vez mais frequentes, com¬ 
preenderemos que 512 Kb podem che¬ 
gar a ser pouco. 

Ampliar a memória do PC 1512 até 640 


512 Kb é uma quantidade de memória 
impressionante, especialmente em comparação 
com os 64 ou 128 Kb habituais nos 
computadores domésticos. Os leitores que 
tenham conhecido os quase amnésicos VIC 20 
(3.5 Kb de RAM) e ZX 81 (1 Kb) talvez se 
surpreendam ao descobrir o objectivo deste 
artigo: adicionar mais 128 Kb à memória de 
elefante que Alan Sugar incorporou no PC 1512. 


Kb não contém demasiadas dificulda¬ 
des. já que a placa principal integra os 
encaixes necessários para a expansão. 
Não é necessário soldar nada nem se 
requerem ferramentas especiais: ape¬ 
nas paciência, um pouco de habilidade 
e não tentar nunca fazer as coisas à 
força. De qualquer forma, se não nos 
fiamos na nossa capacidade, mais vale 
encarregar da expansão os serviços de 
assistência técnica do nosso reven¬ 
dedor. 


Materiais 

Para além de uma chave de parafu¬ 
sos tipo Philips de dimensões adequa¬ 
das, apenas necessitamos de dezoito 
circuitos integrados 4164-15. donde o 
15 significa que o tempo de acesso é de 
150 nanosegundos. Em caso algum 
devem ser usados chips mais lentos 
que estes, podendo no entanto ser 
usados mais rápidos como os 4164-12. 
Os componentes podem ser adquiridos 
em estabelecimentos da especialidade. 




Uma vez retirada a cobertura as unidades de disco ficarão 
automaticamente visiveis 



O passo seguinte é a extração das unidades de disco e do 
disco rígido 


30 AMSTRAD MAGAZINE 

































Placa principal do PCI512 depois de se retirar a blindagem. Na 
esquina inferior esquerda distinguem-se os suportes para a 
extensão de memória 



Os chips de memória instalados nos respectivos suportes. 
Também pode observar-se a ponte LK4 na sua nova posição 


Os chips de memória vendem-se 
com os pinos já dobrados, mas. na 
generalidade, demasiado abertos. Para 
ajustá-los é suficiente empurrá-los 
suavemente contra uma superfície pla¬ 
na. por exemplo uma mesa. 

Mãos à obra 

Começamos desligando o PC 1512 da 
rede electrica e retirando todos os dis¬ 
positivos (teclado, rato. monitor, im¬ 
pressora) normalmente ligados a ele. 
Colocamos a unidade central sobre 
uma mesa de bom tamanho e suficien¬ 
temente iluminada e levantamos as 
duas pequenas tampas de plástico que 
ocultam os parafusos da parte frontal do 
computador. De seguida, retiramos 
esses parafusos e as duas tampas que 
cobrem as ranhuras de expansão. En¬ 
contraremos então outros cinco parafu¬ 
sos. um em cada esquina e três destina¬ 
dos a segurar as placas que compõem 
o PC 1512. Devemos tirá-los tendo o 
cuidado de não os confundir. 

Depois, retiraremos as placas instala¬ 
das no computador (no nosso caso o 
controlador do disco duro) e. pondo de 
parte a estrutura metálica segura pelos 
três parafusos já retirados, levantamos 
a tampa superior. Esta manobra deve 
realizar-se com cuidado porque a placa 
principal está unida à tampa pelo cabo 
das pilhas que teremos que desconec- 
tar. 

Se o nosso PC só tem uma unidade de 
disquete, já podemos ver os encaixes 
destinados a receber os chips de 
memória. Também observaremos que 
a placa principal se encontra quase 
totalmente rodeada por uma blindagem 
metálica. Se. no entanto, possuimos 
outra unidade de disquete ou um disco 


rígido, os encaixes permanecerão ocul¬ 
tos por debaixo. 

Para poder trabalhar comodamente 
teremos que retirar as unidades de dis¬ 
co. o que se consegue tirando os seis 
parafusos que as seguram (um par de 
cada lado e outro ao centro, separado 
por ambos os discos. Cada uma das 
unidades leva na sua parte posterior 
dois cabos, que devemos desconectar 
e anotar a sua posição. O mais estreito, 
com quatro fios. é de alimentação en¬ 
quanto o outro é de controle. 

A expansão poderia realizar-se já sem 
mais complicações, inserindo os chips 
nos seus encaixes e colocando o jum- 
per LK4 na posição de 640 Kb (para 
aceder a ele é preciso dobrar para cima 
a esquina da blindagem que o oculta). 
Este procedimento, que se emprega 
com frequência, dificulta no entanto a 
colocação dos chips. pelo que preferi¬ 
mos continuar desmontando o PC 1512 
e libertar totalmente a placa principal. 
Assim, retiramos o botão de controlo do 
altifalante (situado na parte externa da 
carcaça, junto ao conector do teclado) e 
os cabos que vão da placa à carcaça, 
isto é. o do indicador de funcionamento 
e o do altifalante, que se encontram à 
esquerda da placa, e o do ventilador do 
disco rígido, que está na zona posterior, 
anotando como de costume a sua colo¬ 
cação. Depois retiramos os nove para¬ 
fusos que unem a placa principal à 
carcaça e extraímo-la. libertando-a da 
parte superior da blindagem (a inferior 
permanece na carcaça). 

Com a placa principal do computador 
sobre a mesa, colocaremos os compo¬ 
nentes de memória nos seus encaixes, 
tendo atenção para que o pequeno sinal 
semicircular que têm num dos seus 
extremos fique apontado para os co¬ 


nectores do rato e do teclado, ou seja. 
na mesma direcção que os circuitos 
4256-15 contíguos. Depois, ajustare¬ 
mos o jumper LK4, situado à direita dos 
encaixes, para a posição marcada na 
placa com a indicação 640 Kb. O jumper 
consiste em três pequenos pinos verti¬ 
cais, dos quais o da esquerda e do 
centro estão unidos por um pequeno 
cabo coberto de plástico. Para mudá-lo 
da posição 512 para a 640 extraímo-lo 
para cima e colocamo-lo dê forma a que 
una os pinos do centro e da direita, 
fixando-os nas marcas existentes na 
placa. 

Com isto teremos finalizado a expan¬ 
são. Só resta tornar a montar paciente¬ 
mente o PC e comprovar, conectando 
novamente os seus periféricos e carre¬ 
gando no botão de ligar, que se conver¬ 
teu num 1640. Se tudo correu bem. ao 
cabo de uns segundos veremos apare¬ 
cer no ecrã a mensagem AMSTRAD PC 
640k. 

Como tivemos que desligar as pilhas 
que alimentam a RAM não volátil, o 
computador pedir-nos-à que restabele¬ 
çamos a hora e o dia. com os comandos 
DATE e TIME. e as opções do utilizador 
com o programa NVR. 

Os 128 Kb de memória adicionais po¬ 
dem ser extremamente úteis numa 
grande variedade de situações. Por 
exemplo, para criar no GEM um disco 
RAM de 162 Kb, em vez dos 32 Kb 
habituais, ou para usar a ferramenta 
Clipboard, um dos acessórios do Gem 
Desktop, gravando todo o ecrã num 
ficheiro de disco, algo que com 512 Kb 
resulta impossível por falta de memória. 



AMSTRAD MAGAZINE 31 













POSTAL 6 


Simples de compreender depois de uma breve análise 
do titulo da secção, este espaço dedica-se, tal como 
aconteceu no número anterior, à explicação de um novo 
serviço AMSTRAD MAGAZINE. Desta vez vamos falar 
da assinatura de algumas revistas inglesas. 

Como os leitores mais conhecedores da imprensa 
especializada britânica já sabem há bastante tempo, as 
revistas dedicadas ao hardware Amstrad, editadas 
nesse território, são da exclusiva responsabilidade de 
um único editor. É assim, que tanto a Amstrad 
Professional Computing, como a Amstrad Computer 
User e a Amstrad PCW Magazine são colocadas à 
venda pela mesma distribuidora, são geridas em termos 
administrativos pelas mesmas pessoas e dispõem de 
um sistema idêntico de condições de assinatura. Face a 
tudo isto é fácil fazer a assinatura de qualquer uma das 
três revistas num unico postal, através de um único 
pagamento. 


Amstrad Professional Computing 

Esta revista, sendo uma “publicação-símbolo” das 
edições Avralite, é uma das publicações especializadas 
britânicas que nenhum utilizador de Computadores 
Pessoais Amstrad pode dispensar. Ela orgulha-se de 
possuir, não só uma excelente apresentação gráfica, 
como também alguns dos melhores jornalistas técnicos 
da actualidade. A APC inclui todas as secções habituais 
neste tipo de revistas tais como comunicações, 
educação e todos os aspectos do hardware e software 
que os leitores esperam encontrar numa revista deste 
nível. 

Para além das secções habituais a APC publica ainda 
regularmente análises detalhadas dos novos produtos 
lançados no mercado. 



A editora 

Criada em finais de 1985 para satisfazer os utilizadores de 
computadores Amstrad, a Avralite, manteve-se desde 
sempre uma editora autónoma, correspondendo desta 
forma aos ideais que presidiram ao seu processo de 
formação. 


Amstrad Computer User 

Actualmente, a Amstrad Computer User encontra-se dedicada aos 
possuidores da sempre popular linha de CPCs. Embora a maior parte 
da revista assente nos jogos e nas aplicações destinadas à ocupação 
dos tempos de lazer, as aplicações sérias não são esquecidas, nem 
as necessidades do programador deste tipo de máquinas, publicando- 
-se regularmente abordagens de temas tão diversos como, por 
exemplo, a análise de “packages” vocacionadas para o mundo dos 
negócios, ou a explicação dos mistérios do Assembler. 



Amstrad PCW Magazine 

Sendo a mais recente das três revistas em evidência, a 
Amstrad PCW Magazine satisfaz as necessidades de um 
mercado crescente de utilizadores de máquinas da linha PCW. 
Ela concentra-se nos usos práticos para este tipo de máquinas, 
com artigos que permitem aos entusiastas do hardware 
construírem eles próprios alguns interfaces, e algumas análises 
de processadores de texto, folhas de cálculo, e “packages” de 
CAD/CAM. 

Quase desde o início do seu lançamento que esta publicação 
lidera o mercado em termos de revistas para o utilizador do 
PCW. 


A assinatura 

Para assinar qualquer uma das revistas referidas (ou qualquer conjunto de revistas de todos os possíveis entre elas) o leitor da AM 
deve preencher com cuidado o POSTAL 6 presente nas folhas de cartolina que seguem este artigo, e enviá-lo, dentro de um 
envelope, para a morada que se encontra no verso do mesmo, acompanhado pelo respectivo cheque para pagamento (em libras 
esterlinas). Depois, é só esperar alguns dias e lá estará com um carácter regular a sua encomenda na caixa do correio. Tudo muito 
mais simples do que correr todos os dias até a livraria mais próxima para saber se já chegou o último número da revista X que muitas 
vezes não conseguimos adquirir porque entretanto já tinham sido vendidos todos os exemplares 


32 AMSTRAD MAGAZINE 














































































































































AGENDA 


DATA 

CIDADE 

(PAÍS) 

CERTAME 

1/8 a 5/8 

Atlanta (USA) 

SIGGRAPH 88 

12/9 a 16/9 

Nice (França) 

EUROGRAPHICS 88 

14/9 a 19/9 

Milão (Itália) 

SMAU e INTERNATIONAL OFFICE EXHIBITION 

14/9 a 18/9 

Londres (Inglaterra) 

PERSONAL COMPUTER SHOW 

19/9 a 24/9 

Paris (França) 

SICOB MICRO 

13/10 a 16/10 

Porto (Portugal) 

ESCRITÓRIO 

20/10 a 25/10 

Colónia (RFA) 

ORGATECHNICK 

25/10 A 28/10 

Munique (RFA) 

SYSTEC 

27/10 a 30/10 

Porto (Portugal) 

INFORPOR 

14/11 a 18/11 

Las vegas (USA) 

COMDEX FALL 

22/11 a 25/11 

Lisboa (Portugal) 

ENIC 



SOFTWARE—HOUSE 

FINALMENTE, 


REVENDEDOR AUTORIZADO 



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tel. 36 67 74 


AMSTRAD MAGAZINE 33 


















PROFISSIONAL 


SEGURANÇA 

INFORMÁTICA 


Sabia que o monitor do seu computador pode estar a trai-lo? Pois é, enquanto vocè verifica contas 
bancárias, ficheiros da justiça ou qualquer outra informação "quente", outra pessoa colocada à 
distancia pode estar a ver exactamente o mesmo. E se essa pessoa for um pirata informático? 


0 acesso não autorizado aos com¬ 
putadores de outras pessoas 
pode revestir-se de muitas for¬ 
mas, e não é apenas restrito à utilização 
de modems. Algumas vezes, apenas 
com a ajuda de equipamento electróni¬ 
co barato, é possível ler à distância os 
ficheiros doutro computador, sem que 
essa pessoa se aperceba de que os 
seus ficheiros estão a ser assaltados'. 
Em vez de se usar um modem, alguns 
piratas utilizam uma técnica chamada 
de “escuta electrónica” - que pode 
abranger dum simples PC doméstico 
até um grande sistema informático 
duma grande empresa. Uma das for¬ 
mas da escuta electrónica que é fre¬ 
quentemente negligenciada, quer por 
técnicos conscientes do perigo quer por 
simples utilizadores pessoais, é a de¬ 
tecção de radiação electrónica emitida 
por um qualquer monitor. 

O fenómeno Van Eck 

O problema da radiação electrónica 
emitida por monitores de computador já 
é conhecida hà longo tempo por muitos 
governos. Contudo, é surpreendente 
verificar que a opinião pública só foi 
alertada para este problema em 1985 
quando, na conferência Securicom que 
teve lugar em Cannes, o Dr. Van Eck. 
dos Correios alemães, demonstrou 
publicamente como as emissões elec¬ 
trónicas de terminais de computador 
podem ser monitoradas à distância 
através da utilização de equipamento 
relativamente barato. 

Este sistema funciona pela simples 



recepção dos sinais, que ocorrem na 
banda que vai de 30 a 600 Mhz (é o caso 
dos sinais de televisão), e que são 
amplificados até poderem ser vistos em 
qualquer TV doméstico ou num monitor 
de computador. Utilizando equipamen¬ 
to que custa apenas algumas centenas 
de contos, pode ser construída uma 
réplica dum ecrã a dezenas de metros 
de distância. 

Incrivelmente, o circuito de Van Eck 
para o equipamento de escuta electró¬ 
nica foi amplamente divulgado entre 
peritos de informática que assistiam à 
conferência, e foi mesmo publicado 
numa revista de comunicações ameri¬ 
cana. Como resultado de toda esta 
publicidade a demonstração de Van Eck 
foi reconstruida em 1985 no programa 
de televisão da BBC. Tomorrows 
World. 


E, claro está, a demonstração televi¬ 
siva do equipamento de Van Eck cau¬ 
sou perturbação no normalmente calmo 
ambiente da segurança informática. A 
imagem de um bem equipado pirata 
instalado numa carrinha estacionada na 
rua em frente, visionando ecrãs cheios 
de informação confidencial, não agra¬ 
dou muito aos gestores de informática. 

Por outro lado, a resposta dos milita¬ 
res a este problema residiu na introdu¬ 
ção de especificações nos respectivos 
terminais, para prevenir a escuta elec¬ 
trónica. Os militares utilizam normaliza¬ 
ções. como é o caso da Nacsim 5100A 
Compromising Emanatións Test (da 
NATO). 

Os problemas 
e as soluções 

Mas. no que se refere ao ramo das 
empresas bem como ao dos utilizado¬ 
res particulares, o problema ficou por 
resolver. O standard Tempest para a 
supressão de emissões de rádio fre¬ 
quência (rf) trabalha bem para os milita¬ 
res mas o seu custo para aplicações 
comerciais é proibitivo. 

Contudo, existem alternativas. Um 
destes sistemas de segurança foi pro¬ 
duzido por uma firma Irlandesa de infor¬ 
mática, chamada Securi-Tec. Com um 
preço abaixo de 500 libras (cerca de 140 
contos), o sistema protege o teclado, o 
monitor e os suportes magnéticos/uni¬ 
dade central de processamento, supri¬ 
mindo emissões de rádio frequência até 
ao nível de 70 dB s. Em termos mais 
práticos, este sistema reduz a área de 


34 AMSTRAD MAGAZINE 


















alcance das emissões de rf a um círculo 
de decímetros. em vez de dezenas de 
metros. 

O sistema da Securi-Tec utiliza tec¬ 
nologia convencional (tais como "gai¬ 
olas de Faraday" protegidas por redes 
metálicas, e ecrãs silvered mesh numa 
apresentação pronta-a-usar que pode 
ser adaptada a terminais não-normali- 
zados. 

Mas é claro, existem outras soluções 
para combater a escuta electrónica. Tal 
como o controle de emissão, estas 
medidas incluem: emissores de ruído 
branco, scanning aleatório de linhas 
VDU (Video Display Unit). oscilação de 
frequência e tecnologia de ecrã plano 
(de cristal liquido e de plasma). 

Emissão de ruído branco 

É, talvez, o mais simples de todos. 
Envolvendo a geração de interferência 
eléctrica aleatória, o sistema empastela 
o sinal do terminal de computador com 
eficácia, dando (espera-se) ruído estᬠ
tico no ecrã do pirata que está à escuta. 

Contudo, como acontece com outras 
formas de empastelamento de sinal, a 
emissão de ruído branco necessita de 
grandes potências de sinal em áreas 
localizadas, trazendo problemas para 
os TV's e rádios domésticos, bem como 
interferências electrónicas -sem falar 
do facto de “as pessoas literalmente 
explodirem na vizinhança do emissor!", 
como dizia um técnico de segurança 
informática. 

Scanning aleatório 
de linhas VDU 

Trata-se da alternativa seguinte. 
Todos os ecrãs de televisão, incluindo 
os monitores de computador, consis¬ 
tem num "raster scan" de linhas, criado 
à medida que o feixe electrónico passa 
pelo ecrã. Como em todos os sinais 
eléctricos, o progresso do sinal pelo 
ecrã é lógico, numa formação suave da 
esquerda para a direita e para a próxima 
linha. 

Ao baralhar-se a formação destas 
linhas antes da transmissão pelo cabo 
que liga o computador ao ecrã -voltando 
a montá-lo correctamente no monitor¬ 
as emissões de rf largadas pelo cabo 
chegam ao terminal do pirata duma 
maneira totalmente confusa e indecifrᬠ
vel. 

Entretanto como dissemos atrás, no 
terminal do utilizador o sinal chega do 
computador, sendo descodificado para 
o seu formato correcto. 


Oscilação de frequência 

A oscilação de frequência, utilizada 
nos últimos sistemas de rádio da policia, 
consiste numa variação -várias vezes 
por segundo- do sinal transmitido sobre 
uma pré-determinada escala de fre¬ 
quências. A menos que o pirata tenha 
um rádio multifrequência. mais a cor¬ 
recta sequência de frequências por 
onde o sinal vai mudando, a imagem 
que conseguir captar é. da mesma 
maneira que há pouco, uma confusão 
completa. 

Mas estas soluções envolvem algo 
que o utilizador particular não pode 
justificar -um alto custo. Vamos então 
ver uma nova solução de baixo custo 
para este problema: os ecrãs alternati¬ 
vos. 

Os ecrãs planos 

A última geração de ecrãs planos 
pode bem ser a última "safa" para os 
particulares conscientes da segurança 
electrónica. A escuta electrónica das 
emissões de rf radica na própria potên¬ 
cia do sinal que é necessária para 
mandar uma imagem à distância, de 
maneira a ser captada. 

Os portáteis e os PCs mais caros 
usam uma ou duas alternativas tecnoló¬ 
gicas para a visão dos dados vindos do 
computador. O primeiro, visto há já 
alguns anos nos primeiros portáteis, 
radica na utilização da tecnologia de 
ecrãs de cristais líquidos. A segunda 
utiliza a tecnologia dos ecrãs de plasma. 

Ecrãs de cristais líquidos 

Estes ecrãs, utilizados em relógios e 
calculadoras digitais, necessitam de 
voltagens muito pequenas para gerar 
uma imagem. Uma vez gerada, a 
imagem é retida pelos cristais até a 
energia ser desligada ou o ecrã ser 
actualizado. normalmente pela inser¬ 
ção de mais caracteres. 

Repare-se que os monitores conven¬ 
cionais necessitam de ser actualizados 
em intervalos regulares -para cima de 
50 vezes por segundo- o que dá origem 
a uma emissão importante de ruido 
eléctrico, bastante bem vinda pelos 
piratas. 

Os ecrãs LCD só efectuam a actuali- 
zação do ecrã uma vez. e mesmo assim 
com níveis de energia muito baixos. 
Sendo assim, torna-se impossível a 
escuta electrónica deste tipo de ecrãs 
através de técnicas de análise de rf. 


Ecrãs de plasma 

Tal como os LCD. os ecrãs de plasma 
requerem menos actualizações que os 
monitores convencionais de raios cató¬ 
dicos. Aqui aplicam-se os mesmos prin¬ 
cípios que para os LCD, mas com a 
agravante de que os ecrãs de plasma 
geram maiores níveis de energia 
(embora muito menos que os de raios 
catódicos). 

Agora e no futuro 

A tecnologia do ecrã plano pode ser a 
resposta para as necessidades de 
segurança do futuro (alguns analistas 
da indústria estimam que os ecrãs pla¬ 
nos suplantarão a tecnologia tradici¬ 
onal. lá pelo fim da década), mas o que 
irá acontecer entretanto com os proble¬ 
mas de escuta electrónica? 

Muitos peritos de segurança informᬠ
tica são suficientemente honestos para 
admitirem que, em vez de recorrerem 
aos métodos extremos de que falámos, 
os utilizadores podem contornar o pro¬ 
blema através da supressão da rf na sua 
própria fonte. Muitas vezes o mudar os 
terminais mais “sensíveis" para outros 
locais melhor protegidos é o suficiente 
para diminuir consideravelmente o risco 
de escuta electrónica. 

Por exemplo, uma grande compa¬ 
nhia de electrónica gastou mais de 1000 
contos num relatório de segurança in¬ 
formática. o qual propunha gastar mais 
de 40 000 contos adicionais em equipa¬ 
mentos de segurança informática -ape¬ 
nas para descobrir que uma mudança 
dos computadores mais importantes 
para outro local do edificio tornaria a 
escuta electrónica impossível. O custo 
da mudança? Zero. 

Finalmente, a escuta electrónica 
pode ser resolvida por uma das manei¬ 
ras aqui enunciadas, embora a próxima 
geração de piratas informáticos possa 
actualizar-se para outros métodos mais 
sofisticados. Algumas companhias 
americanas especializadas em segu¬ 
rança informática informaram que os 
últimos piratas estão a utilizar recepto¬ 
res de alta sensibilidade que conse¬ 
guem receber emissões provenientes 
do teclado a várias dezenas de metros 
de distância. 

Mas mantém-se uma questão quen¬ 
te: Enquanto que muitas das técnicas 
de segurança, mesmo que melhoradas, 
seriam capazes de resolver este último 
problema, quem sabe que truques têm 
ainda na manga os piratas electróni¬ 
cos? Ou seja, será que existirá sempre 
uma solução tecnológica para o proble¬ 
ma da escuta electrónica ? 

a 


AMSTRAD MAGAZINE 35 









PROFISSIONAL 



Neste artigo vamos ensinar como instalar um 
sistema e mantê-lo em bom estado de funciona¬ 
mento 



U M dos aspectos importantes da 
utilização dum sistema operativo 
é a sua instalação de maneira a 
adaptar-se à aplicação com que se tra¬ 
balha. Geralmente a este facto dá-se 
também o nome de configuração. Tor¬ 
na-se também necessário executar 
tarefas de rotina para assegurar o bom 
funcionamento do sistema - é a manu¬ 
tenção do sistema. 

No caso dos grandes sistemas com¬ 
putorizados, tanto a configuração como 
a manutenção são responsabilidade de 
técnicos profissionais operadores de 
sistema. Mesmo no caso dos PC’s cada 
máquina necessita de pelo menos um 
utilizador que seja capaz de se ‘desen¬ 
rascar’ dos problemas que surjam com 
o sistema operativo. Assim, se sempre 
desejou ser um operador de sistemas, 
continue com a leitura. 

A Configuração 

Quando o DOS é inicializado - lido do 
suporte magnético quando o computa¬ 
dor é ligado ou no caso dum ‘reset’- 
passa por toda uma sequência normal 
de operações que o inicializam e o 
preparam para utilização. 

A mais importante destas operações, 
do ponto de vista do operador, é a 
pesquisa da directoria raiz no ficheiro 
com o nome de Config.sys. Se encontra 
este ficheiro lê-o e obedece aos coman¬ 


dos de configuração que possa conter. 
Se o Config.sys não está presente en¬ 
tão o DOS assume uma série de par⬠
metros “defaults”(por defeito). 

Repare-se que Config.sys não é um 
ficheiro “batch” e não pode conter qual¬ 
quer comando do DOS - apenas alguns 
comandos especiais directamente rela¬ 
cionados com a maneira como o DOS 
trabalha. Repare-se também que o 
Config.sys é lido antes de qualquer fi¬ 


cheiro Autoexec.bat que tenha sido 
criado, além de ser independente dele. 

Vamos então examinar os comandos 
de configuração que podem ser usados. 

BUFFERS=x: O número de buffers 
utilizados pelo DOS altera a eficiência 
do acesso ao suporte magnético. Um 
buffer é uma área de memória reser¬ 
vada para uso do DOS como área de 
armazenamento temporária de dados 


36 AMSTRAD MAGAZINE 












em caminho para ou vindos do suporte 
magnético. 

Se se preenchem (allocate) muitos 
buffers poder-se-á algumas vezes evi¬ 
tar a leitura de dados do suporte magné¬ 
tico já que estes ainda estão presentes 
na memória. Por outro lado se é re¬ 
duzido o número dos buffers pode re¬ 
clamar-se alguma memória para outras 
finalidades. 

O número mínimo de buffers que 
deveriam normalmente ser preenchi¬ 
dos é de três, e dez é normal. Alguns 
utilizadores do DOS dizem que a per¬ 
formance começa a descer se são pre¬ 
enchidos mais de 30 buffers. 

FILES=x: Este comando estabelece 
o limite do número de ficheiros que 
podem ser utilizados simultâneamente. 
No caso do comando BUFFERS pode 
ganhar-se memória ao ser reduzido o 
número máximo de ficheiros abertos - 
de qualquer maneira devem ser deixa¬ 
dos pelo menos três. 

Mesmo que se reduza o número de 
ficheiros pode chegar-se à conclusão 
de que algumas aplicações conseguem 
abrir mais que o limite por nós imposto, 
isto porque estas aplicações preen¬ 
chem o seu próprio espaço de memória. 

DEVICE=filename: Este comando 
pode ser utilizado para aumentar mais 
dispositivos l/O (input/output) ao sis¬ 
tema. Para se adicionar um dispositivo 
só é necessário um ficheiro, normal¬ 
mente fornecido conjuntamente com a 
máquina, chamado “device driver “. 

Por exemplo, se você compra um 
lápis óptico, este pode muito bem ser 
fornecido com um driver chamado 
Litepen.sys e, para o poder utilizar terá 
que incluir DEVICE=LITEPEN.SYS no 
ficheiro Config.sys. O mesmo acontece 
com impressoras, certo tipo de moni¬ 
tores, etc. 

BREAK=ON ou OFF: Se for estabe¬ 
lecido BREAK=ON, o DOS verifica o 
Control+C em cada oportunidade, facto 
que aumenta a capacidade para parar 
programas em “meia-execução”. 

SHELL=filename: Este comando 
não deve ser preciso com muita fre¬ 
quência. Altera o ficheiro que é carre¬ 
gado como o meio de comunicação do 
DOS com o utilizador - falamos do 
Command.com. Se, por exemplo, você 
possuir um computador com uma só 
disquete já estará concerteza familiari¬ 
zado com este ficheiro, uma vez que 
aparece ocasionalmente na mensagem 
“Insert disk containing Command.com". 

O sistema operativo de raiz fornece 
apenas o seu suporte magnético e ou- 


P 


tras facilidades aos programas que 
correm nele. Para expandir estas facili¬ 
dades é necessário um comando adi¬ 
cional chamado shell (concha), para ler 
alguns comandos, tais como DIR, DEL 
e por aí fora, e ainda para obrigar o 
sistema operativo a actuar consequen¬ 
temente. 

O shell standard é o Command.com, 
mas em principio não existe razão para 
que shells alternativos não possam ser 
usados no seu lugar. Por exemplo, pode 
comprar um shell que faz com que o 
DOS se pareça com o Unix (outro sis¬ 
tema operativo muito popular). 

COUNTRY=x: O comando COUN- 
TRY estabelece a maneira como o Dos 
mostra a data e a hora, de maneira a 
corresponder com a realidade do sitio 
onde se trabalha. As aplicações tam¬ 
bém podem verificar para que país o 
DOS foi configurado, alterando então, 
da mesma maneira, a sua própria con¬ 
figuração. 

O valor de x é simplesmente o dos 
dois últimos números do código telefó¬ 
nico internacional para o país em 
questão. COUNTRY=44, por exemplo, 
configura o DOS para a Grã-Bretanha, 
de código telefónico 0044. 

MANUTENÇÃO 
DO SISTEMA 

A manutenção do computador signi¬ 
fica, na realidade, manutenção dos 
suportes magnéticos, já que a procura 
de ficheiros em suporte magnético é a 
única operação crítica para manter o 
bom funcionamento do computador. A 
manutenção dos suportes magnéticos 
estende-se à formatação, verificação 
de estragos, e às cópias de segurança. 

Formatação: Antes de se poder uti¬ 
lizar uma disquete para gravar dados o 
DOS tem que estabelecer um padrão de 
informações que lhe irão permitir desco¬ 
brir um determinado ponto no suporte 
magnético, processo conhecido por 
formatação. 

Existem dois standards de formata¬ 
ção em uso para o PC 1512 - CP/M e 
MS-DOS. O DOS Plus suporta os dois 
mas o MS-DOS está restringido às suas 
próprias formatações. Existem vanta¬ 
gens para os dois tipos de formatação, 
mas a maior parte do mundo da infor¬ 


mática está virado para o MS-DOS, e, 
como tal, o conselho é de que o leitor se 
guie por este. 

Se utilizar o DOS Plus pode formatar 
um suporte magnético através do 
comando DISK seleccionando de se¬ 
guida as opções correctas presentes no 
menú. Se utilizar MS-DOS o comando 
FORMAT pedir-lhe-á que coloque a 
disquete e que proceda à formatação á 
la MS-DOS. 

Existem dois tipos de suporte magné¬ 
tico que um comando de formatação 
pode criar - bootable e não-bootable. 
Um suporte magnético bootable con¬ 
tém a cópia do sistema operativo e, 
como tal, pode ser utilizado para o pôr a 
trabalhar. Não é este o caso dum supor¬ 
te magnético não-bootable porque não 
contém o sistema operativo. Pode for¬ 
matar uma disquete com uma cópia do 
sistema operativo, através da utilização 
do comando FORMAT IS, o qual funcio¬ 
na quer com o MS-DOS quer com o 
DOS Plus. 

A formatação dos suportes magnéti¬ 
cos é uma operação necessária mas 
perigosa. Irá apagar toda a informação 
que o suporte magnético contém, e 
duma maneira que geralmente torna a 
sua recuperação muito difícil, para não 
dizer impossível. Os maiores perigos 
residem em se escolher o suporte 
magnético errado e a drive errada. 
Contudo, estes perigos podem ser re¬ 
duzidos ao mínimo se os. utilizadores 
seguirem alguns conselhos simples. 

Em primeiro lugar, é melhor formatar 
duma única vez todas as disquetes 
novas. Isto minimiza o tempo necessᬠ
rio para digitar o famigerado comando 
FORMAT, já que, ao ser completada 
uma formatação, o programa pergunta 
“Format another Y/N?”. Por outro lado 
você fica logo com uma série de disque¬ 
tes prontinhas a serem utilizadas em 
caso de emergência. 

Em segundo lugar, ponha etiquetas 
de protecção em todas as disquetes 
assim que as começar a utilizar, ficando 
assim com a certeza de que não as irá 
formatar acidentalmente. 

Em terceiro lugar, leia as mensagens 
que lhe aparecem no ecrã para ficar 
seguro de que está prestes a formatar 
na drive correcta. Uma salvaguarda que 
se pode utilizar é dar um novo nome ao 
utilitário Format.com do comando For¬ 
mat, criando de seguida um ficheiro 
batch chamado Format.bat que contém 


as linhas: 


ECHO Vai iniciar-se a -formatacao da diskette na drive A:. 
ECHO Verifique se possui o disco correcto na drive. 

PAUSE 
FORM A: 


C 





AMSTRAD MAGAZINE 37 













PROFISSIONAL 


De seguida, quando digitar Format, o 
ficheiro batch será activado e então só 
será possível formatar a drive A (e, 
mesmo assim, só depois das men¬ 
sagens de alerta). 

VERIFICAÇÃO DE DISKETTES 
Cada utilizador vive (ou deveria viver) 
no perigo e medo eminente de estragos 
nos suportes magnéticos. O utilitário 
CHKDSK fornece alguma certeza de 
que tudo está a correr bem. O comando 
CHKDSK, mais uma letra indicadora de 
drive e dois pontos (por exemplo. 
CHKDSK A:), se este programa não 
estiver na drive nesse momento, lê a 
directoria e tenta verificar se a informa¬ 
ção que contém é consistente. 

Portanto, não só verifica se há estra¬ 
gos na directoria como também se eles 
existem devido a uma má operação de 
todo o sistema. 

As causas mais frequentes da cor¬ 
rupção de dados são a mudança de 
suportes magnéticos durante a utiliza¬ 
ção de um ficheiro e a interrupção de 
corrente enquanto se está a criar um 
ficheiro. Embora as falhas de corrente 
sejam relativamente raras, é surpreen¬ 
dente a quantidade de utilizadores que 


não se apercebem do perigo que é a 
mudança dum suporte magnético en¬ 
quanto se está a trabalhar num ficheiro. 

O utilitário chkdsk irá à procura de 
muitos tipos de problemas e tentará 
mesmo corrigir alguns - embora aqui, 
como diz o povo, "as emendas possam 
ser piores que o soneto”. Portanto tome 
cuidado e trabalhe sempre com uma 
cópia quando estiver a corrigir erros. 

Mesmo se o chkdsk disser que não há 
erros, é sempre possível que um fichei¬ 
ro não consiga ser lido porque Chkdsk 
vai à procura de erros nas directorias de 
entrada de cada ficheiro. Sem outras 
facilidades adicionais, os utilizadores 
MS-DOS nâo têm maneira de ler todos 
os sectores dum suporte magnético 
como intuito duma verificação. Já os do 
DOS Plus podem escolher a opção 
Verify do utilitário o DISK. Se um co¬ 
mando CHKDSK disser que não encon¬ 
tra erros e se a disquete o confirmar 
correctamente, ficamos então com a 
certeza de que o suporte magnético 
está OK. 

CÓPIA DE SEGURANÇA: A única 
maneira segura de preservar os nossos 


dados é a realização de frequentes 
cópias de segurança. 

Se uma disquete está a ser utilizada, 
a melhor maneira de fazer uma cópia de 
segurança é através do utilitário 
DISKCOPY. Este irá fazer uma cópia 
exacta do suporte magnético original, 
sector por sector. 

Num computador com duas unidades 
de disquetes utilize o comando 
DISKCOPY A: B:. Num computador 
com uma só unidade de disquete basta 
utilizar apenas DISKCOPY, sendo en¬ 
tão solicitado para meter o suporte 
magnético fonte e o suporte magnético 
destinatário de uma maneira apropria¬ 
da. 

O único problema do Diskcopy é que 
uma pessoa pode meter o suporte 
magnético quer na altura incorrecta 
quer na drive errada. Existem duas 
salvaguardas. 

Primeiro, proteja a disquete fonte 
com aquele adesivo que normalmente 
acompanha as embalagens das disque¬ 
tes. Segundo, mantenha duas cópias 
de segurança, de maneira que só regra¬ 
va a cópia mais velha de cada vez. 

Uma alternativa à cópia do disco intei¬ 
ro é a cópia dos ficheiros que foram 
criados ou dos que foram modificados 
durante a sessão de trabalho. Tanto o 
MS-DOS como o DOS Plus têm co¬ 
mandos que copiam automáticamente 
os ficheiros recém-criados e os que 
foram modificados. Este processo é 
chamado de “cópia de segurança selec- 
tiva". e é conseguido com uma flag' de 
arquivo associada a cada ficheiro. 

E estabelecida uma 'flag' de arquivo 
quando é criado um novo ficheiro ou 
outro é modificado, sendo apagada 
depois deste ter sido copiado ou arqui¬ 
vado. No DOS Plus o utilitário PIP pode 
ser usado para copiar apenas ficheiros 
com a tal ‘flag' de arquivo activada. No 
MS-DOS os programas BACKUP e 
RESTORE fazem a mesma coisa. 

Geralmente, contudo, estes coman¬ 
dos são desnecessários quando só se 
possui disquetes; e são inadequados se 
se possui um disco rígido de grande 
capacidade. Isto porque é mais fácil o 
controle se utilizarmos para as cópias 
de segurança das disquetes o comando 
DISKCOPY; no caso de discos rígidos a 
melhor solução é a compra de um pro¬ 
grama de arquivo especial como o 
FASTBACK ou CLIP. 

Qualquer que seja o usado, é essen¬ 
cial tornar-se numa rotina fazer cópias 
de segurança, o que inclui ainda a colo¬ 
cação de etiquetas e de datas nas 
cópias. Para isto descobrimos que as 
etiquetas das cassetes video, fáceis de 
apagar e de utilizar, são uma grande 
ajuda. 


□ OMNI DATA 

k 7 INFORMÁTICA e computadores 

T. 63523 

COMPUTADORES 

pub omnidata=n"3 

AMSTRAD 

COMMODORE AMIGA 


ZENITH 


PHILIPS 


PERIFÉRICOS 

• CONSUMÍVEIS 

EPSON 

FUJI DISQUETES 

SEYKOSHA 

VERBATIM/DISQUETES 

UCHIDA 

ACCODATA 


S. C. BRASILIA/PORTO 


38 AMSTRAD MAGAZINE 
































PROFISSIONAL 


O MS-DOS não é um 
sistema operativo multi- 
tarefa e, por conseguin¬ 
te, não é capaz de exe¬ 
cutar vários programas 
ao mesmo tempo. Con¬ 
tudo, existe um grande 
número de utilitários 
residentes para os 
AMSTRAD PC. 


SOFTWARE 

RESIDENTE 


SideKick Nain Menu 

F1 Help 
F2 NotePad 
F3 Calculator 
F4 caLendar 
F5 Dialer 
F6 Ascn-table 
F7 Setup 
Esc exit 


- Hex 


- Mea 


Notefile 
Naie: 

Direct 
Paste 
Size: 

Appointae 
Last n 
Nane: APPOINT 

Directory: \ 
Telephone directory 
Nane: PHONE.DIR 

Directory: \ 


T nw 

R C 
N + - 
F5 F6 i I / 
C D [ Modes 
1.56A-|Dec 
Bin 


Nimeric 


= 7 8 9 - 
/ 4 5 b 
112 3 + 
Hex 0 . 


Xor 


C CE 


—nove bar. Select by pressing a highhghted letter, a fu NuntLock ScrollLock 


SideKick, o mais popular dos programas residentes 


E MBORA a potência de cálculo dos 
Amstrad PC seja muito superior à 
das máquinas de calcular de bol¬ 
so, teriamos que recorrer a estas se. ao 
trabalharmos com um processador de 
texto, necessitássemos de realizaruma 
operação matemática (a menos que 
preferíssemos abandonar o tratamento 
de texto para fazer os cálculos). Uma si¬ 
tuação semelhante produzir-se-ia se. 
ao ser utilizada uma folha de cálculo, 
surgisse a necessidade de tomar notas 
sobre um tema qualquer: ou se usa uma 
agenda ou se sai da folha de cálculo, 
entrando no processador de texto para 
tomar as notas e voltando outra vez à 
folha. 

Ora. os programa residentes apare¬ 
ceram precisamente para resolver pro¬ 
blemas deste tipo. Uma vez carregados 
na memória, deixam-se estar à espera 
até que de algum modo (normalmente 
premindo uma determinada sequência 
de teclas) sejam activados. Nesse 
momento o PC suspende qualquer 
outra tarefa que esteja em curso e cede 


o controle ao programa residente. 
Quando este termina a sua actuação 
regressa ao seu esconderijo na memó¬ 
ria e o computador continua com a 
tarefa original, tal como se nada se 
tivesse passado. 

Os primeiros programas residentes 
(spoolers. drivers de impressora e dis¬ 
cos RAM) passavam quase desperce¬ 
bidos uma vez carregados. Mas rapida¬ 
mente chegaram os geradores de 
macros de teclado já mais interactivos 
com o utilizador. E a verdadeira revolu¬ 
ção produziu-se com o lançamento, em 
1984. do programa SideKick. Foi tal o 
seu impacto que começaram a surgir na 
sua esteira todo o tipo de aplicações 
residentes, desde packages de comuni¬ 
cações até corredores ortográficos, 
etc. etc. 

Como funcionam 
os programas residentes? 

Consideram-se residentes todos os 


programas que, uma vez na memória 
do computador, aí permanecem sem 
ser anulados pelos programas que se 
carreguem a seguir. Ou seja, deixam-se 
estar escondidos na memória enquanto 
se executam outros programas, só 
entrando em acção quando são chama¬ 
dos. Por exemplo, o SideKick é activado 
quando se primem as teclas Ctrl e Alt 
simultaneamente, aparecendo uma 
janela com as opções, de modo que o 
utilizador possa seleccionar uma qual¬ 
quer (bloco de notas, calculadora, ca¬ 
lendário/agenda. quadro de caracteres 
ASCII e marcador telefónico). Premindo 
novamente Ctrl e Alt, as janelas abertas 
pelo SideKick desaparecem e volta-se à 
aplicação com que se esteve a trabalhar 
anteriormente. 

Embora não se trate realmente de 
multitarefa. já que ao invocar o progra¬ 
ma residente a aplicação em curso se 
detém, o utilizador recebe quase a 
mesma impressão e. em muitos casos, 
a diferença relativamente a prestações 
é mínima. 

O interrupção 27h do sistema opera¬ 
tivo MS-DOS, denominada Terminate 
butstay resident (finaliza mas permane¬ 
ce residente) é a principal responsável 
do softtware residente. Quando um 
programa provoca esta interrupção, o 
DOS finaliza a execução do mesmo 
mas sem libertar a memória que ocupa¬ 
va. A interrupção 27h utiliza-se carre¬ 
gando no registo DX a deslocação ou 
offset do último byte do bloco a prote¬ 
ger. 

Um método alternativo, algo mais 
sofisticado, está disponível no DOS a 
partir da versão 2.0. Trata-se da função 
Keep , a qual pode ser activada carre¬ 
gando o registo AH com o valor 31 h, AL 
com um código de retorno e DX com um 
número de 'parágrafos'' de 16 bytes a 
proteger, realizando de seguida um in- 
terrupt 21 h. A função Keep oferece as 
vantagens de permitir a protecção de 
mais de 64 K de memória e de entregar 


AMSTRAD MAGAZINE 39 

















































PROFISSIONAL 


System Storage. Map 
(C)Copyright IBM Corp. 1984 


Add ( 

Program 

Parent 

Sg 

Byte s 



Hooked 

Vectors 

(ICCA) 

DOS 

N/A 

2 

3584 





(1E4B) 

SMARTKEY 

DOS 

2 

8144 

16 




( 1DB4 ) 

N/A 

DOS 

1 

2400 

09 




(2049) 

ALARM 

DOS 

2 

848 

1C 

62 



(2080) 

CLICK 

DOS 

2 

400 

09 




(209B) 

DOSEDIT 

DOS 

2 

2032 

21 




(211C) 

NOIMPPT 

DOS 

2 

368 

05 




(2135) 

SK 

DOS 

2 

60800 

08 

09 

13 16 

1C 20 






27 




Free raemory 


3 

327520 






Next comroand load address : 300F 

ROM Version: q 
Machine type: PC I 


Listagem de programas residentes, instalados num PC 1512. Como pode 
observar-se, o SideKick intercepta numerosos vedores de interrupção. 


um valor de retorno na variável do DOS, 
ERRORLEVEL. 

Interrupções 

Conseguir que um programa fique 
residente na memória não basta; é 
necessário um mecanismo que o possa 
activar quando seja preciso. Para se 
conseguir isto pode recorrer-se a outra 
das características do MS-DOS: os 
vectores de interrupção. Quando se 
produz uma interrupção, a CPU executa 
a sua correspondente rotina de trata¬ 
mento da interrupção, que pode estar 
na memória ROM BIOS do computador 
ou ainda na memória RAM. As direc¬ 
ções das rotinas de serviço das inter¬ 
rupções denominam-se vectores de 
interrupção e armazenam-se numa 
tabela situada no início da memória 
RAM do sistema, com o valor de deslo¬ 
cação em primeiro lugar e o do segmen¬ 
to em segundo. Deste modo, quando, 
porexemplo, ocorre uma interrupção 5, 
a CPU procura o quinto lugar da tabela, 
correspondente à posição hexadecimal 
de memória 0000:0014 (5 X 4 = 20 = 
14h), a direcção certa para que deve 
saltar. 

Como os vectores de interrrupção se 
encontram na memória RAM, é possí¬ 
vel trocá-los, fazendo-os apontar a uma 
rotina de serviço de interrupção diferen¬ 
te da original. Esta característica é que 
permite activar os programas residen¬ 
tes, mediante um mecanismo que con¬ 
siste em “apropriar-se" de uma determi¬ 
nada interrupção (normalmente a do 
controle do teclado, a do relógio ou a da 
impressão do ecrã). Vejamos um exem¬ 


plo que nos ajudará a entender melhor 
o procedimento: supúnhamos que 
vamos escrever um programa residen¬ 
te que, ao premir as teclas Alt e C, faça 
aparecer no ecrã uma calculadora. O 
programa colocará como vector da in¬ 
terrupção de teclado a direcção de uma 
rotina própria, encarregada de detectar 
a digitação das teclas referidas. Assim, 
cada vez que se produza uma interrup¬ 
ção de teclado, a rotina comprovará se 
foram premidas as teclas Alt e C e, no 
caso afirmativo, activará o programa 
residente. Se, pelo contrário, não foram 
essas as teclas premidas, devolverá o 
controle à rotina original de serviço da 
interrupção e o programa residente 
continuará na memória à espera de ser 
activado. Este é, em traços gerais, o 
mecanismo utilizado pelo SideKick, 
SmartKey, SuperKey, Turbo Lightening 
e muitos outros programas. 

Um exemplo 

Não vamos desenvolver aqui um 
programa da complexidade de Side¬ 
Kick. Iremos antes explicar, mediante 
um simples exemplo, os fundamentos 
da escrita de um programa residente. A 
sua listagem foi dada em formato válido 
para o conhecido programa assembler 
de domínio público A86, mas torna-se 
muito fácil uma adaptação ao macro 
assembler da Microsoft. Quem não 
possuir estes utilitários poderá recorrer 
à listagem incluída na secção Truques 
PC deste número da AM. 

Dado que este tipo de programas 
ocupa permanentemente um espaço na 
memória, é importante reduzir o seu 


tamanho ao mínimo possível. Com este 
intuito é costume colocarem-se as ins¬ 
truções de inicialização no final do pro¬ 
grama. Deste modo, concluida a insta¬ 
lação, o espaço ocupado pelos códigos 
de inicialização pode ser reutilizado 
pelos programas que venham a ser 
carregados de seguida. A inicialização 
cumpre duas importantes funções: indi¬ 
car ao sistema operativo qual o espaço 
de memória a reservar para o bloco 
principal do programa residente (me¬ 
mória que ficará protegida e não poderá 
ser anulada por outros programas), e 
estabelecer a forma de o activar. 

No nosso exemplo, o bloco de inicia¬ 
lização, situado no final do programa (a 
partir da etiqueta MESS1, embora se 
entre nele pelo SETUP), encarrega-se 
de obter o vector de interrupção 5, 
chamando à função 35h do MS-DOS 
(AH = 35 e AL = 5), e armazena o vector 
de interrupção em OLD-INT5, conver¬ 
tendo o CALL 0000:0000 de OLD-INT5 
num CALL à rotina original de serviço da 
interrupção (a que realiza o copy ou a 
passagem do ecrã para a impressora). 
De seguida comprova se o programa foi 
instalado anteriormente, comparando 
as 16 posições de memória da cadeia 
IDENTIFIC com as 16 posições corres¬ 
pondentes da rotina de serviço da inter¬ 
rupção 5. Se coincidem, o programa 
salta para a direcção EXISTE, imprime 
a mensagem situada em MESS2 (cha¬ 
mando a função 09h do DOS com DX 
contendo a direcção de início da cadeia 
a imprimir) e regressa ao DOS (INT 
20h). Se não coincidem, continua o 
processo de inicialização, imprimindo a 
mensagem de MESS1 e ajustando o 
vectorde interrupção 5 paraque aponte 
para NEW-INT5 (chamada à função 25 
do DOS, com AL = 5 e DX = OFFSET de 
NEW-INT5). Finalmente, carrega-se o 
registo DX com a direcção seguinte à do 
último byte de memória a preservar 
mais um, e chama-se a interrupção 27h 
do MS-DOS (Terminate but stay resi- 
dent). 

Terminada a instalação, fica na 
memória do Amstrad PC o bloco de 
programa compreendido entre a primei¬ 
ra instrução e a mensagem MESS1; o 
resto não está protegido e portanto 
pode ser anulado. Esta secção do pro¬ 
grama encarrega-se de permitir a pas¬ 
sagem do ecrã para a impressora unica¬ 
mente quando se prime a tecla de mai- 
úsculas do lado esquerdo (não funciona 
com a do lado direito) juntamente com a 
marcada como PrtSc. O seu funciona¬ 
mento é muito simples: ao premir qual¬ 
quer das duas teclas de maiúsculas e a 
de PtrSc, gera-se uma interrupção 5; a 
CPU deixa todas as suas ocupações e 
acorre à rotina de serviço da referida 


40 AMSTRAD MAGAZINE 


















JMP SETUP 

;Vai a rotina de instalacao, no -final do programa. 

IDENTIFIC: 

DB '(C) AMSTRAD MAGAZINE' 

;Nova rotina de serviço da interrupção 5. 

ICWJNT5: 

FUSH AX,RX,CX,DX,DI,SI,8P 
MOV AH,02h 

;Preserva os registos no stack. 


INT lBh 

;Verifica se a interrupção 5 foi provocada ao primir a tecla 


TEST AL,02h 

;Shift direita + PrtSc. Se assim for, salta para DO NOTHING. 


JZ DO NOTHING 



PUSHF 

;Se a interrupção 5 tiver sido produzida pela pressão da tecla 

0LD_INT5: 

CALL 0300:0000 

;Shift esquerda + PrtSc, chama-se a antiga rotina de 
jservico da interrupção para preservar o registo flags no stack. 

DOJCTHING: 

POP 8P,SI,DI,DX,CX,BX,AX 

;Recuperam-se os registos no stack e termina a rotina residente 


IRET 

;de serviço da interrupção 5. 



;Mensagens de instalacao. 

MESSl: 

DB NoPrtSc instalado.‘ ,0Dh,0Ah, 'Copia do ecra primindo a tecla Shift direita + PrtSc esta desactivada.', 0Dh , 0Ah , 

MESS2: 

DB NoPrtSc ja instalado.' 

,ODh.0Ah.'1' 



jRotina de instalacao do programa residente. 

SETUP: 

NOV AX,3505h 

INT 21h 

;übtem a direccao original da rotina de serviço da interrupção 5 


MOV [0LDJNT5 + 11,BX 

;guardando-a em 0LDJNT5 + 1, de modo a que a nova rotina de interrupção chame a 


MOV [0LD.INT5 + 3],ES 

;que chame a antiga (a copia do ecra) ao primir a tecla Shift esquerda + PrtSc. 


MOV SI,IDENTIFIC 

;Verifica se ja existe uma copia instalada no programa residente, caso isso se verifi 

que 

LEA DI,IBX - Í0h] 

;Vai para a sub-rotina EXISTE. A comprovacao faz-se comparando a cadeia de 


MOV CX,0010h 

jidentificacao situada na IDENTIFIC com as posicoes de memória equivalentes da 


CLD 

jrotina de serviço da interrupção 5. Se o programa r.ao foi previamente 


REPZ 

;instalado, o conteúdo das ditas dieccoes de memória sera diferente. 


CMPSB 

CMP CX,+00 

JZ EXISTF. 

MOV AH,09h 

;Se nao existir uma copia instalada do programa residente, imprime-se a mensagem 


MOV DXjOFFSET MESSl 

fsituada em MESSl, orienta-se o vector de interrupção 5 para a direccao 


INT 21h 

;NEW_INT5 e termina-se a instalacao com uma chamada a interrupção 27h do 


MOV AX,2505h 

;DOS(Termina mas permanece residente) com o registo DX contendo o numero de 


MOV DX jOFFSET NEW INT5 

INT 2th 

;bytes que ficarao residentes. 


MOV DX,0FFSET MESSl 

INT 27h 


EXISTE: 

MOV DXjDFFSET MESS2 

MOV AH,09h 

INT 21h 

INT 20h 

;Se ja estiver instalada uma copia do programa imprime-se a mensagem armazenada em 
;MESS2 e faz-se o ABORT da instalacao saindo para o DOS (INT 20). 



O programa NOPRTSC.COM listado para o assembler de domínio público A86. 


interrupção, que, tal como previamente 
foi estabelecido no nosso programa, 
começa em NEW-INT5. Esta rotina 
preserva no stack o conteúdo dos regis¬ 
tos AX, BX, CX, DX, Dl, SI e BP, com¬ 
provando de seguida qual das duas 
teclas de maiúsculas foi premida cha¬ 
mada à interrupção 16h do MS-DOS 
com o registo AH a 2). Se se trata da 


direita, salta para DO-NOTHING, en¬ 
quanto que no caso contrário guarda o 
conteúdo do registo de estado ou de 
flags, no stack, e executa um CALL à 
rotina original de serviço da interrupção 
5 (e não à direcção 0000:0000, como 
poderia parecer à primeira vista). A 
seguir a esta chamada o programa 
chega a DO-NOTHING, extrai do stack 


os registos nele depositados anterior¬ 
mente e termina com uma instrução 
IRET (retorno de interrupção), voltando 
a CPU à tarefa que tinha estado a 
realizar antes de ocorrer a interrupção 
5. 



AMSTRAD MAGAZINE 41 











PROFISSIONAL 


0 INTERFACE RS232 

Transferência de ficheiros 


Os PC s da Amstrad comunicam com o exterior através dos 
conectores “Paralell Printer” e “Serial Interface”. Ambos permitem 
a conexão de diversos periféricos ao computador, mas enquanto 
o primeiro se dedica quase exclusivamente 
à impressora, o segundo costuma ser reser¬ 
vado para as comunicações com outros 
computadores. 



A principal diferença entre os inter¬ 
faces paralelo e série radica na 
forma como realizam a transmis¬ 
são de dados. Quando se utiliza a porta 
paralela, a transferência tem lugar de 
byte em byte, ou seja, os oito bits que 
constituem um byte são transmitidos 
simultaneamente. Pelo contrário, a 
comunicação através da porta série 
RS232 realiza-se .de bit em bit. 

A porta paralela, também conhecida 
como interface Centronics, permite aos 
PCs Amstrad manter um monólogo que 
normalmente se dirige à impressora. 
Esta não tem maneira de responder ao 
computador, embora possa indicar-lhe 
que não está preparada para receber 
dados ou que está livre para continuar a 
recebê-los. 

Através da porta série, também cha¬ 
mada RS232, o PC pode, contudo, 
estabelecer autênticos diálogos com 
outros computadores, quer seja pela 
mediação de um modem quer por liga¬ 
ção directa por cabo. Infelizmente, a 
norma RS232 tem sido interpretada 
com demasiada liberdade por alguns 
fabricantes e nem sempre se torna fácil 
conseguiracomunicação entre compu¬ 
tadores. 

O Interface RS232 

A norma RS232 foi concebida para a 
comunicação entre um equipamento 
terminal de dados (DTE) e um equipa¬ 
mento de comunicação de dados 
(DCE). Em principio, ao DTE (computa¬ 
dor) corresponde o papel de destino ou 
de origem dos dados transmitidos, 


enquanto que o DCE (modem) se en¬ 
carrega de estabelecer e manter a 
comunicação, e ainda finalizá-la. O 
equipamento DCE actuaria assim como 
. intermediário entre dois equipamentos 
DTE. 

Esta convenção regula a configura¬ 
ção dos pinos nos conectores (fichas) 
RS232, mas, na realidade, um equipa¬ 
mento DCE pode fazer o mesmo que 
um DTE e vice-versa. Embora os mo¬ 
dems estejam sempre configurados 
como DCE e as impressoras como DTE, 
o caso dos computadores é mais con- 
flictivo já que uns se comportam como 
DTE e outros como DCE. A conexão 
directa por cabo (sem usar modem) de 
dois computadores configurados do 
mesmo modo (por exemplo, dois DTE), 
consegue-se recorrendo àquilo que é 
chamado de “null modem" ("modem 
nulo" na tradução nacional do manual 
dos PCs Amstrad) e que, definitiva¬ 
mente, não é mais do que uma pequena 
astúcia para que ambos os DTE pen¬ 
sem que se encontram ante um DCE. 

Linhas do RS232 

O conector standard RS232 é do tipo 
D de 25 pinos, o incorporado nos PC’s 
da AMSTRAD. Como o seu preço não é 
assim muito barato, alguns computado¬ 
res possuem conectores não standard, 
facto que complica ainda mais a situa¬ 
ção. 

Cada pino do conector é correspondi¬ 
do com uma linha ou sinal do interface 
RS232, mas de todas elas só algumas 
têm verdadeira importância. São as 


seguintes: 

2- TXD (Transmited Data line): é a 
linha pela qual se transmitem os dados 
do equipamento DTE ao DCE. 

3- RXD (Received Data line): linha 
que conduz os dados enviados pelo 
DCE ao DTE. 

4- RTS (Request to Send): informa o 
DCE que o DTE está preparado para lhe 
transmitir dados. 

5- CTS (Clear to Send): é activado 
para indicar ao DTE que o DCE está 
preparado para a recepção. 

6- DSR (Data Set Ready): é o sinal 
que informa o DTE de que o DCE está 
conectado. 

7- GND (Ground): Linha de terra do 
sinal. 

8- DCD (Data Carrier Detect): é utili¬ 
zada pelo DTE para detectar o sinal 
portador do DCE. 

20-DTR (Data Terminal Ready): é a 
linha utilizada pelo DTE para indicar ao 
DCE que está preparado para a recep¬ 
ção dos dados. 

Paridade, bits e velocidade 

A velocidade a que se transferem os 
dados de um computador para o outro 
mede-se em bauds e bits por segundo. 
Nos PC’s Amstrad, como nos outros 
computadores com interface série, as 
velocidades permitidas são 110, 150, 
300, 600, 1200, 2400, 4800 e 9600 
bauds, embora as velocidades utiliza¬ 
das habitualmente sejam as de 300 e 
1200 bauds, já que é difícil chegar aos 
9600 bauds sem que surjam erros de 
transmissão. 


42 AMSTRAD MAGAZINE 









A transferência de dados realiza-se 
em blocos de 8 bits (ou de 7 quando só 
se transmitem caracteres ASCII). O 
tempo que transcorre entre a transfe¬ 
rência de um byte ou bloco de bits e o 
seguinte não é fixo e, portanto, é neces¬ 
sário encontrar uma forma de controlar 
a comunicação. Com esta finalidade, 
antes de cada byte é enviado um bit 
extra, chamado “stop bit”. Esta forma de 
transferência de dados é conhecida 
como comunicação assíncrona e o in¬ 
terface série é assim também denomi¬ 
nado porta de comunicações assíncro¬ 
nas. 

Em certas ocasiões adiciona-se mais 
um bit a cada byte transmitido: o bit de 
paridade. Trata-se de um método de 
detecção de erros segundo o qual o bit 
de paridade se põe a um ou a zero para 
que o número de bits com valor 'um' em 
cada byte seja sempre par. Se o compu¬ 
tador que recebe os dados detecta que, 
incluído o bit de paridade, o número de 
bits com valor 'um' no bloco é impar, 
ficará a saber que se produziu um erro 
durante a transmissão. Também existe 
o procedimento inverso, denominado 
de paridade impar, mas nenhum dos 
dois é normalmente utilizado e reco¬ 
menda-se configurar a porta série com 
paridade nula. 

Handshaking 

Para melhorar a eficácia na transmis¬ 
são de dados entre computadores re- 
corre-se ao handshaking ou protocolo. 
Este conceito entende-se facilmente se 
imaginarmos por um momento uma 
conversação telefónica entre duas 
pessoas, uma das quais fala enquanto 
a outra anota por escrito aquilo que 
escuta. A menos que esta última seja 
capaz de escrever a uma velocidade 
diabólica, de vez em quando terá que 
dizer à outra: “espera aí um momento se 
fazes favor”. Esta mensagem, que não 
faz parte da conversação, é aquilo que 
na gíria informática tem o nome de 
handshaking ou protocolo. 

Quando se utilizam para o handsha¬ 
king as mesmas linhas que para as 
transferências de dados, fala-se então 
de protocolo por software. Contudo, o 
protocolo também se pode realizar atra¬ 
vés de linhas totalmente independen¬ 
tes. Neste caso denomina-se protocolo 
por hardware. Exceptuando TXD, RXD 
e GND, o resto das linhas da porta 
RS232 dedicam-se precisamente a 
isto. 

A flexibilidade (leia-se complexidade) 
do interface RS232 permite várias 
modalidades de protocolo por hard¬ 
ware. Uma das mais comuns utiliza as 
linhas 4 e 5 do RS232. Com um cabo 


“null modem”, o pino 4 (RTS) de um dos 
computadores conecta-se ao pino 5 
(CTS) do outro e vice-versa; desta for¬ 
ma, qualquer dos equipamentos pode 
deter momentaneamente a transmis¬ 
são pondo em estado baixo a linha 4. 

Outra das variantes mais utilizadas 
em handshaking por hardware, trabalha 
com os pinos 6 (DSR) e 20 (DTR), 
embora em certas ocasiões se use o 
pino 8 (DCD) em substituição do 6 ou 
em combinação com ele. 

Em qualquer caso, a diversidade de 
protocolos baseados em hardware e a 
falta de um universalmente aceite torna 
preferível os protocolos por software, 
embora ainda seja importante que as 
voltagens dos pinos 5, 6 e 8 indiquem 
que o outro computador está preparado 
para receber. O cabo null modem pro¬ 
posto no manual do PC 1512 e PC 1640 
consegue-o conectando a saída RTS às 
linhas DSR e DCD do mesmo computa¬ 
dor. 

Supondo que os dois computadores 
que irão comunicar aceitam os protoco¬ 
los habituais, o melhor é experimentar 
primeiro com um cabo null modem stan¬ 
dard, como o da ilustração. No caso de 
não funcionar, pode experimentar-se o 


cabo descrito na página do 
correspondente manual do PC em 
português, ou ainda uma simples 
conexão de três terminais (2-3, 3-2, 7- 
7). 

Handshaking por software 

Como no caso anterior, existe uma 
grande variedade de protocolos por 
software. Todos eles utilizam os códi¬ 
gos ASCII inferiores ao 32. O mais 
difundido é, sem dúvida, XON/XOFF, 
que consiste no envio, por parte do 
computador que actua como receptor, 
de um código para deter a transmissão 
e outro para indicar que pode reiniciar- 
se. O caracter XONé o código ASCI117 
([CTRL] [Q]) e XOFF o código 19 
([CTRL] [S]), embora, como em tantas 
outras facetas das comunicações, nem 
sempre seja assim. 

Uma variante do protocolo XON/ 
XOFF é o ETX/ACK. Neste caso, o 
emissor envia um caracter ETX (End of 
TeXt) a seguir a cada linha, enquanto o 
receptor responde com um caracter 
ACK (ACKnowledge) quando está pre¬ 
parado para receber a linha seguinte. 

Muito mais sofisticado é o protocolo 






AMSTRAD MAGAZINE 43 















PROFISSIONAL 


AiiSDATA V1D EOTEX 
T f TLP em Consórcio 


TRANSDATA/CTT/TI.P 

[fj MAILBOX 

TM LISTA DE 

UTILIZADORES 




ÍB PROJ. AGRI-PMEs 

ÉH ORGANISMOS 

PÚBLICOS/PRIVADOS 


kM EMPRESAS 
':!<] INFORMAÇÃO 
flt] EDUCAÇÃO 
£fc] BOLSA DE VALORES TURISMO 
ÈtJ SEGUROS REGIÕES AUTÓNOMAS 


a» BANCOS 

aa ECONÓMICA 

& FINANCEIRA 



-onsulte a previsão meteorologica para 
■ibado e Domingo. _ Bom fim-de-semana^ 

■colha invalida 


O interface RS232 conjuntamente com um modem permite aos PCs da 
Amstrad aceder ao serviço publico videotex. 


Xmodem, que incorpora um eficaz sis¬ 
tema de verificação de erros. O equipa¬ 
mento emissor divide os dados em blo¬ 
cos de 128 bytes, enviando cada bloco 
com a sua correspondente verificação 
(checksum). O receptor comprova o 
checksum para determinar se o bloco 
foi recebido correctamente ou se. pelo 
contrário, se produziram erros. Neste 
caso pede ao emissor de mande de 
novo os tais 128 bytes. O Xmodem 
utiliza oito bits de dados, um de stop bit 
e nenhum de paridade, sendo provavel¬ 
mente o protocolo que oferece mais 
garantias. 

Transferência de ficheiros 

Um importante número de utilizado¬ 
res do PC AMSTRAD tiveram antes 
algum outro modelo de computador. E, 
portanto, não seria de estranhar que 
desejassem utilizar nos PC’s da 
Amstrad os ficheiros de dados criados 
com a sua máquina antiga. O procedi¬ 
mento mais indicado é transferi-los 
através dos respectivos interfaces 
RS232. 

Supondo que se possa dispor do 
cabo adequado, poderá realizar-se 
esta operação utilizando em cada com¬ 
putador um dos programas de comuni¬ 
cações disponíveis. Não é necessário, 
no entanto, recorrer a este tipo de soft¬ 
ware, já que a maioria dos sistemas 
operativos proporciona meios mais que 
suficientes. 

Nos PCs Amstrad, os parâmetros do 


interface série podem ajustar-se com o 
comando MODE do MS-DOS ou com o 
DEVICE do DOS Plus. Ambos são 
capazes de estabelecer a velocidade, 
paridade, stop bits e número de bits de 
dados. Em princípio poderia parecer 
que DEVICE é mais potente que MODE, 
já que da documentação se pode 
depreender que suporta os protocolos 
XON/XOFF, ETC/ATK e RTS/DTR. 
Contudo, a Digital Research deixou 
estas características sem implementa¬ 


ção. Sendo assim, se não se desejar 
adquirir um programa de comunicações 
terá que se prescindir dos protocolos 
por software, o que, em princípio, não 
terá de resultar em conflito. 

Para receber um ficheiro de dados no 
PC, pode ser usado o COPY do MS- 
DOS ou o PIP do DOS Plus. Em MS- 
DOS o comando é: 

COPY AUX: ficheiro! A. 

Donde ficheiro é o nome do ficheiro 
onde irão parar os dados recebidos. A 
opção /A indica ao sistema operativo 
que deve adicionar um caracter CTRL- 
Z no final do ficheiro. 

No DOS Plus o comando a utilizar 
para a recepção dos dados é: 

PIP ficheiro = AUX:[Ej. 

A opção [E] faz com que o texto 
recibido apareça também no ecrã. 

O processo oposto-a emissão de um 
ficheiro -realiza-se de modo semelhan¬ 
te: no MS-DOS com o comando: 

COPY ficheiro AUX: 

E em DOS Plus com: 

PIP AUX: = ficheiro [E], EOF: 

O EOF adicionado ao final deste 
comando garante que o ficheiro finaliza 
com um CTRL-Z. 

Nos quadros que acompanham este 
artigo analisamos de modo mais prático 
os casos mais frequentes de comunica¬ 
ção dos PCs da Amstrad com outros 



44 AMSTRAD MAGAZINE 





















AMSTRAD PCW, AMSTRAD CPC 464 E CPC 6128 


A transferência de ficheiros de dados do PCW 8256 ou 
8512 para os PC's é bastante simples uma vez que os PCW 
funcionam com o sistema operativo CP/M. O programa 
SETSIO (face 3 das disquetes do PCW) permite ajustar não 
só a velocidade, paridade, stop bits e números de bits de 
dados, mas também o protocolo. SETSIO suporta os proto¬ 
colos XON/XOFF e RTS/CTS. A transferência é realizada 
recorrendo ao comando PIP. 

É claro que, para realizar estas operações, é imprescindí¬ 
vel aquirir antes um interface RS232 para o PCW, já que este 
é vendido sem porta série. 

Tal como o PCW, o CPC 6128 pode funcionar com o 
sistema operativo CP/M, de modo que o procedimento é 
idêntico. Veja-se ainda sobre este assunto o número 2 da 
Amstrad Magazine. 

Quanto ao cabo, tanto o null modem standard como o 
recomendado pela Amstrad dão bons resultados. 



Cabo para conexão PCW-PC 1512/1640. 


2 

3 

4 

5 

6 
8 

O 20 

7 



Interface RS232 Amstrad para os CPC 464 e 6128. 

2 

3 

4 

5 

6 


20 

7 



2 

3 

4 

5 

6 
8 

20 

7 


Cabo null modem standard. 


SINCLAIR QL 

Este peculiar computador tem duas portas série, mas 
ambas utilizam conectores não standard. A porta SER1 está 
configurada como modem (DCE) e a SER2 como terminal 
(DTE). 

Por defeito, a porta SER1 do QL transmite oito bits de 
dados, sem paridade e com dois stop bits, a 1200 bauds. 
Sendo assim, terá que se ajustar o PC a estes parâmetros, o 
que se consegue no MS-DOS com o comando 

MODE COMI : 1200,n,8,2 e no DOS Plus com DEVICE 
COMI [SP=(1200). DAT=8. PAR=NONE.ST=1], 

QL SER2 PC 



Cabo recomendado, se é utilizada a porta SER1 do QL. 


QL SER: 


PC 


2 

3 

4 

5 
s 
1 


O 

O 


o 


o 


TxD 


TxD 

RxD 


RxD 

DTR 


RTS 

CTS 

\ 

v 

CTS 

+12 v 

\ 

DSR 


o 


o 


o 

o 


2 

3 

4 

5 



Conexão entre a porta SER2 do QL e o PC. 


' Para a transmissão de dados propriamente ditos, introduz- 
se no QL 

COPY N mdv1_ficheiro_doc TO SER1 
e no PC 

COPY AUX: ficheiro /A (no caso do MS-DOS) e 
=AUX: [e] em DOS Plus. 

Nas ilustrações é mostrado o cabo, tanto para a porta SER1 
como para a SER2. 


AMSTRAD MAGAZINE 45 




































































PROFISSIONAL 


SPECTRUM +2 


Os pinos da porta série do Spectrum +2 seguem a mesma 
disposição dos do QL. A velocidade de transmissão 
normalizada pela máquina é de 9600 bauds, mas pode ser 
modificada a partir do BASIC, com a instrução: 

FORMAT “p”; velocidade de transmissão. O manual não 
esclarece se o Spectrum +2 utiliza algum tipo de paridade. Tão 
pouco indica o número de stop bits nem se está configurado 
como DTE ou DCE; de maneira que não nos resta mais que 
recorrer ao clássico método de experiência e erro. 

Quanto ao Spectrum 48K, existem para ele numerosos 
interfaces série de variados fabricantes, embora 
provavelmente o mais conhecido seja o que está incluido no 
interface 1. O conector que utiliza não é standard (palavra 
ignorada por Sir Clive Sinclair), embora, felizmente, o seu 
manual esclareça a distribuição das diversas linhas do RS232 
implementadas. 


a 


o 


O 
4 a 


a 

a 


UND 

TxD 

RxD 

DTR 


u 

6 


CTS 


+ 12v 


6 5 4 3 2 1 

CZZ3 E=] dD CZZ3 CZZ? CIZ) 


Disposição dos pinos na porta RS232 do Spectrum +2. 



TEMOS 0 QUE NECESSITA PARA 0 SEU PC/XT/AT: 


— ASSISTÊNCIA TÉCNICA EM HARDWARE 

— ASSISTÊNCIA TÉCNICA EM SOFTWARE 

— Acessórios (discos rígidos, placas, MODEM’s, ...) 

— Periféricos (impressoras, buffers, scanners, ...) 

— Consumíveis (diskettes, papel, ...) 

— Software (Gestão, Vertical, Jogos,...) 

— E tudo o resto (capas, filtros, ...) 



Amstrad 


Hiper Sistemas, Lda. 

Rua de Camões, 706 e 743 — 4000 PORTO 
Telef: (02)49 43 76 — 49 18 43 - Telex: 20145 Hipsis 


46 AMSTRA0 MAGAZINE 

























TRUQUES 


FALHA NA PILHA INTERNA 


Existem pelo menos duas formas em 
que a mensagem: 

FATAL: INTERNAL STACK 

FAILURE, SYSTEM HALTED. 

pode aparecer no momento mais 
inesperado. 

Uma das razões é a seguinte: quando 
o buffer do teclado está cheio, o altifa¬ 
lante produz uns apitos. Supõe-se que, 
de seguida, o utilizador deveria deixar 
de premir mais teclas. Se não o faz 
começa o problema, já que o periodo de 
tempo de cada apitô é maior que o 
tempo de repetição do teclado. Portan¬ 
to, os apitos repetem-se mais rapida¬ 
mente do que podem ser enviados e o 
resultado é um transbordamento de 
uma zona de memória, chamada em 
inglês “stack”, e que poderiamos tradu¬ 
zir por “pilha”. Na ROM V3 (veja as 
mensagens ao ligar o equipamentojfoi 
resolvido este problema reduzindo o 
periodo de tempo de cada apito a um 
tempo menor que o da repetição de uma 
tecla. Também é possível modificar o 


programa KEYBUK.EXE para produzir 
um apito mais curto.Este programa uti- 
liza-se com as ROMs VI e V2, como 
segue: 

A>CPY KEYBUK.EXE KEYB 
A>DEBUG KEYB 
-sl00,1000 74 le<RETURN> 
nnnn : 0906 

nnnn : OABF <-Prima este par de 
números na linha seguinte-> 
-annnn : OABF nop <RETURN> 
nnnn : 0AC0 nop <RETURN> 
nnnn : 0AC1 <RETURN> 

-w 

Writing 0C06 bytes 

-q 

A>RENAME KEYB KEYB.EXE 

Em lugar de “nnnn” aparecerá um 
número em hexadecimal; substitua-o 
nos lugares oportunos. Este número 
pode ser 138Aou qualquer outro, já que 
depende dos programas que tenham 
sido previamente carregados na memó¬ 
ria. O novo programa KEYB.EXE pode 
ser incluido na cópia de trabalho da 


disquete do MS-DOS e no 
AUTOEXEC.BAT para que se carregue 
automaticamente ao arrancar o sistema 
operativo. 

O segundo problema está menos 
definido. Como comentávamos anteri¬ 
ormente, o MS-DOS tem uma área de 
“stack' (a pilha) que se utiliza para inter¬ 
rupções de hardware, para o coproces- 
sador matemático 8087 e para a recu¬ 
peração de erros de divisão por zero. 
Vários fornecedores de software cha¬ 
maram-nos à atenção disto porque 
consideram que a Microsoft não deixou 
espaço suficiente para esta pilha inter¬ 
na na versão 3.2 do MS-DOS.Pode 
reservar-se mais espaço utilizando o 
parâmetro (não documentado) STACK 
em CONFIG.SYS. 

A sintaxe desta instrução é: 

STACK=n,s; 

onde “n” é o número de zona e “s" é 
o tamanho de cada zona. “n”, por defei¬ 
to, tem o valor de 9, e pode estar 
compreendido entre 8 e 64. “s”, por 
defeito, é 128 e pode estar entre 32 e 
512. 


DEFINIR TECLAS DE FUNÇÃO 


O sistema operativo MS-DOS permi¬ 
te-nos, através da sua potente lingua¬ 
gem de comandos e do controlador 
ANSI.SYS, definir qualquer tecla como 
uma sequência alfanumérica. Para isto 
basta incluir no nosso ficheiro 
CONFIG.SYS a linha device = 
ANSY.SYS e, além disso, digitar os dois 
ficheiros .BAT seguintes. O formato da 
instrução é FTECL n[/e]<lista>. 

O número n está, entre 1 e 10, e o 
parâmetro opcional /e serve para indi¬ 
car que a execução da instrução será 
imediata. Se queremos que, ao premir a 
tecla F7, por exemplo, apareça a direc- 
toria, bastará escrever FTECL 7/e dir. 

Se não escrevermos /e a linha mos¬ 
trará dir, mas poderemos completar a 
linha ao nosso gosto antes de a execu¬ 
tar. Esperemos que os ficheiros sirvam, 
para além da sua utilidade, como uma 
amostra de algumas das possibilidades 
dos ficheiros^ATCH. 


REM FTECL1.BAT 

SER FTECL. BAT 

echo off 

echo otf 

shift 

set antprmpt=7j)rompt7. 
orompt 

: cnave 

set tecla=7.i 

if 7.teda'/.==7.0 goto encontrado 

set cod=32 

shift 

if not >2=1 e çoto salta 

shift 

set cod=i3 

if not X0==i1 çoto chave 

echo Nac vaiioa; a tecla deve estar entre 1 e 13 

shift 

goto hecho 

:sal ta 

set cadei a=‘ã 7.3 7.4 7.5 16 11 18 19 

:encontrado 

rem o codiço deve estar em ‘/.l 
profspt $ei0;7.í;"Zcadeia7.";Xcod7.p 
echo on 

echo off 
:hecho 

rem eliminar as v nr laveis definidas 
set cod= 
set tecia= 

set cadeia= 
prompt 7.antprmpt7. 

Steel i 1 59 2 63 3 61 4 62 5 63 6 64 7 65 B 66 9 67 10 68 11 

set antormpt= 



AMSTRAD MAGAZINE 47 












TRUQUES 


BUSCA DE FICHEIROS 
EM DISCO RÍGIDO 


C: \>chkdsk /v 1 find ".DOC 11 

C 

\DB3\CONTENTS.DOC 

C 

\MACE\HELP.DOC 

C 

\MIRROR\ADDSA 1. DOC 

C 

\MIRROR\ADM3A.DOC 

C 

\MIRROR\ANSI.DOC 

C 

\MIRR0R\D2 10.DOC 

C 

\MIRR0R\IBM3101.DOC 

C 

\MIRROR\PRESTEL.DOC 

C 

\MIRR0R\TI940. DOC 

C 

\MIRR0RNTV912920.DOC 

C 

\MIRROR\TV925.DOC 

C 

\MIRR0R\VIP7200. DOC 

C 

\MIRR0RWT100.DOC 

C 

\MIRRORWT52.DOC 

C 

\SIDEKICK\DI AL. DOC 

C 

\SKETCH\README.DOC 

C 

\TOOLS\PINCH.DOC 

O 

/ 

V 



Como saberão todos os 
utilizadores dos PC's 
AMSTRAD que tenham lido 
os manuais do seu computa¬ 
dor, o comando externo 
FIND do MS-DOS utiliza-se 
para procurar uma cadeia de 
caracteres em um ou vários 
ficheiros. Mas em combina¬ 
ção com CHKDSK também 
se pode utilizar para encon¬ 
trar a trajectória de acesso a 
um ficheiro. 

Ocorre com frequência, 
ao trabalhar com discos rígi¬ 
dos de média ou grande ca¬ 
pacidade, que uma pessoa 
não se consigua lembrar em 
que subdirectoria está o fi¬ 
cheiro a que pretende ace¬ 
der. No mercado existem 
vários programas que ofere¬ 
cem uma opção de busca de 
ficheiros, mas se não dispu¬ 
sermos de nenhum deles é 
possível conseguir resulta¬ 
dos semelhantes utilizando 
unicamente o MS-DOS. 

O método consiste em 
aproveitar as possibilidades 


de redireccionamento da 
entrada e saída e de canali¬ 
zação de um programa para 
outro. O comando CHKDSK/ 
v faz sair uma listagem 
exaustiva dos ficheiros ar¬ 
mazenados em disco, inclu¬ 
indo a trajectória de acesso a 
cada um deles desde a direc- 
toria raiz. Se esta saída é 
utilizada como entrada do 
programa FIND (utilizando a 
barra |), poder-se-á então 
localizar qualquer ficheiro. 
Por exemplo, para encontrar 
todos os ficheiros '.DOC 
podemos escrever a instru¬ 
ção CHKDSK /v | FIND 
“.DOC”. É importante que o 
texto entre aspas seja escrito 
em maiúsculas, já que no 
MS-DOS os nomes dos fi¬ 
cheiros e das subdirectorias 
nunca contêm caracteres 
em minúsculas. Se, por 
exemplo, digitássemos 
CHKDSK /V | FIND ”.doc” 
não obteríamos qualquer re¬ 
sultado. 


COPY A ESQUERDA 


NNOPRTSC.COM 

A 

JMP 

103 

IRET 

MOV 

DX,0102 

MOV 

AX,2505 

INT 

21 

MOV 

DX,0103 

INT 

27 

RCX 


13 


W 


Q 



No último número da 
Amstrad Magazine (página 
50) publicámos uma peque¬ 
na listagem nesta mesma 
secção (Truques PC) cuja 
finalidade era desactivar o 
bloqueio do ecrã através das 
teclas Shifte PRTSC. Agora, 
para além de sanar um pe¬ 


queno erro, oferecemos uma 
rotina melhorada. 

Vamos por partes: na lis¬ 
tagem publicada no número 
anterior, a instrução MOV 
DX,03 deveria substituir-se 
por MOV DX,103, deixando- 
se o programa tal como está 
na listagem 1. 

Por outro lado, os que 
optarem por não eliminar 
completamente a possibili¬ 
dade de obter ‘copys’ de 


NNOPRTSC.COM 

RCX 

00E9 

A 

JMP 


PUSH 

PUSH 

PUSH 

PUSH 

PUSH 

PUSH 

PUSH 

MOV 

INT 

TEST 

JZ 

PUSHF 

CALL 

POP 

POP 

POP 

POP 

POP 

POP 

POP 

IRET 


01AF 

'AMS T RAD MAGAZINE' 
AX 
BX 
CX 
DX 
Dl 
SI 
BP 

AH, 02 
16 

AL, 02 
0128 


MOV 

INT 

MOV 

MOV 

MOV 

LEA 

MOV 

REPZ 

CMPSB 

CMP 

JZ 

MOV 


Shift direita + PrtSc esta desartivada.' 
0D,0A, 

PrtSc ja instalado.',0D,0A,'$' 

AX,3505 
21 

C01243,BX 
[01263, ES 
51,0103 
Dl,[BX-103 
CX,0010 


AH, 09 


PrtSc instalado.',0D,0A 
'»»»> A copia do ecra prinindo a tecla" 


MOV DX,0130 
21 

AX,2505 
DX.0113 
21 

DX,0130 
27 

DX.0197 
AH,09 
21 


INT 

MOV 

MOV 

INT 

MOV 

INT 

MOV 

MOV 


ecrã, podem preferir o pro¬ 
grama da listagem 2, o qual 
impede o bloqueio do ecrã 
quando se prime a tecla de 
maiúsculas do lado direito, 
mas que o permite com a do 
lado esquerdo. 

Deste modo, se as teclas 
de maiúsculas do lado direito 
e PRTSC forem premidas 
acidentalmente, o que se 
torna fácil dada a sua proxi¬ 
midade, não ocorrerá abso¬ 
lutamente nada. Se, pelo 
contrário, desejarmos obter 
umacópiaimpressadoecrã, 
podemos consegui-la pre¬ 
mindo simultâneamente a 
tecla das maiúsculas es¬ 
querda e PRTSC, cuja sepa¬ 
ração no teclado impede 
uma utilização acidental. 

Ambas as listagens são 
oferecidas em formato válido 
para uso com o programa 
DEBUG, do DOS, na forma 
já habitual nesta secção: 
copiem a listagem com um 
editor que gere ficheiros 
ASCII (RPED ou EDLIN por 
exemplo) e gravem-no com o 
nome de NOPRTSC.DEB. 
Activem o DEBUG com a 
sequência DEBUG 

<NOPRTSC.DEB. 


48 AMSTRAD MAGAZINE 
















BASIC 2 SEM BUGSIIIIII 


Nenhum programa de computador 
está completamente livre de bugs e o 
Basic 2 da Locomotive Software não é 
umaexcepção. Aversão 1.12 (o núme¬ 
ro da versão comprova-se iniciando o 
BASIC2, escolhendo o menu '‘BASIC2" 
e seleccionando a opção “About 
BASIC2..." tem dois bugs de certa im¬ 
portância que convem referir. O primei¬ 
ro deles afecta as operações aritméti¬ 
cas da forma a’b + c*d. Se a é um 
número inteiro negativo e b é zero, ou 
vice-versa, o valor da expressão com¬ 
pleta deveria ser logicamente c*d. No 
entanto, basta experimentar algumas 
vezes para dar-se conta que o BASIC 2 
nem sempre diz o mesmo. 

Por exemplo, se introduzimos na 
janela de diálogo 
? - 1*0 + 0 . 2 * 0.5 
a resposta é 0 em vez de 0.1. E não 
se trata de nenhuma forma peculiar de 
arredondamento da operação pois se 
experimentarmos 
-1*0+-.5*10 

obteremos em resposta “Sintax 
Error”, ou algo ainda mais extravagan¬ 
te. 

O outro bug referido produz-se oca¬ 
sionalmente quando se aplica a função 
UPPER$ ou LOWER$ numa cadeia 
constante. 

O programa PATCH.BAS, cuja lista¬ 
gem fornecemos, modifica o ficheiro 
BASIC2.APP, resolvendo ambos os Listagem do programa PATCH.BAS, que corrige os bugs da versão 1.12 do 

bugs. Para utilizá-lo é aconselhável BASIC 2. 


PROGRAMA PARA C0RRI6IR 0S BUGS D0 BASIC 2 VERSA0 1.12 

p$ =,, a: \basic2. “ : Kü?* Path e nome do ficheiro 

REPEh T :READ c$:F0R i=l T0 LEN(cí) 
s-(s+ASC(c$(i>))*2:s-(s+s\1080)MOD 1000 
NEXT:UNTIL c$"e":IF s<>682 THEN ST0P 
REST0RE:REC0RD b;a [0 T0 1271UBYTE 
REPEAT:READ c t 

IF cl="o" THEN READ físOPEN #9 QLD RAND0M p$+f$ 

IF c$= ,, c M THEN CL0SE 

IF c$="g“ THEN READ r:GET #9,r* AT r 

IF c$=“p" THEN PUT #9,r$ 

IF c*=V THEN READ F,1:F0R o=f TO 1:READ r$.b.atol:NEXT 
UNTIL c$=V 

DATA c,o,app,g,l,x,18,19,13,175,p 

DATA g,310,x,85,86,64,4,p 

DATA g,319,x,23,28,232,198,250,233,73,251,p 

DATA g,324,x,73,73,65,x,75,78.84,2,137,4 

DATA x,27,90,138,236,50,232,x,92,92,196 

DATA x,94,97,3,233,19,7,x,99,103,30,7,233,92,110 

DATA x,105,116,247,229,93,137,84 

DATA 2,247,218,112,14,127,20 

DATA x,120,120,212,x,122,127,216,133,218,0,235,202,p 

DATA g,325,x,1,13,11,192,117,4,11,201 

DATA 120,196,247,218,232,188,255 

DATA x,6i,61,171,x,87,87,147,p,c,e 

'CHECKSUH D0 BASIC 2 VERSA0 1.12b 

p$="a;\basic2.°: REM Path e nome do ficheiro 

f$="app*:S0SUB check:IF s<>&28e0d839 THEN ST0P 
?" CORRECTO" :END 

LABEL check 

CLOSEsOPEN #9 OlD RAND0M p$+fí 
RECORD w;a[0 TO 633UWORD:s=0 
WHILE N0T EOF(#9): SET #9,r$:F0R i=0 T0 63 
s= (s+r$.w.aii ] ) *2: s= ;:+s\&3fff0000) M0D &3fff 0200 
NEXT nposition #9,NEXT:WENDíCLDSE 
RETURN 





A versão 1.12 do BASIC2 produz resultados erróneos em algumas 
operações aritméticas do tipo a'b + c*d. 


copiar para uma disquete virgem os 
ficheiros BASIC2.APP e BASIC2.RSC, 
deixando os originais bem guardados. 
Depois de digitar e comprovar o progra¬ 
ma, insere-se na drive A a disquete que 
contem no seu directório base as cópias 
dos dois ficheiros de BASIC2, e execu- 
ta-se o programa. Se tudo funcionou 
correctamente, na janela de resultados 
aparecerá a palavra CORRECTO. Em 
caso contrário terá que se rever o pro¬ 
grama e repetir todo o processo. 

Terminada a execução do programa, 
a disquete conterá agora uma versão 
corrigida do BASIC2, ainda que a opção 
“About BASIC2” não indique qualquer 
mudança. Os perfeccionistas que 
queiram modificar o número da versão 
substituindo-o pelo 1.12B (é assim que 
a Locomotive denomina o Basic2 1.12 
em que se realizaram estas correcções) 
podem fazê-lo recorrendo ao programa 
do DOS DEBUG e trabalhando, como 
de costume, com as cópias dos dois 




AMSTRAD MAGAZINE 49 









TRUQUES 


ficheiros do BASIC2. A sequência de 
comandos a introduzir é a seguinte: 

C> DEBUG A:BASIC2.RSC 

-E 07CE 'B' 

-W 

-Q 

Nota: o símbolo [ que aparece na 
listagem em BASIC obtem-se premindo 
a tecla ALT ao mesmo tempo que, no 
teclado numérico se digita a sequencia 
123, enquanto que o símbolo ] se obtem 
do mesmo modo, mas digitando 125. 


C>DEBUG 

A:BASIC2.RSC 

-E 07CE 

’ B’ 

-V 


Writing 

3072 bytes 

-Q 


C> 



Mudando o número da versão com 
DEBUG 



Depois de realizar as modificações indicadas, os resultados dessas 
mesmas operações são correctos e o número da versão passa a ser 1.1B. 


MAIS POSSIBILIDADES DO COMANDO PROMPT 


A sucessão de comandos que apre¬ 
sentamos destina-se a conseguir um 
Prompt do sistema que mostre na linha 
superior do ecrã a mensagem 
“AMSTRAD MAGAZINE", o dia, a hora 
e o subdirectório em que nos encontra¬ 
mos. 

Para que o PC 1512 reconheça o 
novo Prompt, o controlador ANSI.SYS 
deve carregar-se no ficheiro 
CONFIG.SYS mediante a instrução 
DEVICE=ANSI.SYS 
Na listagem, que corresponde ao fi¬ 
cheiro AUTOEXEC.BAT de um PC 
1512, aparece o comando PROMPT 
com os parâmetros que devem introdu¬ 
zir-se para conseguir o novo indicador 
do sistema. 


AMSTRAD MAGAZINE Sat 16-07-198B 14:36: C:\ORG 

Odir/w 


Volume in drive C is AMSTRAD_MA6 
Di rectory o-f C:\GRG 






RUNALC 

EXE 

ALACARTE 

DAT 

ALACARTE 

HLP 

ALACARTE 

IDX 

ALACARTE 

MCX 

ALACARTE 

MSG 

ALACARTE 

USR 

ADDRESS 

CRD 

CARDFILE 

CRD 

HISTORY 

CRD 

HISTDRY 

LST 

1988 

DRY 

ATEMPL 

DOC 

BTEMPL 

DÜC 

CTEMPL 

DÜC 

LETTER 

DOC 

MEMQ 

DOC 

ORDER 

DOC 

WOW 

DOC 

LEOOOOOl 

DOC 

OOOOOO19 

DOC 

00000020 

DOC 

ASCI 17 

PDF 

ASCI 18 

PDF 

DIABLÜ 

PDF 

EPSON 

PDF 

IBM 

PDF 

QUME 

PDF 


30 File(s) 45824 bytes -free 


C> 


O prompt do sistema mantem na linha superior do ecrã o dia, hora, 
directório e a mensagem AMSTRAD MAGAZINE 


echo off 

path c: \msdos; c: \tool s,c:\ 

KEYBUK 

MOUSE 

SRAPHICS /R 

prompt íeCsíeC1;lHíeCKÍeCZ;42mAMSTRAD MAGAZINE $d ítíhíhíhíhíhíh íp^eCBmíeCu 


Ficheiro AUTOEXEC.BAT com o comando PROMPT que consegue o novo indicador do sistema. 


50 AMSTRAD MAGAZINE 

















































GRAPHICS E GRAPHICS /R 


Cópia obtida com o 
comando GRAPHICS /F. 


O programa GRAPHICS do MS-DOS permite obter reproduções de 
ecrãns gráficos na impressora. Geralmente, inciui-se no ficheiro 
AUTOEXEC.BAT e sem ele apenas é possível conseguir cópias de 
ecrã em modo texto. Trata-se de um programa residente, que uma vez 
executado permanece na memória do PC e se activa sempre que se 
carregue nas teclas SHIFT e PRTSC simultâneamente. 

Nas impressoras normais, quer dizer, monocromáticas, as cores re¬ 
produzem-se segundo uma escala de 16 tonalidades de cinzento. 
GRAPHICS conta com uma série de opções que optimizam a sua 
utilização. Entre elas destacam-se as seguintes: 




GRAPHICS /R: Inverte a gama de tonalidades de cinzento, 
imprimindo-as tal como aparecem no ecrã: uma tonalidade mais escura 
para o negro e mais clara para o branco. Se não se activa esta opção a 
imagem imprime-se exactamente ao contrário, com o negro da 
impressora correspondendo ao branco do ecrã. 

GRAPHICS /F: Imprime os ecrãns longitudinalmente, rodando a 
imagem 90 graus. Este comando não afecta os ecrãns em modo 640 x 
200 pixels, que se imprimem sempre longitudinalmente, com ou sem /F. 


Cópia obtida com a opção /R activada. 


r 


v 


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AMSTRAD MAGAZINE 51 































JOGOS 


PP^ 


auifeij-i-i 


W 


I 




!L. C •*' 


Ti 


2 

* ** 

4 

* ^ 

G 

3 

* ♦ ♦ 

J 

+ 4» 




V 

■*- * _ 



STRIP 

POKER 

Os aficionados dos naipes 
passarão bons momentos 
frente ao seu PC 1512 com 
este programa da U.S. Gold. 
Baseado num jogo de car¬ 
tas tão conhecido como o 
poker, conta com o alician¬ 
te adicional de enfrentar¬ 
mos duas atraentes adver¬ 
sárias. 


O strip poker como jogo de compu¬ 
tador não é propriamente uma 
ideia recente. Praticamente todos 
os computadores dispõem pelo menos 
de um programa deste tipo e os compa¬ 
tíveis PC não terão menos. Este progra¬ 
ma é uma adaptação para PC de um 
conhecido jogo de que existem versões 
para o Apple II e Commodore 64, entre 
outros, e que tem já alguns anos em 
cima. 

O jogo começa com a escolha de 
uma das duas oponentes possíveis, 
Suzi ou Melissa, duas lindas raparigas 
que se irão despojando da roupa à 
medida que formos ganhando a partida. 
A modalidade de poker praticada é a 
clássica de cinco cartas, geralmente 
chamada draw poker, e o computador 
actua como árbitro, oferecendo-nos 
uma série de opções (apostar, descar¬ 
tar-se, passar, etc.), que se seleccio- 
nam com duas das teclas de cursor e a 
barra de espaços. 

Tanto Suzi como Melissa praticam 
um poker bastante conservador, sem 
arriscar nem fazer demasiado “bluff”. O 
seu jogo é de nível médio, ainda que em 
alguns momentos, em especial durante 
a primeira aposta, dê a impressão que 
conseguem ver-nos as cartas. 

Infelizmente os gráficos, principal 
aliciante do programa, deixam algo a 
desejar, já que estão realizados apenas 
em duas cores, sem utilizar o modo 
especial de alta resolução do Amstrad 


Suzi começa a passar apuros 


PC 1512. De qualquer forma, as ima¬ 
gens que representam Suzi têm uma 
qualidade aceitável, mas não as de 
Melissa, à qual não hesitaríamos em 
recomendar uma visita ao cirurgião 
plástico e um regime de emagrecimen¬ 
to. 

O programa inclui uma pequena nota 
com instruções de execução em inglês, 



Escolhemos a adversária 



a qual nos adverte que requere um 
mínimo de 128 Kb de memória, uma 
unidade de disquete de dupla face e 
uma carta compatível CGA, condições 
todas elas largamente satisfeitas pelo 
PC 1512. Também indica que é neces¬ 
sário carregá-lo a partir do GW Basic, 
um conhecido interpretador de BASIC 
para compatíveis PC. Mas, por sorte, 
descobrimos que a disquete original 
contém duas versões idênticas do jogo, 
chamadas respectivamente 

POKER.BAS e POKER.EXE. A primei¬ 
ra, como indica a sua extensão .BAS, 
necessita efectivamente do GW Basic 
da Microsoft, enquanto que a segunda 
pode executar-se directamente a partir 
do sistema operativo, sem nenhum 
software adicional. Mesmo assim, reco¬ 
mendamos, a quem possua o GW 
Basic, que o utilizem, pois a versão 
POKER.EXE resulta demasiado rápida 
no Amstrad e quase não dá tempo a ler 
os comentários das nossas adversᬠ
rias. 



O MELHOR: Um bom 

jogo de poker. 


O PIOR: Gráficos em 
duas cores sem 
utilizar o modo 
especial do PC 1512. 



52 AMSTRAD MAGAZINE 













































































































TRUQUES 


C 

P 

C 


k k k k ★ k k k 
k k k k k k k k 

EXECUÇÃO 
AUTOMÁTICA 
DE PROGRAMAS 
EM BASIC 


É possível preparar uma 
disquete de tal maneira que, 
quando carregue o CP/M, 
execute automaticamente o 
programa em BASIC que se 
desejar. O método é o se¬ 
guinte: 

Inicialize uma disquete vir¬ 
gem e copie para ela, da 
disquete de CP/M, os pro¬ 
gramas J14SCPM3.EMS, 
BASIC.COM e 

SUBMIT.COM. Para não 
fazer confusão vamos expli¬ 
car-lhe passo a passo. 

Arranque o computador a 
partir do CP/M e coloque 
uma cópia do disco original 
na unidade A. Digite 
PIP [RETURN]. 
(Observará que aparece 
um asterisco...) 

M: = J14SCPM3.EMS 
M: = SUBMIT.COM 
M: = BASIC.COM 
(Coloque a disquete em 
que tenha gravado o progra¬ 


ma em BASIC, e substitua 
“NOME" pelo nome do seu 
programa.) 

M: = NOME.BAS 

Troque de novo este disco 
pelo anterior (o que irá arran¬ 
car automaticamente) e digi¬ 
te: 

A: = M:V 

[RETURN] 

Agora está de novo no A>. 
Em seguida, utilizando o edi¬ 
tor de texto RPED, crie um 
ficheiro PROFILE.SUB que 
contenha a seguinte linha 
(da mesma forma “NOME” 
será o nome do seu progra¬ 
ma): 

M: = BASIC NOME 

(Agora reinicialize o com¬ 
putador carregando 

[MAYS] + [EXTRA] + 
[SAL] e insira esta disquete, 
e o seu programa BASIC se¬ 
rá executado imediatamen¬ 
te. 


k k k k k k k k 
k k k k k k k k 


- Jà - 

LETRA CURSIVA 

Trata-se de uma rotina em código máquina que imprime 
qualquer texto em letra cursiva, na janela de texto que for 
por nós indicada e na posição de cursor que desejemos. 
Uma vez carregado o código, a sintaxe de chamada é: 
CALL &A000, janela,coord-x,coord-y,texto$ 
onde janela representa o número da janela (de 0 a 7), 
coord-x e coord-y são as coordenadas do cursor de 
texto relativas à janela escolhida e nas quais será im¬ 
presso o texto e texto$ é uma variável que contém o 
texto a imprimir. 


2 ’ * LETRA ITALICA * 

3 ' * AMSTRAD MAGAZINE 1988 * 

5 ’ 

10 MEMORY &9FFF 

20 FOR I=&AOOO TO &A078 

30 READ A$:W=VAL <”&”+A$) 

40 S=S+V:POKE I, V: NEXT 
50 IF SO14096 THEN PRINT” 

ERRO NA DATA":END 
60 CLS: PRINT” OK!” 

70 A$=”ESTOU A GRAVAR O CODIGO” 

80 CALL &A000,0 , 1,2,@A$ 

90 SAVE ”ITALICA”,B,&A000,&79 
100 DATA FE, 04, CO, DD,7E,06,CD,B4 
110 DATA BB,DD,6E,02,DD,66,04,CD 
120 DATA 75, BB, DD,6E,00,DD,66,01 
130 DATA 46,23,5E,23,56,EB,7E,C5 
140 DATA E5,32,37,AO,CD,32,AO, El 
150 DATA Cl,23,3E,FF,CD,5A,BB,10 
160 DATA ED,C9,CD,06,B9,F5,3E,00 
170 DATA CD, A5,BB,DD,21,71,AO,06 
180 DATA 02,7E,CB,3F,DD,77,00,23 
190 DATA DD, 23,10, F5,06,03,7E,DD 
200 DATA 77,00,23,DD,23,10,F7,06 
210 DATA 03,7E,CB,27,DD,77,00,23 
220 DATA DD,23,10,F5, F1 ,CD,OC,B9 
230 DATA 3E, FF,21,71, AO,CD,A8,BB 
240 DATA C9,00,00,00,00,00,00,00 
250 DATA 00 






AMSTRAD MAGAZINE 53 



















TRUQUES 


ECRÃ ESFÉRICO 


Este pequeno programa realiza uns 
efeitos muito curiosos sobre um ecrã, 
deformando-o até ficar como uma esfe¬ 
ra, como um cone ou como uma onda si- 
nusoidal horizontal ou vertical. Modifi¬ 
cando a linha 210 podemos mudar o 
nome do ecrã a que iremos aplicar o 
programa. Como podem ver pelas fo¬ 
tos, utilizámos este programa com o 
ecrã do popular jogo chamado GOODY, 
com os impressionantes resultados que 
se podem ver. 

O programa, tal como está, funciona 
com os CPC 6128 e 464. Para que 
funcione nos AMSTRAD CPC 464 é ne¬ 
cessário mudar todos os POKE 
&b7C6,192 por POKE &B1CB,192, e 
mudar ainda todos os POKE &B7C6.64 
por POKE &B1CB.64. 

Ecrã do Goody utilizado par testar este truque 




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54 AMSTRAD MAGAZINE 


















10 ’ - 

20 ’ ECRA ESFERICO 

30 ’ AMSTRAD MAGAZINE 1988 

40 ’ - 

50 ’ SE PRIMIR ESC E O CURSOR NAO APAREC 
ER, PRIMA F0 

60 KEY 0,”POKE &B7C6,192:CALL &BC02:PEN 
1:PAPER 0”+CHRS < 13) :MODE 2 
70 PRINT”QUAL O EFEITO PRETENDIDO?”:PRIN 
T:PRINT 

80 PRINT”1) ONDA HORIZONTAL”:PRINT”2) ON 
A VERTICAL” 

90 PRINT”3) ESFERA”:PR INT”4) CONE”:PRINT 
;INPUT TIPO 

100 IF TIPO<1 OR TIPO>4 THEN 60 

110 ’ INICIA AS CORES E CARREGA O SCREEN 

120 ’ ESTA PARTE TEM DE SER ALTERADA 


130 ’ EM FUNCAO DO SCREEN QUE SE CARREGA 
. TODAS AS 

140 ’ ROTINAS ESTÃO ESCRITAS PARA ECRAS 
EM MODO 0, POREM PODEM ALTERAR-SE 
150 ' FACILMENTE PARA QUALQUER DOS 
160 ’ OUTROS MODOS, 

170 BORDER 0:MODE 0;RESTORE 190 
180 FOR F=0 TO 15:READ A:INK F,A:NEXT F 
190 DATA 0,2,26,16,24,8,18,11,7,10,3,6,1 
5,13,20,14 

200 ' CARREGAMENTO DO SCREEN NA DIRECCAO 
&4000 

210 MEMORY &3FFF:LOAD”SCREEN”,&4000 
220 ON TIPO GOTO 230,300,370,490 
230 ’ ONDA HORIZONTAL 

240 DEG:S=180:FOR F=0 TO 636 STEP 4:S=S+ 
2.25 

250 FOR G=0 TO 398 STEP 2:POKE &B7C6,64: 
T=TEST<F,G) 

260 POKE &B7C6,192:PLOT F,G+(100*SIN<S>) 

,T:NEXT G,F 

270 IF INKEY <60)=0 THEN SAVE”ONDA-H”,B,4 

9152,16384:END 

280 SOUND 1,50,2:GOTO 270 

290 ’ 

300 ’ ONDA VERTICAL 

310 DEG:FOR F=0 TO 638 STEP 4:S=0:FOR G= 
0 TO 398 STEP 2 

320 POKE &B7C6,64:T=TEST<F,G):POKE &B7C6 
, 192 

330 PLOT F+100*SIN<S),G,T:S=S+2.7:NEXT G 
> F 

340 IF INKEY <60)=0 THEN SAVE”ONDA-V”,B,4 

9152,16384:END 

350 SOUND 1,50,2:GOTO 340 

360 ’ 

370 ’ ESFERA 
380 DEG 

390 X=160:Y=0:'ALTERANDO O X A ESFERA MU 
DA A SUA CONFIGURACAO 

400 FOR F=90 TO 270 STEP 2.25:Y=0:FOR G= 
180 TO 360 STEP 1.111 

410 POKE &B7C6,64:T=TEST<X,Y) : POKE &B7C6 
,192:RX=180*SIN<F> 

420 PLOT 320+RX*SIN(G>,200+180*COS<G>,T 
430 DRAVR 0,4,T:DRAWR 4,0,T:DRAVR 0.-4.T 
:Y=Y+2:NEXT G 

440 X=X+4;IF X>636 THEN X=X-636 
450 NEXT F 

460 IF INKEY(60>=0 THEN SAVE”ESFERA”,B,4 

9152,16384:END 

470 SOUND 1,50,2:GOTO 460 

480 ’ 

490 ’ CONE 

500 DEG:RA=2:FOR F=40 TO 540 STEP 4:G=0 
510 FOR R=0 TO 359 STEP 1.8:POKE &B7C6,6 
4:T=TEST <F,G) 

520 POKE &B7C6,192:PLOT F+RA*SIN <R),200 + 
<RA*2.5)*COS(R),T 

530 DRAVR 0,-4,T:DRAVR 4,0,T:DRAVR 0.4.T 

:G=G+2:NEXT R 

540 RA=RA+0. 5:NEXT F 

550 IF INKEY(60)=0 THEN SAVE”CONE”,B,491 
52,16384:END 

560 SOUND 1,50,2:GOTO 550 


AMSTRAD MAGAZINE 55 














TRUQUES 


A^AA^A A^A A^A A^A, A^A A^A âttàtàâ^â 


ROTINA FILL EM BASIC 


LOUCURA 

Utilizando duas vezes consecutivas a chamada CALL & 
BB13, parecerá que o monitor ficou completamente louco. 
Utilize-se com cuidado, porque se as moscas... 


10 REM ****LOUCURA-CPC 464*** 

20 REM * AMSTRAD MAGAZINE * 

30 REM * JULHO/1988 * 

40 REM ********************** 

50 REM 
60 CLS 

70 CALL &BB13 
80 GOTO 70 

A ^A A^A A^A A^A A^A A^A A^A A^A A^A A^A A^A A^A A^A A^A A^ A 


DESPROTECÇÃO DE PROGRAMAS 
BASIC 


Este programa serve para 
desproteger programas 
BASIC salvaguardados com 
a opção “P”, como, por ex¬ 
emplo, o editor de ficheiros 
ASCII que vem com o com¬ 
putador (RPED), ou qual¬ 
quer outro que, por engano, 
gravámos com esta opção. 

Para utilizá-lo devemos: 

1. Digitá-lo e gravá-lo na 

disquete .SAVE“A: 

DESPRO 

2. Carregar o programa 

protegido. LOAD“X: 

PROTEG 

3. Renumerá- 

-lo . RENUM 

4. Misturá-lo com este 

programa. CHAIN 

MERGE “A: DESPRO 

5. E por último, apagar a 
linha 0 do programa resul¬ 
tante 

Este programa pode ser 
listado, modificado e grava¬ 
do como outro programa 
qualquer. O desprotector faz 
uso da unidade M pelo que 
esta deverá dispor de espa¬ 
ço sufuciente. 

O funcionamento é muito 
simples: quando se carrega 
um programa protegido blo¬ 


queiam-se os comandos 
LIST, EDIT, AUTO e SAVE 
nas opções normais e ASCII, 
e também os comandos 
PEEK e POKE quando são 
externos, quer dizer, de fora 
do programa, mas não quan¬ 
do estão incluídos no mes¬ 
mo. 

O comando NEW elimina 
todos estes bloqueios. Mas o 
apagar do programa consis¬ 
te em colocar um zero na 
posição de memória 31382. 
Isto significa que, se depois 
de apagado, escrevemos 
neste local o antigo valor 
temos acesso à listagem 
mas não podemos modificá- 
lo. Ora bem, se o gravarmos 
em formato ASCII (opção A) 
e o tornarmos a carregar é já 
um programa normal. 

É fácil de compreender 
que se as direcções de 
memória iniciais foram alte¬ 
radas com HIMEM, 
MEMORY, por exemplo, o 
funcionamento do programa 
será incorrecto, pelo que é 
aconselhável utilizá-lo antes 
de executar algum programa 
que faça uso destes coman¬ 
dos. 


0 CLEAR:PRINT”Espere um pouco .":PRINT:0 
PEN ”0” , 1, ”m:aux.bas": PRINT P1,”0 POKE & 
H7A96,”+STR$(PEEK(&H7A96 ) )+”:SAVE "+CHRS 
<34)+"m:aux”+CHR$<34>+”,A: LOAD ”+CHR$(34 

>+"m:aux”+CHR$(34)+”:REM -> APAGUE EST 

A LINHA <■ - " : CLOSE: RUN ”m.aux” 


Esta rotina preenche qualquer superfície fechada com a 
mesma eficiência que o comando FILL do BASIC dos CPC 
664 e 6128, se bem que demore muito mais tempo. A côr de 
preenchimento que utilizarmos deverá ser a mesma com que 
se traçaram as linhas que delimitam a figura a preencher. 


10 ' ********************************** 
20 ’ * EXEMPLO DO USO DA ROTINA * 
30 ’ * FILL * 

50 ' 

60 MODE 0 
70 PLOT 100,100 
80 DRAWR 300,0 
90 DRAWR -200,15 
100 DRAWR 130,60 
110 DRAWR 100,-40 
120 DRAWR 0,90 
130 DRAWR -300,0 
140 DRAW 100,100 
150 MQDO%=0 
160 COLOR%=l 
170 X%=200 
180 Y%=200 
190 GOSUB 1000 
200 END 


1010 ’ * ROTINA DE FILL * 
1020 ’ * Parâmetros de entrada: * 
1030 1 * COLOR%: cor a utilizar para * 
1040 ' * preenchimento. * 
1050 ’ * X%,Y%: coordenadas do ponto * 
1060 ’ * inicial. * 
1070 ' * M0DQ%: moda do ecra em que * 
1080 ' * estamos. * 


1100 ’ 

1110 MOVE X%,Y% 

1120 FUNDO%=TESTR(0, 01 

1130 IF FUND05Í=C0L0R% THEN RETURN 

1140 DX%=2‘(2-MODOY.) 

1150 DIM STACK%(50) 

1160 SF7.=-1 

1170 SP%=SP%*1: STACK7.(SP%)=X% 

1180 SP%=SP7.+ 1: STACK5í(SF%)=Y% 

1190 WHILE SP7.X-1 
1200 Y%=STACK% (SP/í) : SP%=SP5Í-1 

1210 X%=STACK%(SP%) : SP7.=SP7.-1 

1220 MOVE X%, Y% 

1230 WHILE TESTR(DX%, 0>=FUNDO% AND X%+DX%<640 
1240 X%=X%+DX% 

1250 WEND 
1260 TX=1:B»=1 

1270 MOVE X7.,Y% 

1280 WHILE TESTR(0,0)=FUNDO% AND X%>-1 
1290 PLOT X%,Y%,COLOR% 

1300 TCOL%=TESTR(0,2> 

1310 IF Y%>396 THEN T%=0 

1320 IF TCOL5ÍOFUND07. THEN T%=1 ELSE IF T5í=l 

THEN SP%=SP5Í+1: STACK7. (SP%) = X%: S 
P%=SP%+1: STACK5Í (SP%) = Y%+2: T7.=0 
1330 TCOL%=TESTR(0,-4) 

1340 IF Y%<2 THEN B%=0 

1350 IF TCOL%<>FUNDO/í THEN B%=1 ELSE IF B7.= l 

THEN SP%=SP%+1: STACK (SP%)=X%:SP 
%=SP%+1 :STACK%(SP%)=Y%-2: B%=0 
1360 X5Í=X7.-DX% 

1370 MOVE X%, Y% 

1380 WEND 

1390 WEND 

1400 ERASE STACK5Í 

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56 AMSTRAD MAGAZINE 


















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AMSTRAD MAGAZINE 57 



















































PROFISSIONAL 


A EMULAÇÃO DE UM TERMINAL 
VT100 COM UM PCW 



Universidades estào a lutar pela sobrevivência e os terminais dedicados 
não são "baratos" 


A emulação de terminais 
levanta normalmente diver¬ 
sos problemas e dificulda¬ 
des. No caso concreto do 
PCW não é muito difícil pô- 
lo a funcionar como se fos¬ 
se um terminal DEC VT100. 


P RODUZIDOS pelo segundo mai¬ 
or construtor mundial de compu¬ 
tadores, a Digital Equipment Cor¬ 
poration (DEC), os equipamentos da 
linha VAX (desde o MicroVax até aos 
grandes sistemas) têm uma grande 
implantação a nível universitário e 
comercial. Os modelos mais potentes 
podem inclusivamente suportar muitos 
utilizadores, cada um com o seu termi¬ 
nal de trabalho. Este é, normalmente, 
um terminal dedicado, ou um micro com 
um programa de emulação de terminal. 

E quando um micro não está a fun¬ 
cionar como um terminal, pode transfor- 
mar-se numa máquina que trabalha só 
por si ("stand alone”), permitindo ao 
utilizador processar dados (por exem¬ 
plo, fazer a edição de textos ou peque¬ 
nos cálculos) e se necessário enviar 
informação para um computador “host” 
(o computador central) para posterior 
processamento ou armazenamento em 
disco. 

As instituições do ensino superior 
têm geralmente dificuldade económi¬ 
cas. Recebem subsídios para comprar 
grandes sistemas informáticos mas têm 
de fazer face ao problema de possuirem 
poucos terminais. E nas grandes com¬ 
pras procuram sempre soluções bara¬ 
tas, em termos de terminais. E se pude¬ 
rem obter computadores de uma forma 
gratuita, mesmo sem serem propria¬ 
mente terminais, tanto melhor. 

Quando um micro está ligado como 
um verdadeiro terminal a um grande 
sistema (portanto, sem ser usado ape¬ 
nas para o correio electrónico) requer 
normalmente um emulador. Este soft¬ 
ware destina-se a enganar o computa¬ 
dor principal, que “pensa” que está a 
dialogar com um outro da sua espécie, 
de forma que certas características, 


como gráficos, janelas e teclas especi¬ 
ais, funcionem tal como foi planeado. 

Na prática, a emulação de terminal 
raramente é perfeita, mas pode ser 
levada a um alto grau de perfeição, de 
forma que todas ou a grande maioria 
das operações (enfim, menos as mais 
esotéricas) possam ser executadas. 
Infelizmente, poucas soluções de co¬ 
municações para utilização universal 
oferecem mais que uma emulação 
elementar. 

Mail232, por exemplo, que é um 
programa de comunicação fornecido 
gratuitamente com o PCW, permite 
somente dois níveis, demasiado baixos 
para atrair os utilizadores DEC. O pri¬ 
meiro é um nível rudimentar que apenas 
repercute os caracteres no ecrã e só 
obedece aos comandos “carriage re- 
turn", “linefeed" e “backspace” (tornan¬ 
do o PCW num terminal não-inteligen¬ 
te). O segundo é uma emulação VT52. 

Os standards DEC 

Durante muitos anos, o terminal 
VT52 era o standard da DEC. Dotar o 
Mail232 duma emulação VT52 é muito 
simples, porque o ‘driver’ do ecrã do 
PCW é, de facto, do tipo VT52. Assim, 
quando um programa CP/M corre no 
PCW, pensa que está a dialogar com 
um terminal VT52. 

Mas, muito antes do PCW aparecer, 
os terminais VT52 foram considerados 


inadequados para muitas aplicações, 
pelo que a DEC decidiu lançar um novo 
standard- VT100 -o qual faz tudo o que 
o VT52 faz e ainda muito mais. 

Actualmente podem-se comprar ter¬ 
minais VT220 e VT240, os quais execu¬ 
tam grandes ‘façanhas’, mas, de qual¬ 
quer maneira, o VT100 mantém-se 
como a base da gama. 

Os terminais dedicados não são ba¬ 
ratos e há já alguns anos que instuições 
do ensino superior, e até mesmo com¬ 
panhias comerciais, compram Micros 
BBC para realizarem esta função- a 
menos que estejam em condições de 
ligarem rede PC’scompatíveis IBM. Os 
Micros BBC atrairam assim a fabricação 
de alguns bons programas de emula¬ 
ção VT 100, casos do Termulator 
Acornsoft e do Workstation Sussex. 

Mas o PCW vem com uma impresso¬ 
ra, unidade(s) de disquete(s), monitor e 
disco Ram -ficando o comprador com 
muito mais equipamento que num BBC, 
e pagando bem menos. 

E o que é mais importante, o PCW 
tem em separado um bloco numérico 4 
x 5, que pode oferecer uma emulação 
perfeita do bloco numérico da DEC. 
Este é utilizado num Vax em modos de 
aplicação, para edição de ecrã e para 
outras finalidades não-numéricas. 

Deste modo, com um PCW os utiliza¬ 
dores de EDT (um dos processadores 
de texto da DEC) não precisarão de 
aprender um novo conjunto de teclas 


58 AMSTRAD MAGAZINE 































para as funções de processamento de 
texto, normalmente já programadas 
para os blocos numéricos dos terminais 
DEC. E quando o dispositivo EDT Help 
é chamado, o digrama no ecrã corres¬ 
ponderá correctamente às teclas nu¬ 
méricas . 

Repare-se que a confusão causada 
pela troca necessária entre o bloco 
numérico de um terminal dedicado e as 
teclas de função de um micro BBC 
constituiu um pesadelo familiar para 
muitos utilizadores desta máquina. 

Sendo assim, porque não estão a ser 
utilizados os PCW’s em vez dos micros 
da BBC? 

Ora bem, a máquina da BBC (e os 
PC’s e respectivos clones) têm domina¬ 
do o mercado, porque já cá estão há 
tanto tempo e em tão grande número 
que têm atraido o desenvolvimento de 
software de emulação. 

Uma façanha para o PCW 

A empresa Screenwise, especializa¬ 
da em terminais, produziu uma emula¬ 
ção VT100 para o PCW -o SVT100. Ac- 
tualmente não existe uma competição 
directa, e portanto, se quiser utilizar o 
seu PCW como terminal VT100, não 
tem outra escolha possível. 

Felizmente que não faz mau negócio, 
já que se trata dum dos melhores 
programas de emulação. Trabalha tão 
bem como os melhores que foram 
testados no micro da BBC, e melhor 
ainda que muitos dos que foram fabrica¬ 
dos para os PC’s- aliás, alguns são 
pouco menos que péssimos. 

O SVT100 oferece, efectivamente, 
quase todas as capacidades dum termi¬ 
nal VT100. Apenas três capacidades 
não existem aqui: Um scroll suave (não 
é essencial), o modo de 132 colunas 
(alguns utilizadores precisam deste 
modo, mas a maioria passa bem sem 
ele) e caracteres cintilantes (são mos¬ 
trados em itálico). 

Tudo o resto está lá, e por isso conse- 
gue-se uma resposta válida ao 
comando SET TERM, aos caracteres 
de dupla largura e altura, a uma 
utilização completa do bloco numérico 
(incluindo os comandos Gold), áreas de 
scroll e tudo o mais. Embora caia no 
risco de perder os leitores menos 
familiarizados com o vocabulário do 
VT100, os utilizadores da Digital irão 
concerteza apreciar tudo o que foi con¬ 
seguido com este emulador. 

Acima de tudo, pode-se escolher um 
ecrã de 24, 25 ou 30 linhas. A 31 - linha 
pode ser configurada como uma linha 
de ‘status’ para mostrar as opções 
seleccionadas, como a posição actual 
do cursor, os modos “on-line” ou “local”, 


P 


o estado de transferência de ficheiros, 
etc... 

O protocolo de instalação permite di¬ 
versas mudanças nos valores, colocan¬ 
do os que foram seleccionados num fi¬ 
cheiro especial. Isto é lido para a 
memória quando se carrega o emula¬ 
dor, ou pode ser restaurado sem se sair 
do programa, no caso de terem sido 
alterados alguns dos parâmetros. 
Pode-se mudar o conjunto de caracte¬ 
res (UK e Ascii dos EUA, ou gráficos 
especiais), fixar os códigos a serem 
gerados pela tecla de Return, etc.. 

A única característica considerada 
aborrecida é o facto de o movimento do 
cursor envolver a utilização de tecla 
‘Extra'. Mas, rapidamente se consegui¬ 
rá uma adaptação. 

A transferência 
de ficheiros 

Quase todos os emuladores têm 
capacidade de transferência de fichei¬ 
ros, e nem sequer é preciso referir que, 
neste aspecto, uns são melhor que 
outros. 

O do SVT 100 é bastante bom. Basta 
seleccionar‘Receivefrom Disc’, Trans- 
ferto Disc’ ou, para abortar, ‘No Trans- 
fer’. 

Se nãofordado um nome de ficheiro, 
será escolhido um nome por defeito - 
Svtl 00.log. E se já existe um ficheiro de 
recepção, os dados serão adicionados 
no fim, em vez de o ir substituir - uma 
segurança de rede que muita gente irá 
apreciar. 

Podem ser escolhidas transferências 
que apareçam no ecrã ou então que 
fiquem escondidas, pode-se atrasar a 
transferência até que seja recebido um 
código line “feeed” do host, mudar o fim 
do código do ficheiro, e estabelecer 
mesmo uma opção “no trigger”, o que 
significa que uma transferência come¬ 
çará assim que esteja terminado o diᬠ
logo de instalação (set up). 

Qualquer tipo de ficheiro pode ser 
enviado para o host (ASCII, binário, e 
mesmo o Locoscript), embora só se 
possa receber dados de 7 bit. Isto acaba 
por ser uma limitação menor, uma vez 
que, em qualquer caso, a maior parte 
dos utilizadores só necessita de transfe¬ 
rências nos dois sentidos de ficheiros 
em ASCII de 7 bit. Um modo “autoprint” 
repercute transferências na impressora 
(os códigos de ‘Escape’ são filtrados); e 
o controlo de fluxo Xon/Xoff (ver outro 
artigo neste número), juntamente com 
um buffer de 16 K, significa que não 
devem ocorrer perdas de dados, pelo 
menos nas velocidades mais baixas. 

Não existem problemas a 4800 
bauds (o máximo é 2400 se a impresso¬ 


ra estiver activa), mas a 9600 a ligação 
falha e começamaperder-sedados. Isto 
é uma pena, não só porque são conhe¬ 
cidas as vantagens duma transferência 
mais rápida, mas também porque 9600 
baud é também a velocidade por defeito 
estabelecida por gestores de sistemas 
Vax. 

A empresa Screenwise diz que não 
há nada a fazer quanto a isto - o próprio 
PCW parece não ser capaz de aguentar 
9600 bauds quando funciona como um 
terminal. Assume-se que a empresa 
está certa do que diz, mas o que é facto 
é que o micro da BBC e os PC's conse¬ 
guem-no. 

A documentação 

A documentação do SVT100 vem 
sob a forma de um ficheiro LocoScript 
em disquete, e é bastante detalhada. 
Contudo, a maioria dos utilizadores fica¬ 
rão já muito contentes ao lerem as duas 
primeiras páginas do ficheiro, o sufici¬ 
ente para conseguirem montar o siste¬ 
ma e pô-lo a funcionar, deixando para 
trás as listas de sequências de ‘Escape’ 
do VT100 e do ‘Enhanced’ VT52. De 
qualquer maneira, esta informação está 
lá para quem queira fazer experiências, 
ou simplesmente para quem queira ficar 
a saber mais. 

Não existem instruções para utiliza¬ 
dores inexperientes do PCW. A Scre¬ 
enwise assume, aliás correctamente, 
que os utilizadores que usem o PCW 
ligado a um Vax já saberão correr um 
programa, ou que, pelo menos, terão o 
sistema a avisá-los de como o fazer. 

O futuro 

Pelas suas vantagens em relação a 
preço, facilidades e uma fiabilidade 

provada, o PCW deve conseguir tor¬ 
near o mercado de terminais de dupla fi¬ 
nalidade. Se o conseguir, o SVT 100 irá 
vender bem. 

Porém, com a vinda de PC’s baratos 
e instalados em rede, as pequenas e 

médias empresas estão mais viradas 
para a informática distribuída que para 
a centralizada. 

De qualquer maneira, muitas destas 
empresas não estarão em condições de 
trocar todo o equipamento que pos¬ 
suem. Mesmo as que o puderem fazer 
estão cada vez mais viradas para ‘clo¬ 
nes’ PC, como é o caso dos Amstrad 
1640 e 1512, para os quais existe uma 
extensa gama de produtos de emula¬ 
ção. 

Mesmo assim o SVT 100 merece um 
boa sorte, mas o seu sucesso irá depen¬ 
der muito do PCW ser aceite como um 
standard em terminais inteligentes. 


c 

w 




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Quantas vezes já desejou não ver aquilo que viu na televisão e não teve 
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60 AMSTRAD MAGAZINE 









































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Será que os computadores só podem ser utili¬ 
zados por quem sabe inglês? 

É evidente que não. Embora o conhecimento da 
língua inglesa facilite a aprendizagem, nunca se 
poderá considerar indispensável para este efeito. 
No nosso pais, são cada vez mais frequentes as 
marcas que traduzem os manuais e as packages, 
e adaptam os teclados, para poderem possuir 
boas soluções informáticas em mercados que 
nada têm a ver com a língua inglesa. 

Foi assim, seguindo esse princípio, que AM optou 
por incluir nesta secçào a tradução do MANUAL 
DO PC, para facilitar a vida a todos os que em 
Portugal preferem ler em português. 


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A imaginação não tem limites, mas a forma de aplicar 
essa imaginação por vezes é limitada por falta de meios 
adequados. 

A LIGHT PEN, uma vez ligada ao CPC, permitir-lhe-á 
demonstrar as suas capacidades como desenhador, ou 
caricaturista, porexemplo, possibilitando-lhe a criação 
de desenhos no écran sem instruções complicadas. 
Pegue na caneta e desenhe, ou escreva, no écran aquilo 
que lhe apetecer. Se por um acaso se enganar, apague 
e rectifique o trabalho as vezes que desejar. 

Não limite a sua imaginação. 




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Num momento em que começam a surgir 
no mercado alguns processadores que 
possuem como linguagem “natural” o 
FORTH, torna-se interesante poder of¬ 
erecer aos possuidores dos CPC a 
hipótese de experimentar o poder desta 
linguagem como forma de comunicar 
com a máquina. Com algumas vantagens 
sobre o BASIC (nomeadamente uma 
maior velocidade de processamento), o 
FORTH continua a manter inúmeros 
adeptos entre os programadores e utili¬ 
zadores de computadores, que não hesi¬ 
tam em defendê-lo, em muitas situações, 
como uma das melhores linguagens de 
programação. 

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AMSTRAO MAGAZINE 61 

































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standard, mas não é menos verdade que INFOMASTER 
ultrapassou esse'standard. 

Permitindo uma utilização eficiente após alguns minutos 
de trabalho, possibilitando a utilização de um máximo de 
65535 registos em cada ficheiro, e um máximo de 255 
campos em cada retgisto, o INFOMASTER torna-se o 
sistema de gestão de base de dados mais adequado para 
as pequenas empresas. 

Funcionando num sistema de menus que permite a fácil 
manipulação de informação, e a configuração da base de 
dados por utilizadores com um mínimo de conhecimentos, 
esta package utiliza parte da RAM como cache, con¬ 
seguindo deste modo uma velocidade que em determina¬ 
das situações se pode considerar cerca de 400% superior 
à das bases de dados convencionais. 


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são feitas através 
de palavras — e 
não de gráficos. 
O GEM WORD¬ 
CHART, con¬ 
cebido com a in¬ 
tenção de lhe ser¬ 
vir de instrumento 
de trabalho na 
realização sim¬ 
ples de apresen¬ 
tações, permite a 
utilização de 
diversos tipos de letras com recurso a inúmeras varian¬ 
tes de cada tipo, selecção de limitadores e formatos, e 
combinação de cores, através de menus do tipo “drop- 
down”. 

Para lhe tornar a composição da folha mais fácil, o texto 
aparece no écran exactamente igual à posterior cópia 
impressa, e a largura das colunas pode seleccionar-se 
com a simples pressão de um botão do “mouse”. 

Em resumo, o GEM WORDCHART, situa-se entre o 
PRINT MASTER e o PAGE MAKER, apresentando no 
entanto, em relação a um e a outro, algumas vantagens 
na concretização de pequenos trabalhos. 



os utilizadores do 
GEM em “regime 
intensivo”, esta 


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sicamente um ca¬ 
lendário perpétuo 
com agenda, pos¬ 
sibilita a utilização 
de 11 memórias 
diárias com o dis- 
play de mensa¬ 
gens em 11 mo¬ 
mentos previa¬ 
mente especifica¬ 
dos, contendo 
ainda um pequeno 
ficheiro, e um diário-bloco de notas. Quase 
indispensável para quem se move diariamente sobre o 
GEM, o uso do GEM DIARY torna-se rapidamente um 
“must” neste ambiente de trabalho. 



PREÇO: 9 900500 REF. 308, postal 3 


MCD7 PORTÁTIL 



A fidelidade do compact disk aliada a comodidade 
dos tradicionais equipamentos de audio encon¬ 
tram-se sob uma única designação: MCD7. 

Um amplificador, um sintonizador, um leitor de 
compacto, um leitor/gravador de cassetes com 
duas gavetas, e duas colunas laterais amovíveis, é 
tudo aquilo de que necessita para “beber” calma¬ 
mente a sua música preferida, enquanto “escuta” o 
seu whisky com gelo, ou montar uma discoteca à 
beira-mar, agora que decidiu começar o seu “estᬠ
gio anual de praia”. 


PREÇO: 4 900500 


REF. 309, postal 3 


PREÇO: 39 900500 


REF. 401, postal 4 


62 AMSTRAD MAGAZINE 

















































DDI-1 



Trabalhar num computador que utiliza a cassete como suporte de 
massa pode tornar-se aborrecido, especialmente depois de se ter 
trabalhado durante algum tempo com uma máquina que recorre às 
diskettes para armazenar informação. 

A alternativa, numa situação deste tipo, passa quase sempre pela 
compra de uma nova máquina, ou pela aquisição de uma drive 
externa. O DDI-1 representa esta última solução para todos os 
possuidores do CPC 464. 

Sendo uma drive de diskettes de 3" com 180Kb formatados, esta 
unidade torna possível a utilização do CP/M e do LOGO a todos 
os utilizadores que, por exemplo, já se cansaram do BASIC e do 
assembler Z 80 como linguagens de programação. 


PREÇO: 28 900$00 

REF. 404, postal 4 




CPC 464 

POLICROMÁTICO 



Com 64 KB de RAM, 32 KB de ROM, som estereofónico, 
teclado profissional de 74 teclas, e monitor policromᬠ
tico, o CPC 464 continua a ser uma boa aquisição no 
mercado dos micros, visto assegurar uma razoável 
compatibilidade com os micros Amstrad mais recentes, 
e sofisticados. 


PREÇO: 89 900$00 


REF. 403, postal 4 


REFLEX 




Sistema de gestão de base de dados, agenda-plano, package de 
gráficos, e gestão de listagens e correio, são algumas das muitas 
capacidades do REFLEX, complementadas pela possibilidade de 
importar dados directamente das mais conhecidas folhas de cálculo 
e de outras bases de dados standard. 

O REFLEX é sem dúvida o reflexo da aplicação das novas técnicas 
de concepção de packages, mantendo os necessários elos de 
ligação com as packages que ao longo do tempo se tornaram 
standard. 


PREÇO: 9 900$00 


REF. 307, postal 3 



IMIIIMMIMII I 


ABILITY + 4 JOGOS 


TII I 



Package integrado de programas que lhe 
oferece: 


a) Base de Dados. 

b) Folha de Cálculo. 

c) Gráficos de Gestão. 

d) Processamento de Texto. 

e) Comunicações. 

f) Gerador de Apresentações. 

Incluindo: 


1) Manual de fácil leitura e manuseamento. 

2) Utilização compartilhada de dados para 
as diferentes aplicações. 

3) Integração activa entre os programas, 
(não realizável em programas 
conhecidos do mercado). 

4) Com o programa APRESENTAÇÃO, 
incluído no Ability, podem preparar-se 
informações obtidas com os dados 
manuseados com o programa base. 

E ainda 4 Jogos: “The Dam Busters”, “Bruce 
Lee”, “Psi 5 Trading Company” e “Tag Team 
Wrestling”. 


PREÇO: 8 900$00 


REF.301, postal 3 


AMSTRAD MAGAZINE 63 

















































CLUBE DOS LEITORES 




MANUAL DE BASIC 2 PARA PC 


Ainda não sabe BASIC? Já conhece outro BASIC? Mas não conhece o BASIC 2! 

Esta é a linguagem de programação que lhe faz falta conhecer. As sua potencialidades 
são muitas e convidamo-lo a vir descobri-las. 

Através da utilização das janelas do GEM você estabelece um diálogo permanente com 
a máquina. 

O BASIC 2 utiliza, para além de muitas outras particularidades que não encontram nas 
versões de BASIC disponíveis no mercado, ficheiros indexados próprios das lin¬ 
guagens de gestão. Esta é uma das muitas características que o distingue dos outros. 
E, concerteza, muito mais. 

Este é o manual que lhe faz falta na sua secretária. Não perca a oportunidade de adquirir 
o manual ao preço... bem... ao preço AMSTRAD. 


GEM GRAPH + GEM DRAW 


GEM GRAPH — Com a simples movimentação do 
rato e premindo apenas um botão, podemos obter 
gráficos profissionais de alta qualidade: de barras, 
tipo tarte com ou sem explosão, de símbolos, de 
linhas ou de mapas. Do tamanho e estilo que você 
decidir; com texto, cores e fundos de relevo para dar 
ao seu gráfico um aspecto tridimensional. 

Gem Graph é um programa com excelentes quali¬ 
dades gráficas. 

GEM DRAW — Desenhos lineares, artísticos, or- 
ganigramas, esquemas, etc. Escolha os elementos 
no menú e dê largas à sua imaginação. GEM DRAW 
converterá o seu PC num estúdio profissional com 6 
tamanhos e tipos de letra, 20 livrarias de gráficos 
disponíveis, 39 funções de trama, régua, ali¬ 
nhamento, etc. e quando o seu desenho estiver 
perfeito, obtenha a cópia impressa em papel ou 
transparência. 


PREÇO: 2 690$00 
REF. 304, postal 3 


PREÇO: 24 900$00 REF. 302, postal 3 


Software concebido para estar instalado no seu 
computador, em cima da sua secretária para: 

★ Cálculos rápidos 

★ Bloco-notas 

★ Editor de textos compatível WordStar/Turbo 
Pascal 

★ Agenda telefónica 

★ Planeamento de actividades 

★ Ligação automática de chamadas telefónicas 

★ Registo de recados e mensagens 

★ Pesquisa de códigos ASCII 

Carregue de manhã o SIDEKICK na memória do 
computador e fique acompanhado durante todo 
o dia com esta poderosa ferramenta de trabalho, 
mesmo utilizando o computador para explorar 
outro software. 


PREÇO: 3 900$00 REF. 303, postal 3 


64 AMSTRAD MAGAZINE 










































TIM 


A ALTERNATIVA LÓGICA 



Com o ATARI ST Você é o protagonista. 

O microcomputador apenas uma valiosa 
ferramenta de trabalho. 

Com a melhor relação custo/benefício 
pomos à sua disposição: 

— um design inovador; 

— a tecnologia mais avançada; 

— potente software, incluindo o ambiente 
GEM, gerido por um «rato» de alta 
precisão. 

E agora, pela primeira vez, através dos 
emuladores MS-DOS e Macintosh, Você 
pode ainda aceder às duas maiores e 
melhores bibliotecas de aplicação existentes 
no mercado. 

A preços que certamente não imaginaria. 


520ST FM-512Kb RAM 

Incluindo disquete 360Kb... a menos de 80 c. 

Cl monitor monocromático 

640 x 400. a menos de 120 c. 

I.V.A. não incluído 




MS-DOS e Macintosh são marcas registadas da Microsoft Corporation e Apple Computer, Inc., respectivamente. 






A 

ATARI 

TRÊS COMPUTADORES 
NUM SÓ 


Cebit 

DIVISÃO DE GRANDE DIFUSÃO 
Av. Brasil, 147-A e B — 1700 LISBOA 
Telef. 80 95 22 — Telex 64798 CEBITE — Fax 
PORTO (02) 69 53 91 


80 


99 





































Ligue a sua empresa 
a uma ideia rentável 


Tal como uma ficha tripla, o MULTIPOSTO 
AMSTRAD é factor de multiplicação. 

Partilhando a informação de um único 
programa (até 4 utilizadores), 
multiplica-se a sua eficácia 
aumentando a rentabilidade. 

O MULTIPOSTO AMSTRAD 
é a resposta informática 
certa para pequenas e médias 
empresas em expansão. 



Não só pelas características do sistema 
MULTIPOSTO, mas também pelas vantagens 
AMSTRAD: alta tecnologia, fácil 
utilização, baixo preço e condições 
especiais de pagamento. 

Embora um pouco mais caro 
que uma ficha tripla, o 
AMSTRAD MULTIPOSTO 
custa muito menos 
do que se espera.